No dia da apresentação de Jesualdo Ferreira, o eixo Porto-Braga pressionou, ad nauseam, António Salvador para contratar o antigo jogador do Braga, Carlos Carvalhal.
Com a contratação de Jesualdo anunciada, preparou-se um golpe de estado: os "Oliveiras" - que nada têm em comum com os de Penafiel - tinham tudo acertado com Pinto da Costa para a contratação do seu novo-futuro-ex-bambino de ouro (Carvalhal, leia-se), juntamente com o empréstimo de três jogadores - Hugo Almeida iria no pacote -. Gritou-se, do Bom Jesus ao Sameiro, TRAIÇÃO!
Salvador, no entanto, preferiu que o Benfica lhe emprestasse o Professor, em troca de um desconto nos créditos sobre a transferência de Tiago. Argumentou, ao seu jeito, que o dinheirinho que sustentava o Braga era seu! E se não o quisessem, era fácil: iam pedir ao Cónego ... algo mais do que a benção!
A Carvalhal saltou-lhe a tampa: sendo ex-jogador do Braga, como era possível que apostassem num treinador que pouco valia, que tinha acabado de falhar? Disse-o em alto e bom som! Esqueceu-se, no entanto, que nunca treinara, sequer, na Primeira Liga...
Jesualdo, fazendo ouvidos de mulher séria, lá foi fazendo o seu caminho. Aguentou o Braga na primeira, discutiu, depois, um lugar na Liga dos Campeões e prepara-se para o colocar na rota do título. Pode falhar, é certo. Mas já leva embalagem suficiente para, pelo menos, discutir os três primeiros lugares. Entretanto, Salvador vendeu Loureiro, Quim, Cícero, Wender e João Alves, contratando, a custo diminuto, Hugo Leal, Madrid, Davide e João Tomás. Inventou Nem, Jorge Luiz, Nunes e Cesinha, construindo aquela que é a equipa mais difícil de bater em Portugal.
Eu sei que o Professor não é adepto de dar a outra face. Prefere o ditado beirão que diz que quem não se sente não é filho de boa gente. É como eu.
Assim, Carvalhal que espere, este Natal, um postal de boas festas. E, depois, que o reparta com Luís Campos!
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