terça-feira, 29 de novembro de 2005

Os bichos

Se efectivamente ocorrer a transferência de Simão que o inespugnabile apreguou, é mesmo caso para dizer que estamos entregues aos bichos!

Se por sinal, Simão continuar na Luz contrariado, uma coisa é certa: O Benfica não será campeão!

Um alerta a duas pessoas que lêem este Blog!

Se Simão, como me garantiram ontem, sair do Benfica em Janeiro, desconfio que nem às competições europeias vamos. E se uma das contrapartidas for Dudek, então estamos conversados...

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Ainda só vamos a meio...

... e já António Costa, um dos rostos do sistema, fingiu que não um viu um penalti do tamanho do mundo contra o Porto. É triste, mas é verdade.

Novidades?

Este fim-de-semana não teve novidades de destaque. Só duas particularidades: a expulsão perdoada a Carlos Martins - que, curiosamente, acabou por ser o homem do jogo! - e o penalti perdoado ao Belenenses. Duas particularidades de somenos importância...

sábado, 26 de novembro de 2005

Os Amigos do Padrinho


Fonte: UEFA

Não! Não tem nada a ver com o blog. Tem mesmo a ver com o Padrinho e com os seus amigos.

Jorge Costa, o grande capitão, o "Bicho", vai sair do Centro de Treinos do Olival e das suas visitas quinzenais à bancada do Dragão para rumar para o clima frio e seco da Bélgica, mais precisamente em Liége.

Como tal, os amigos do padrinho conseguiram arranjar para o "Bicho", o melhor lugar para se estar e para não estranhar o ambiente que o rodeia.

Sendo assim, terá Sérgio Conceição como companheiro de equipa, Michel Preud'Homme e Stephane Demol como directores e Luciano D'Onofrio como administrador.

O conflito com o holandês é resolvido mais cedo do que se espera e certamente, no início da próxima época, Adriaanse já estará a receber os euros da sua rescisão e Jorge Costa entra novamente pela porta grande para poder acabar a carreira no clube do seu coração.

Nestes momentos difíceis, não há nada melhor do que ter amigos destes...e de preferência amigos do padrinho...

Burns

A morte de Burns angustiou-me. Não só por gostar do estilo mas, e sobretudo, porque preferia o espectáculo à eficácia.
E eu, que aprecio na F 1 o sentido táctico, gosto nos rallies do espectáculo. Fico, acima de tudo, triste pelo jovem que vai. Mas sinto uma angústia pelo vazio que fica. Até sempre.

Já aí está!

Ainda que sem falar com o camarada que divide o poiso comigo - manda um sms para saber se concordas -, coloquei a N´drangheta na Federação Portuguesa de Blogs, louvável iniciativa do BnrB. Ainda que discordando do nome - Associação seria preferível...-!
Assim, passam a permanecer alguns links, aqui à minha direita, que, de outra forma, nunca apareceriam neste blog. Em compensação, aparecem outros que estavam esquecidos, mas que valem a pena.
Ao organizador, desde já, os meus parabéns pela iniciativa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Uma questão de adaptação

Co Adriaanse e Ronald Koeman ainda não perceberam que estão a lidar com um povo latino.

Semana após semana, fomentam as suas ideias e mostram os seus pensamentos sem que haja um "ahhh!" de onde quer que seja, sejam jornalistas ou adeptos.

A semana começou com um Koeman demasiadamente defensivo, mas também com várias certezas já aqui deixadas no ndrangheta:

- O Benfica não tem um substituto à altura de Simão...

- Não tem um avançado que complemente Nuno Gomes

- E tem um jogador, que por muito que corra, só faz bem isso, ou seja, correr...

No entanto, e deixo já aqui o desafio: Se Mantorras tem marcado o golo no último minuto, o Benifca teria agora 7 pts e só precisaria de um empate para seguir em frente na Liga dos Campeões.

Co Adriaanse decidiu também inventar. Não há nenhum jogo seguido em que apresente a mesma equipa. Hoje decidiu deixar Hugo Almeida no banco e colocar Jorginho e Diego de início.

Aqui no ndrangheta compreende-se perfeitamente que Diego tenha de jogar na Liga dos Campeões. É um activo importante do clube e numa jogada de génio pode conseguir o tão desejado salto para um grande da Europa, possibilitando encher os bolsos de alguém...

No entanto, até foi Lisandro quem começou por safar o holandês, mas a escolha disparatada de ter tirado Pedro Emanuel e colocado Bruno Alves, o resultado não poderia ser mais desastrado.

Uma equipa como o Rangers que se arrasta em campo, mas é movida pelo mais velho dos "scotchs" conseguiu empatar na única oportunidade de golo (também é verdade que basta uma oportunidade para fazer um golo).

Assim sendo, que tal optar pelo simples (como tanto clama o 4-4-2) e deixar os jogadores jogarem nas suas posições?

Já agora, o repto final: Não será melhor aos dois clubes portugueses ficarem classificados em 3º lugar na fase de grupos da Champions League e irem á Taça UEFA arrecadar mais uns cobres e quem sabe, poder repetir a façanha do Sporting da época passada?

Estranhamente...

Não se fala deste senhor...



Fonte: ICICOM

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Os filhos da .... PIDE!

O comunicado é irreal!

Os bufos e o país da opereta

Nuno Gomes, segundo se diz, foi alvo da ira portista/tripeira: bufaram-se à liga e a Comissão de Disciplinar abriu um processo de inquérito.
Isto, não sendo novidade, só assinala a tacanhez e provincianismo dos dirigentes do clube do Freixo. A ilustração andrade, retratável à exaustão pela pequena figura de Guilherme Aguiar, podia ser sintetizada nesta chibaria digna dos ex-pides´s recuperados pelo Prof. Cavaco em detrimento da atribuição da pensão ao HERÓI SALGUEIRO MAIA.
Mas, a verdade, é que a persecução é particular e o atingido, pela primeira vez nos últimos 20 anos, não é o Benfica. É Nuno Gomes. O homem, no pensamento daquela gentinha que gere o futebol tripeiro, não podia ter sido portista e gostar do Benfica, não podia usar Gomes no nome e, pior, não podia ter festejado os dois golos no dito dragão a apontar para as quinas identificativas do campeão. Não podendo, mas tendo feito, as consequências estão aí: chibaria para cima dele, mesmo que o método, bafiento, tresande a merda até ao tutano.
PS - à atenção dos incautos: Veiga reagirá na mesma moeda. Mesmo sabendo que a má afasta a boa...

Mnchester

Ao Queirós desejo a mesma sorte que desejei a 13 de Maio de 1994. Ao Cristiano Ronaldo, desejo a que teve na final do Euro 2004.

Koeman

Não foi audaz. Mas a sorte protegeu-o. Melhor assim.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Vieira e os três foras de jogo

Vieira tem razão. Três golos em fora de jogo, em três jogos consecutivos, é muito. Diria, mesmo, que é demasiado. E logo a seguir a uma vitória nas Antas...

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Ronaldinho

Aquilo que Ronaldinho Gaúcho fez no Barnabéu, vai ficar guardado nas memórias da história. Com sinceridade, não me lembro de nada idêntico. Nem quando João Pinto decidiu partir Avalade em pedaços.

Por Braga, nada de novo.

Em Braga ganhou a melhor equipa. Ponto final. E Jorge Luiz...

domingo, 20 de novembro de 2005

Todos para a jarra, já!

- Quim com as suas maravilhosas execuções no jogo de hoje...

- O departamento médico do Benfica em dar por aptos jogadores que claramente estão em sub-rendimento e não a 100 % (Quim e Simão são os melhores exemplos...)

- João Ferreira com a sua crise de visão ao ver um penalty que não existiu...

- O fiscal de linha ao ver um fora-de-jogo (curiosamente o 3º consecutivo) que deu um golo inesixtente ao Sp.Braga...

- Koeman com a sua permanente insistência no inexistente Beto...

- Jesualdo Ferreira com a sua arrogância e com a garipa muito levantada...

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Relembrando novamente os tempos...

Quando é necessário alguém apitar um jogo decisivo no campeonato português, é normal a Associação de Futebol de Setúbal ter um árbitro designado para essas partidas.

Por isso mesmo, não é de espantar a nomeação de João Ferreira para o Sp.Braga - Benfica...

Palavra aos outros!

Palavras de um amigo, recebidas na caixa de mail:
"(...) No tempo em que o Benfica era governado pelos «senhores de colarinho branco», para usar a expressão do actual presidente do clube, Portugal vivia em ditadura, onde ninguém podia também abrir a boca, e eu habituei-me a ver o Benfica como o símbolo dos que não se calavam —em contraste com o Sporting, que sempre foi tido como o «clube do regime» e dos «aristocratas ». O Benfica era presidido por um marquês mas era o clube do povo, o clube onde estavam os democratas e o grande Eusébio. Esse Benfica não há ninguém que não tenha respeitado e admirado. (...)"

Miguel Sousa Tavares, A Bola, 15.11.2005

"O resto da conversa serve, claro, para atacar o Luís Filipe Vieira e o Benfica actual, mas não é mau ser um fanático portista (para não lhe chamar fanático anti-benfiquista) a relembrar sobre quem ERA e quem NÃO ERA, DE FACTO, o clube do regime. Isto deve deixar alguns seus correlegionários - e não só - um bocado perplexos (os ignorantes) ou furiosos (os mentirosos)."

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Vieira 3

Os jagunços!

Vieira 2

E qual é o problema de Vieira?

Vieira

O problema de alguns não é Vieira. São eles mesmos.

Blá blá blá

"Há árbitros com mais qualidade do que outros, como em tudo na vida. Mas penso que Portugal tem bons árbitros."

E o «caso» de Simão? É verdade que sairá caso surja proposta de 18 milhões de euros? "Por esse valor, Simão já tinha saído"

"Passivo será reduzido em dezenas de milhões"

"Há opinadores pagos para dizer mal e é isso que não desculpo. Até vou dar um exemplo: "Gostaste do meu artigo? Eh pá, o gajo deve...". E o "gajo" sou eu, percebem?"

Postiga

O problema de Postiga não é Adriaanse. É Hugo Almeida.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Paixão

O homem da fruta, do café, do leite e afins entrou para a "quinta das celebridades". Como é que o povo não há-de andar deprimido?

Adivinha

Quem será o jagunço?

Transparência

"Porque é que nunca investiu no futebol, que é o desporto que mais gente arrasta e dinheiro envolve?
- Sabe...(Pausa) Para mim trata-se de uma indústria muito pouco transparente. Falo da mentalidade dos dirigentes, ordenados pagos tarde e a más horas, contratos paralelos, etc. Nos outros desportos onde eu estou há outra cultura, outro profissionalismo."

João Lagos, em Agosto, numa entrevista à revista Visão.

Jorge Costa a caminho do Standard...

... ou Luciano a fazer mais um jeito ao amigo?

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Scolari

Já aqui o escrevi: Scolari arrisca-se a ser o melhor seleccionador de sempre. Apesar de Baía... E isso, embora não justifique tudo, justifica quase tudo. Apesar de Ricardo...

domingo, 13 de novembro de 2005

Relembrando os tempos...

Era Manuel José treinador do U.Leiria quando se soube a meio da época 2000/01 que José Mourinho seria o seu substituto para a época seguinte.

Manuel José disse na altura que o seu colega de trabalho não tinha tido sequer a ombriedade de falar com ele e dizer-lhe que ia tomar-lhe o lugar.

Chateado com o futebol português e na esperança de vir a ser Seleccionador Nacional, o velho "Manel Zé" rumou a terras africanas em busca da sua glória.

Hoje, depois de somar o 2º (atenção que é o 2º) título de campeão africano de clubes, tem logo aí uma vantagem: é que Mourinho só ganhou ainda uma Taça dos Campeões Europeus.

O maior problema disto tudo é só se reconhecer o valor das pessoas quando singram lá fora, mas isso já é um velho hábito português...

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Um comentário ortodoxo

Não é hábito, neste blog, comentarmos os comentários deixados nas "caixinhas" que o acompanham. Mas ontem, o Sr. Mário Ventura, pessoa certamente respeitável, deixou aqui um comentário que merece reflexão. Aqui vai:
"Pois...um bom blog sim senhor, pena o título nada apelativo. Irei adicioná-lo logo que possível aos links desportivos do meu blog, logo que comentem também no meu e o adicionem aos vossos links. Parabéns então aos dois contribuidores"
Podemos dividir o comentário em duas partes:
- os parabéns aos "contribuidores" (sic), apesar do nome do blog não ser apelativo;
- a promessa de reciprocidade nos links, se os "contribuidores" (sic) adicionarem o blog do Sr. Ventura aos links e aceitarem comentar no seu blog;
Desde já os meus agradecimentos ao Sr. Ventura por ter por cá andado. Agradeço, também, a disponibilidade demonstrada.
Mas não a aceito. Este blog, quanto muito, tem um contador. Mais nada. Nem, sequer, pensamos em registá-lo em qualquer apontador de blogs ou coisa parecida.
Se o seu blog algum dia merecer, aqui ficará o link, sem obrigação de reciprocidade. Por enquanto, cada um fica na sua.
Ao cabo e ao resto, tentamos fazer jus ao nome: viver na clandestinidade bloguistica e com atritos. Mas sem cedermos aos princípios da `Ndrangheta!
PS - e, normalmente, nem verificamos o contador. Acreditem se quiserem...

A fraqueza indisfarçável

Por mais que se mascarem, por mais que tentem, por mais que consigam dispersar, há, em quase todos, uma fraqueza indisfarçável: são, acima de tudo, anti-benfiquistas. Até que a morte os separe.

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

E a defesa, senhores, a defesa?

Quando há 16 golos numa peladinha e os jornais gritam com euforia, eu pergunto pela defesa. Espero que o melhor da "velha raposa" - a sistematização defensiva adquirida a partir de Janeiro e que demorou 6 meses a treinar - não seja destruída em breve.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

O planeta (azul e) branco

Miguel Sousa Tavares apelida aqueles que lêem e comentam as suas crónicas de "trogloditas". Para além de ser um termo pouco simpático e próprio de quem se julga uma mente superior, é bastante evidente que a crítica não é aceite.

Sendo assim, apenas deixo um trecho da sua crónica ontem n'A Bola:
"A primeira questão tem que ver com o segundo golo do Rio Ave, julgado offside pela generalidade da crítica, pois que, quando a bola é cruzada para a área do Benfica, Gaúcho, que estava deslocado, vai passá-la a Chidi, que faz o golo. Se o lance se tem passado assim, não há dúvida de que há offside. Mas, se bem vi e julgo que sim, há uma diferença, que faz toda a diferença: quando a bola é cruzada, Chidi está em jogo e Gaúcho está, de facto, adiantado. Mas a bola não vai para Gaúcho e sim para Chidi, que depois a passa àquele, que entretanto já estava em posição correcta. Gaúcho devolve a seguir a Chidi, que faz o golo. Ou seja: enquanto está deslocado, Gaúcho não tem interferência alguma na jogada, e quando a tem, já está em posição correcta. Deve ou não considerar-se que tirou vantagem da posição inicial?"

Tendo em conta que o último livro do advogado/jornalista se chama "O Planeta Branco" e se enquadra no segmento infanto-juvenil, certamente a influência dos contos de fadas está a atormentar-lhe o espírito...

O "mano mais velho", o "mano mais novo", o Pai. Ainda: Paulo Bento, o Pai, o Filho e o ...

1 - Vitor Baía apresentou o seu "livro de glórias" perante o olhar embevecido do mano mais velho: nem mais nem menos do que Pinto da Costa. Entre outras coisas interessantes, e por gosto do dito "mano", disse que tinha sido benfiquista, por influência paterna, até aos 14 anos. Depois, ganhou consciência e afirmou-se enquanto portista dos sete costados. Lamentavelmente, o "mano mais novo", como forma a seguir o percurso do "mano mais velho", manifestou a imaturidade caracterísitica dos indecisos: só aos 14 anos é que ganhaste consciência?
2 - Entretanto, logo toca o telefone: "tás a ver? tás a ver? Não foi ele, foi o "mais velho"! Bem te tinha dito que o homem, um dia, assumiria a genealogia benfiquista!". Não vou a tanto, embora saiba que o "mano mais velho" nasceu vermelho. Mas se o juntarmos a Baía e Couto, fica a sobrar Jorge Costa, o "bicho". Era mesmo o que faltava...
3 - Paulo Bento, esse sim, não trocou a educação paterna. Benfiquista de sempre e até morrer, ainda que, temporariamente, torça de verde e branco. Ontem, por exemplo, veio a terreiro alegar que o Benfica foi beneficiado, "em um ou dois golos irregulares", no jogo com o Leiria. Faltou acrescentar que era isento: "eu que até os festejei!"
4 - Porque isto de renegar a educação paterna tem muito que se lhe diga. Por exemplo, Chumbita Nunes, benfiquista de gema e Presidente do Vitória Futebol Clube, decidiu dar um açoite no Pai que adoptou o verde e branco de Setúbal como filial número um no sul do Tejo. Falamos, claro está, no "mano mais velho" do "mano mais novo". Apesar de Couceiro, de Ribeiro, de Sandro e de Jorginho por meia dúzia de tostões - por onde anda Sandro? -, o Pai não esquecerá a aproximação aos vermelhos do norte do tejo. Vai daí, e numa demonstração de fidalguia secular, decidiu, no recente jogo que opôs os dois emblemas, não oferecer à equipa visitante, sequer, uma migalhinha para o jantar. Terá dito que, se quisessem, a Casa Aleixo é à mão de semear?
5 - Por falar em Pai, Vieira disse que não se ia embora. Acho bem, seria fazer a vontade a muitos que conheço, e em quem não me reconheço. O Benfica agradece.

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

7-1!!!


Foto: Placar

Carlos Tévez, suplente de luxo na selecção argentina e Nilmar, contratado ao Lyon no início da época, marcaram 5 golos na goleada do Corinthians ao Santos por 7-1. Foi uma digna passagem de testemunho, porque só mesmo uma tragédia é que fará com que o "Timão" não se sagre campeão brasileiro.

O dinheiro vale tudo e no Brasil ainda mais...

Em Portugal está mesmo preta


Fonte:
Meu caro amigo
Francis Hime - Chico Buarque/1976

"Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta(...)"
PS - O Chico é um dos grandes. Dos grandes mesmo. A minha defesa, quando me irrito com o futebol - árbitros, jogadores, dirigentes, amigos, etc., etc., etc., - é lembrar-me do Chico e do Caro Amigo. Por um lado, não me abstraio da origem fluminense do elitista, o que não surge em contra-ciclo - e sempre serve para os meus amigos lagartos me atirarem com a elite de esquerda. Por outro, recordo que o futebol deve, sempre, ser um pouco mais civilizado. E isso, ontem, em Santo Tirso, depois de uma viagem desgastante, que não me pemitiu acompanhar o Glorioso ao vivo - uma das poucas vezes em que tal acontece... -, serviu para evitar uma cena digna de um Western. Daqueles em que muitos batem num...
PS 2 - Jornada para recordar. Pelas minhas contas, todos beneficiados, quase todos prejudicados...
PS 3 - Se eu não podia gostar do Fluminense?...

A teoria do coitadinho

Com a saída de cena de Dias da Cunha, perdeu-se o gostinho especial que havia, no final de cada jornada, de se apelidar ao sistema e confrontar os factos com as realidades ocorridas durante o fim de semana.

Assim sendo, e pelo segundo fim de semana consecutivo, o Benfica empatou um jogo, sendo que o segundo golo do Rio Ave na Luz foi precedido de fora-de-jogo, tal como Bruno Fogaça uma semana antes na Figueira da Foz.

Paulo Bento diz que o Sporting tem de se queixar mais da arbitragem, porque foi prejudicado no Bessa, frente ao Varzim (com a expulsão de Anderson Polga) e em Barcelos, frente ao Gil Vicente. Das duas uma: ou Paulo Bento não ouvia os comentários do seu antigo Presidente ou então viu jogos completamente diferentes dos que eu vi...

Em Paços de Ferreira, Pedro Proença e "su muchacho" Tiago Trigo desempenharam bem o seu papel de benfiquistas e anularam um golo limpo aos portistas. Esqueceram-se foi também de marcar uma grande penalidade a favor do Paços de Ferreira e que poderia ser traduzido na altura por um empate.

Não me vou mais alongar na teoria do coitadinho, só porque o Benfica perdeu mais dois pontos e porque jogou com o Beto. O tema será referido com maior pormenor mais tarde...

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Os todo-o-terreno

Contrariando (mais uma vez) o meu companheiro de blog, o futebol é simples, mas não é tanto. Há sempre uma Lei de Murphy que contraria isso e a prova evidente é a de que quem tanto vociferou contra o "sistema" também é beneficiado pelo mesmo. Ironias do destino!

Mas o post não é para falar de arbitragens, mas sim dos verdadeiros artistas, porque os de preto, amarelo e verde são artistas quando lhes interessa.

Vem a este caso a teoria dos jogadores todo-o-terreno que José Mourinho tanto sabe usar no seu Chelsea com Essien e Cole e Pellegrini faz no Villareal com Juan Pablo Sorin.

O argentino passou despercebido durante vários anos no Cruzeiro do Brasil, com empréstimos sucessivos a clubes europeus, até estagnar na pequena vila da comunidade valenciana.

A sua polivalência faz com que na Selecção Argentina e no Villareal desempenhe diversos papéis com a mesma eficácia, apesar da deficiência evidente em jogar com o pé direito. A sua actuação na Luz, na passada quarta-feira fez-me presenciar ao vivo aquilo que já tinha visto na televisão: sentido táctico irrepreensível, antecipação de jogadas, defesa agressiva e ataque continuado e estratégicamente pensado.

Sorin é um dos tais: Na direita, na esquerda, no centro, na defesa ou no meio-campo, a performance é sempre igual.

Há poucos jogadores como Sorin, e só se podem orgulhar aqueles que têm o privilégio de jogar com pessoas que são profissionais até ao fim.

Por falar em fim, Kieron Dyer pode ver a sua carreira chegar ao ponto terminal. Dyer era outro dos mesmos, à direita, ao centro ou ao meio, Dyer desenvolvia jogadas geniais que permitiram a Shearer marcar muitos dos golos que ostenta em Inglaterra...

Sr. Scolari

Ao ver que convoca um jogador da equipa B do FC Porto e mais dois jogadores desse clube poderoso que é o Dinamo de Moscovo que está em 11º lugar da Liga Russa, e tendo em conta que o senhor disse que convocava quem quer que fosse que jogava futebol em Portugal, não me quer ir ver jogar no Domingo e talvez pensar no meu assunto???

Simplicidade?

Será o futebol um jogo simples?

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

A geometria variável!

O Professor Lobo Vilela escreveu um dos livros que mais devia ser lido em Portugal: Do Sentido Cómico e Trágico da Vida. A páginas tantas, e como forma a diferenciar o ridículo do cómico, escreve: "Embora o ridículo seja a principal fonte de comicidade, pela imitação e pela caricatura, não deve identificar-se com o cómico porque há entre eles diferenças essenciais. Em primeiro lugar, o ridículo é involuntário, inconsciente, espontâneo, natural, ainda que pareça artificioso, ao passo que o cómico é voluntário, consciente, intencional, premeditado. Em segundo lugar, o riso é, para o ridículo, um castigo, ou melhor, uma agressão, porque o sujeito considera-se vítima de uma injustiça; para o cómico é o prémio ambicionado, a homenagem prestada ao talento histriónico."
Serve isto para expressar a dificuldade que tenho em perceber qualquer treinador que, em desespero, dispensa o homem que pensa o jogo, em detrimento de um homem de combate.
Se estudarmos as batalhas - de guerra, guerra mesmo -, nunca descobriremos uma única em que se dispensa o estratega e se opte pelo batalhador. Na verdade, ambos têm de marcar presença, mas nunca em substituição.
No futebol, o estratega tem de jogar SEMPRE. Seja em desespero de causa, seja a ganhar por 10-0. Não se pode, sob pena de coarctar a imaginação do passe impossível, abdicar, por um segundo, de o ver em campo. Seja parado, a andar, ou mesmo de bicicleta - o Maradona, por exemplo, devia jogar sempre, em qualquer equipa, em qualquer lado, em qualquer desporto.
Pellegrini opta por nunca tirar Riquelme. Mesmo quando não joga, assobia para o lado ou, no absurdo da posição, decide jogar 20 minutos a extremo. Sabe, em síntese, que Riquelme pode, a qualquer momento, devolver num momento de magia a paixão que os adeptos debitam nas bancadas. Koeman, ao invés, decidiu retirar da equipa aquele que pautava o jogo, distribuindo passes e inteligência ao acéfalo meio-campo benfiquista, colocando Mantorras.
Pellegrini, ei-lo de novo, foi rápido na resposta - simultâneo, até, devido à ligeireza demonstrada na substituição -: colocou um extremo de coração novo, prendeu Nélson durante 20 minutos mais - e Jose Mari já o havia feito durante 70 minutos...- e deu ordens ao meio-campo de combate (Josico, Sorin e o enorme Senna) para pressionar os, agora, isolados Petit e Manuel Fernandes, até à exaustão.
Koeman respondeu tarde. Já perdia por um a zero, mas ainda assim deu o braço a torcer: só voltou a criar perigo quando Assis entrou.
Agora, perguntam os caros leitores, o que é que a estratégia de um mágico tem a ver com o cómico e o ridículo? Tudo. Tudo mesmo. Se na ausência de um 10 - um vero 10 - o futebol tem algo de ridículo - mesmo quando se acerta -, os erros do 10, se tiver magia, trazem a comicidade de volta à vida. Sem passar pelo ridículo.
E o futebol, meus caros, também se pode resolver com um tiro do meio da rua, bem no centro da catedral - Wembley de seu nome -, mas a história preferirá, sempre, Savicevic a chapelar da lateral da Avenida da Liberdade.

terça-feira, 1 de novembro de 2005

O Professor Jesualdo

No dia da apresentação de Jesualdo Ferreira, o eixo Porto-Braga pressionou, ad nauseam, António Salvador para contratar o antigo jogador do Braga, Carlos Carvalhal.
Com a contratação de Jesualdo anunciada, preparou-se um golpe de estado: os "Oliveiras" - que nada têm em comum com os de Penafiel - tinham tudo acertado com Pinto da Costa para a contratação do seu novo-futuro-ex-bambino de ouro (Carvalhal, leia-se), juntamente com o empréstimo de três jogadores - Hugo Almeida iria no pacote -. Gritou-se, do Bom Jesus ao Sameiro, TRAIÇÃO!
Salvador, no entanto, preferiu que o Benfica lhe emprestasse o Professor, em troca de um desconto nos créditos sobre a transferência de Tiago. Argumentou, ao seu jeito, que o dinheirinho que sustentava o Braga era seu! E se não o quisessem, era fácil: iam pedir ao Cónego ... algo mais do que a benção!
A Carvalhal saltou-lhe a tampa: sendo ex-jogador do Braga, como era possível que apostassem num treinador que pouco valia, que tinha acabado de falhar? Disse-o em alto e bom som! Esqueceu-se, no entanto, que nunca treinara, sequer, na Primeira Liga...
Jesualdo, fazendo ouvidos de mulher séria, lá foi fazendo o seu caminho. Aguentou o Braga na primeira, discutiu, depois, um lugar na Liga dos Campeões e prepara-se para o colocar na rota do título. Pode falhar, é certo. Mas já leva embalagem suficiente para, pelo menos, discutir os três primeiros lugares. Entretanto, Salvador vendeu Loureiro, Quim, Cícero, Wender e João Alves, contratando, a custo diminuto, Hugo Leal, Madrid, Davide e João Tomás. Inventou Nem, Jorge Luiz, Nunes e Cesinha, construindo aquela que é a equipa mais difícil de bater em Portugal.
Eu sei que o Professor não é adepto de dar a outra face. Prefere o ditado beirão que diz que quem não se sente não é filho de boa gente. É como eu.
Assim, Carvalhal que espere, este Natal, um postal de boas festas. E, depois, que o reparta com Luís Campos!

Dissertar

Co Adriaanse: "Hoje podíamos jogar sem guarda-redes!".

Juntando este comentário ao do jogo do Benfica relativamente aos lenços brancos, Co Adriaanse está a cometer um erro.

Quando uma pessoa sai do seu país e se dirige para outro com cultura diferente, só há uma maneira de ser bem-sucedido que é o facto de se adaptar rapidamente ao país e não ser o país a adaptar-se à pessoa.

Adriaanse tem preferido o contrário, mostrando muitas vezes tiques de ditador (como foi o exemplo de sábado na conferência de imprensa, após uma pergunta sobre McCarthy, que fez com que o holandês saísse da sala sem ai nem ui). A benevolência dos jornalistas e do seu jogo de sabujos para com a instituição do Freixo não são mais do que gritos mudos no contexto futebolístico e jornalístico português...

A falta que ele ainda faz...


Foto: Terceiro Anel

João Vieira Pinto mostrou ontem que continua a fazer bons jogos contra o Sporting. Carlos Brito disse no início da época que não tinha nada a aprender com João Pinto a não ser a sua experiência e colocá-la ao serviço do Boavista.

Assim fez! Utiliza João Pinto no apoio a Fary, na posição que mais gosta, seja a distribuir jogo, seja a aparecer como segundo avançado, como fez no primeiro golo.

Com a disponibilidade física que mostra e com a experiência adquirida, não há dúvida que havia legitimidade a época passada para João Pinto voltar ao clube que mais crédito lhe deu e que saiu de uma forma vergonhosa.

Este ano, ter João Pinto ou Miccoli seria exactamente a mesma coisa...