Li ontem no jornal A Bola a crónica de um senhor, cujo nome não sei e faço gala em não saber, que Scolari andava sempre mal disposto com os jornalistas e partia daí para mais umas criticas alicerçadas num profundo mau gosto e xenofobia que decerto só classificam o autor do texto.
Terminava o texto dizendo que se Scolari não gosta de cá estar poderia fazer as malas e partir que faria muita gente feliz.
A esse senhor cujo nome não sei nem nunca me foi apresentado ( como diria o Papa ) gostaria de dizer que quem nunca me trouxe felicidade nenhuma foram os jornalistas desportivos deste país. Mais. Quem nunca fez nada de positivo por Portugal foram eles. Por isso eu também ficaria muito feliz se fizessem as malas e se pusessem a andar.
A essa corja de escribas subservientes dum sistema mafioso implantado no país nunca li uma linha que fosse de investigação ao caso apito dourado. Nunca houve uma alma que tivesse a ética de denunciar as falcatruas de João Vale e Azevedo antes da Polícia Judiciária entrar em acção, mesmo quando estas eram mais que visíveis.
Também nunca vi uma vontade de investigar as declarações do ex-presidente do Sporting, prémio Stromp e figura de indiscutível credibilidade que é o senhor João Rocha, de que no consulado de José Roquette o conselho leonino debateu um plano cujo fim último era a extinção do Sport Lisboa e Benfica. Esse plano passava por uma aliança com o Porto. A aliança toda a gente sabe que foi posta em prãtica. O resto do plano será que prosseguiu em marcha? Era giro investigar. Mas não. Os nossos jornalistas desportivos só servem para apontar resultados, pontuações, e coisas assim.
Pelo contrário, o senhor Luiz Felipe Scolari em duas fases finais de competições internacionais chegou sempre às meias-finais. Até atingiu uma final. Isto apesar de todo um coro de empregados da Camorra que se uniram em escritos e ditos tentando, de forma ridícula em muitos dos casos, pôr em causa o excelente trabalho que está à vista de todos.
Portugal sempre teve grandes jogadores, com a excepção talvez do final da decada de 80, o que sempre lhe faltou foi um homem independente à frente da sua selecção. Alguém cujo o único interesse fosse o de salvaguardar o melhor para a equipa nacional e não o de valorizar ou queimar jogadores consoante as necessidades dos homens dourados.
Queriam que, depois de tudo o que disseram e por tudo o que representa essa corja, Scolari lhes desse palmadinhas nas costas?
Tenham juízo. Scolari põe a competência de jornalistas e comentadores a nú. E isso é outra coisa que me faz muito feliz.
Queria aqui fazer no entanto uma ressalva.
É com muita pena que vejo Carlos Daniel, um caso ímpar de profissionalismo e ética no panorama nacional, ser afastado dos comentários dos jogos da nossa selecção. Ainda para mais sendo substituído por essa nódoa chamada Hélder Conduto.
No entanto só quem não sabe a revolta que o programa por ele apresentado provocou em toda a comitiva nacional na Alemanha pode estranhar o que se passou depois.
Ter três estarolas a comentar algo do qual muito pouco percebem, ainda por cima num tom arrogante quando não malcriado, põe qualquer um à beira de um ataque de nervos. Isto apesar do bom senso que Carlos Daniel sempre tentou colocar, contrariando muitas vezes os companheiros de programa e saindo algumas vezes até do seu papel de moderador mas que, perante um painel medíocre daqueles, esteve desde o primeiro dia, condenado ao fracasso.
Faltam cerca de 2 horas para o ínicio do jogo. Vou entrar agora em estágio.
Força Portugal!
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