Chovia intensamente nesse Sábado, em Lisboa. Na mesma Lisboa que iria decidir o campeão dessa época de 1993/1994, com os dois clubes mais emblemáticos da cidade.
O Estádio de Alvalade estava cheio, com a espernaça de ver regressar um título que na altura estava arredado dos lados do Lumiar há 12 anos. O Benfica tinha tido uma semana em que tudo era questionado porque tinha empatado com o Estrela da Amadora na jornada anterior, em casa.
Toni era contestado, como sempre foi. Todos lhe reconhecem o benfiquismo, mas dizem que não chega, que não está actualizado, que é velho para o futebol. Ao contrário de Quique, moderníssimo para o futebol, mas demasiado carente de benfiquismo.
Nessa noite, jogava-se o "título", e o Benfica, depois de uma pré-temporada infernal, rodeada de salários em atraso e rescisões amigáveis, e tendo sido goleada por 5-2 em Setúbal, fez uma auto-avaliação (o tal que não sabia de bola) e resolveu mudar e adaptar a equipa que tinha. Toni surpreendeu e deixou Rui Costa no banco. Quando Gabriel Alves diz o onze inicial, os 6 milhões quase vieram abaixo porque o nº10 não jogava e o Benfica iria ser goleado. E com mais razões ficaram quando Cadete abriu logo o marcador nos primeiros dez minutos de jogo. O resto do jogo é sobejamente conhecido, assim como o resultado final.
O que havia no Benfica dessa altura era querer, era espírito de luta e era o encarnar o espírito benfiquista, porque havia um ao leme com esse espírito incutido.
Não peço que o homem do leme saiba o que é o benfiquismo, por muito arcaico que seja. Peço que se rodeie das pessoas que saibam o que é o benfiquismo e o sintam como aqueles que vão ou à Luz ou fora dela. Uma pessoa (ou várias) que saiba o que representa o Benfica e o que lhe está subjacente. Uma pessoa (ou várias) que façam querer ver que o sucesso de uma equipa também o é individual, se o objectivo é o de ganhar. Essas pessoas estavam no Benfica em 1994 e se João Pinto ajudou, todo o restante campeonato também o foi brilhante porque havia essa "dose" de benfiquismo.
Dose que não tenho visto nestes últimos tempos.
O dia é marcante a vários níveis, até para vermos o que nos reserva o futuro...
5 comments:
Faltou-te dizer que o mesmo Toni castigou Sergei Iuran, não o convocando or indisciplina.
Ah ganda Toni! Vanham mais dois que eu também bebo!
José Marinho no blogue magicoslb.blogspot.com, diz que jesus já assinou com o Benfica... Será?
tb li...acho deplorável haver tanta fuga no Benfica..COmo é possivel...?
Esse Benfica jogava à bola... Eu não gosto do Barcelona mas quando vi a goleada em Madrid, fez-me lembrar o Benfica e disse: "também nós já jogámos assim há tempos..."
De facto em 1994 respirava-se Benfica... hoje em dia não sinto o mesmo quando os vejo jogar... falta qualquer coisa de facto
Só espero que rapidamente nos reencontremos.
VIVA O BENFICA!!
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