terça-feira, 12 de maio de 2009

Silly Decade

Entrámos em período eleitoral e as crispações estão à vista. Os críticos de Vieira não perderão a oportunidade de confrontá-lo com a ausência de títulos no futebol.
Vamos ser honestos e analisar a situação dos dois lados do espectro: O financeiro e o desportivo.
No plano financeiro Vieira é dos melhores Presidentes que o Benfica alguma vez teve.
Desligou o Clube da dependência mecenática em que viveu quase toda a sua história, aumentou o nº de sócios na pior era do Clube a nível de resultados, construíu um estádio que na altura motivou demissões (Luis Nazaré reconheceu há pouco tempo que afinal a construção do estádio tinha sido uma medida certa, ele que saiu por não concordar com a sua construção), construíu um centro de estágios que é o futuro do Benfica no que toca à formação, remodelou o sector da mesma com resultados que começam a ser visíveis, quem acompanha as convocatórias das selecções jovens não pode desmentir este facto.
Lançou e concluíu em 6 anos infra-estruturas que há muito deviam estar terminadas. Quem se referir a estas reformas como algo de corriqueiro está eivado de má-fé.
Não me parece que haja uma real noção do atraso estrutural do Benfica em relação aos concorrentes no sector específico da formação e organização da mesma. Ganhávamos, íamos buscar dois ou três estrangeiros muito bons, continuávamos a ganhar. Pacífico.
Só que...chegou o Acórdão Bosman e ficámos de calças na mão. Nenhuma direcção teve visão de longo prazo. A bolha estourou e, quando foi altura de olhar para dentro nada havia para ver.
Vieira teve essa visão e teve a coragem que nunca poderá admitir aos sócios, de sacrificar os resultados desportivos de hoje (leia-se, alocação de recursos financeiros) em detrimento de infraestruturas duradouras. E lança-se a ponte para a análise desportiva:
, segundo os critérios de quem se quer alhear do facto de o dinheiro não surgir de geração espontânea.
Péssima, segundo os critérios de quem se alheia da complexidade do tráfico de influências que é feito para manter o Benfica em baixo e o porto em cima. Não se deixem adormecer pelas notícias e análises, este é mais um campeonato roubado!
Ingénua, de acordo com os que acreditam que Vieira teve de aprender com quem contar. Veiga tem um papel especial, na medida em que tenta por todos os meios boicotar Rui Costa.
Perdedora, de acordo com os que se recusam a admitir que o Clube estava tão estruturalmente atrasado que os acordos com a banca tiveram de ser realizados numa óptica de longo prazo, não deixando espaço para a manutenção dos melhores jogadores no plantel durante pelo menos 4 anos.
Prudente e reformista, para quem como eu cresceu a ver o Benfica vencer, mas cedo detectou um certo aburguesamento assente na convicção de mais nada era preciso fazer para manter o Benfica grande. Como as anteriores direcções não se actualizaram, ainda hoje os efeitos dessas gestões têm impacto na actual gestão. Não foi há muito tempo que o Benfica tinha salários em atraso, minha gente. Isso é sintomático de RUÍNA FINANCEIRA.
Vieira não ganhou títulos. Mas deu-nos algo ainda mais precioso: CARA LAVADA!
Os tripeiros não se importam com isto, mas eu sou benfiquista! Não ganho campeonatos com putas e árbitros, não estou em falência técnica que, só uma muito habilidosa Liga consegue escamotear, e acima de tudo, estou preparado para o futuro. Sim, porque um dia a mama acaba, o papa morre e aí, quando os nós da corrupção forem desfeitos se verá quem foi visionário e equipou o Clube de meios auto-sustentáveis para vencer.
Não tenho memória fraca. E há coisas que não se podem esquecer.

14 comentários:

... disse...

e as noticias inventadas da cofina?

hoje dizem que oferecemos o cardozo e o luisa ao manchester city... porque o rui costa e o vieira foram a londres ver o chelsea-barcelona!, tal como foram pinto da costa e soares franco!

piazzanuova disse...

Agora é fácil querer ser presidente.

Onde andava essa gente qd estávamos na merda?

... disse...

sempre escondidos.

rui costa a presidente seria um erro, talvez daqui a meia dúzia de anos.

P disse...

Costumo seguir este blog e gosto da forma descontraída e directa com que abordam o dia-a-dia do clube.
Concordo em pleno e espero que esta mensagem não se varra da memória dos benfiquistas em detrimento de promessas de oportunistas e outras pessoas de má fé.


Força Benfica!

Pedro disse...

Não concordo com muito do q dizes mas irei apenas falar da parte desportiva:

A análise q fazes é aceitável até determinada altura do ciclo de Vieira, tudo o q dizes faz sentido e teve a sua práctica em q fomos crescendo como equipa após as hecatombes iniciais de Vilarinho e Vieira com a ausência das competições europeias dois anos seguidos, depois vieram os títulos e a cimentação do projecto Vieira. O grande problema é precisamente depois de conquistarmos o título, depois do mais dificil estar feito, tudo foi destruido. Depois do título temos 4 terceiros lugares consecutivos. É impressionante. E temos os maiores investimentos de sempre na equipa de futebol com resultados catastróficos.

Eu sou um dos q acérrimamente defende a causa arbitral para o nosso insucesso mas não posso aceitar q isso sirva de desculpa total para esta direcção qd a mesma NADA fez sobre isso. Sim actuamos e bem no Apito Dourado mas isso é uma vertente da coisa.

Se defendemos q não fomos mais longe pq os árbitros nos roubaram é admitir q Quique não é o principal culpado. Se assim é então a Direcção só tinha um caminho: DEFENDER QUIQUE com todas as forças. Dizer claramente q a aposta em Quique é para manter pq se não fossem os roubos a esta hora eramos campeões. È isto q a direcção tem q fazer se quer sustentar a tese (e tem todos os argumentos para isso)dos prejuizos dos árbitros.

Sempre tivemos a cara lavada. Não foi Vieira q trouxe isso para o SLB.

piazzanuova disse...

Nem sempre, Pedro. Nem sempre. Alturas houve em que fazíamos parte do anedotário europeu com cheques dhl, e situações afins.

Quando fomos campeões, deixámos sair 2 jogadores fundamentais: Manuel Fernandes e Miguel. Há fragilidades no projecto Vieira ao nível do futebol, vou abordar isso noutro post. A primeira das quais foi Veiga. Abraço.

Mister D disse...

Meu caro Piazza:

Deixámos até sair mais gente sem o devido retorno qualitativo. Fico à espera do texto sobre Veiga.

Para primeiro texto de apoio a Vieira, até nem está mau...:)

piazzanuova disse...

É pá...agora sinto-me pressionado...

Abraço!

Coglionne disse...

Subscrevo em absoluto o que aqui foi postado pelo pizzanuova.
Contudo não posso de deixar expressar o seguinte:
1º A dificílima tarefa de levantar o Glorioso do atoleiro em que uma sucessão de presidentes oportunistas e com falta de visão o deixaram, é sem dúvida um feito digno de figurar nos mais ilustres compêndios como exemplo de uma gestão eficaz e visionária.
2º A recolocação do Glorioso a discutir títulos e a ganhá-los há muito que me pareceu uma tarefa ainda mais difícil do que a recuperação financeira.

É que à recuperação financeira basta um projecto visionário, competência humana, determinação e objectivos muito claros do que se pretende; e no caso do Glorioso a mobilização da enorme massa de adeptos. Já a recuperação desportiva / ganhadora tem muito mais de aleatório. Mesmo em países sem pintos, olegários, lucílios, frutas e galões, nem sempre um projecto sério que tenha por objectivo as vitórias desportivos atinge esses objectivos. Quanto mais quando o panorama é o que é e apitos dourados, prateados e de todas as cores. E em que os meios de comunicção social estão literalmente a soldo da minoria do freixo. É que não basta que o Glorioso não ganhe. É preciso derrubá-lo sempre, não o deixar ir à liga dos campeões, porque isso significa dinheiro e prestígio

Creio que no actual quadro mesmo com Guardiolas, Mourinhos e Hiddininks nos arriscamos a não ganhar.

Agora é imperioso olhar para dentro e reflectir sobre a nossa quota parte de responsabilidade no nosso fracasso. Que a temos.

Muito se tem dito sobre o Quique, muito se tem reflectido sobre o treinador. Com doses variadas de emotividade e de racionalidade.

Tenho para mim que os resultados não são tudo. Mas tem de haver sempre uma avaliação do trabalho realizado. E mais do que não haver resultados minimamente consentâneos com o nível de investimentos feitos esta época, o que me preocupa é não ver um rumo, um crescimento da equipa ao nível das exibições, da força anímica, da dinâmica, dos automatismos, enfim de uma CULTURA DE JOGO, de uma matriz identificativa de acordo os pergaminhos do Clube. O primeiro, talvez o maior, é adoptar um modelo de jogo baseado no contra ataque. O Glorioso também tem de saber usar o contra ataque. Mas esse não deve ser o paradigma ideológico da equipa de futebol do Glorioso. Pelo menos nesta altura. Assumir publicamente isto é dar o flanco ao adversário. É dizer que o Clube abdica daquilo que é a sua essência e do que fez o Glorioso o que é: Glorioso!

Não acredito que o actual treinador tenha condições para continuar.

Por razões desportivas visíveis: a Taça da Liga não chega, soube bem mas é pouco (e isso nem é o mais importante); a qualidade de jogo não é o que deveria ser; a equipa é inconstante e não cresce enquanto tal, houve equívocos evidentes na constituição da equipa

Por razôes políticas: a falta de crescimento da equipa, mais do que o seu fracasso desportivo, não augura nada de bom para próxima. E essa perspectiva pode criar uma dinâmica nefasta para a continuidade do próprio projecto de recuperação financeira do clube. Acho que a maioria dos sócios já esgotou o capital de confiança de que o treinador dispuha. E na próxima época, caso o treinador continue, a margem de erro será tão pequena que o mínimo erro poderá ter consequências muito graves para equipa de futebol, para a direcção, para o director desportivo e... para o clube.

Coglionne Nero

Mário disse...

Cara lavada, mas muito triste. E enquanto continuarmos a coleccionar desculpas, não vamos mudar a cara

Cosimo Damiano disse...

" Se calhar foi um erro sermos campeões."

Ora como o homem até aprende com os erros emendou caminho.
Tão cedo não cometerá outro erro. Podem apostar.

Igor Marques disse...

Caro piazzanuova:

Concordo em parte com a sua defesa da actual direcção e de Luís Filipe Vieira em particular. Estou de acordo em que, efectivamente, o Benfica estava no ponto mais baixo da sua História em todos os aspectos.

Na parte desportiva, que é aquela que nos toca mais directamente como adeptos, parece-me que tenta fazer uma desculpabilização de LFV um pouco apressada. Concordo com "Pedro" quando ele diz que a sua análise é razoável até determinado ponto da actual presidência.
Quando o Benfica se torna campeão em 2005, uma situação previsível em vários aspectos, poderia ter-se de facto entrado numa espiral imparável de sucessos, recuperando boa parte do tempo perdido em 10 (ou mais) anos de catástrofes.
Não sei bem o que se passou para Trappatoni saír do clube, mas pareceu-me que a direcção poderia ter feito um pouco mais para segurar um treinador campeão. Ainda assim, o caro piazzanuova erra na sua resposta a Pedro: Manuel Fernandes não sai da equipa nesse ano mas somente no seguinte, na sequência da boa campanha na Liga do Campeões e Miguel não tinha sido tão fundamental quanto isso na conquista do título, dado ter passado boa parte da temporada lesionado ou a recuperar de lesões. Além disso, veio Nélson para o seu lugar, fazendo uma temporada a bom nível e apagando Miguel da memória dos Benfiquistas.

Essa temporada de 05/06 foi determinante para aquilo que o Benfica vive hoje. Era crucial vencer esse campeonato. Duas vitórias seguidas reergueriam de novo o nosso clube e dariam a machadada que faltava no malfadado sistema nortenho, naquela que era a fase mais frágil da história directiva do sujeito entretanto condenado. A equipa era basicamente a mesma, com alguns retoques essenciais e boas apostas como Nélson, Miccoli e Karagounis. O treinador era jovem, com uma mentalidade ofensiva e com alguma noção do que estava a fazer. Mas havia uma falha grave logo inicial: a saída de Álvaro Magalhães, grande obreiro do título e das boas temporadas anteriores com Camacho. Ainda assim a época começou bem, fomos ganhar lá acima e tivemos uma fase de resultados e exibições comparável aos anos 60/70. Até que veio aquele maldito jogo com o clube ali do lado. Para mim, esse jogo marcou a história recente do nosso clube. Ganhando esse jogo abríamos caminho até ao título. Perdendo-o daquela forma veio tudo por água abaixo. De resto, esse jogo ainda hoje tem consequências. Basta ver a estabilidade que o clube do Campo grande tem tido, e que lhe tem permitido ficar à nossa frente desde então, tudo fruto da grande recuperação que fizeram desde aí.
Nessa temporada a aposta clara numa boa campanha na Liga dos Campeões foi ganha. Mas ao nível interno, que é o que interessa, foi desconcertante: ganhamos os dois jogos ao campeão e mesmo assim ainda ficamos a 9 ou 10 pontos de distância no fim do campeonato. E recordo que na 2ª volta, quando ganhamos com aquele frango do Baía na Luz, dependíamos apenas de nós para chegar ao título.

A registar, nessa temporada, o obscuro papel de José Veiga. Apesar de ter feito um bom trabalho ao encontrar um bom negócio no caso de Miguel, as aquisições de Inverno foram inexplicáveis. Tanto é que no final da temporada somente Moretto continuou a ser aposta no clube, a par de um inútil Marco Ferreira. Todos os outros deixaram o plantel.

Na temporada seguinte o Benfica decide-se por um treinador português e de baixo-custo, depois de claramente confrontado com o dilema treinador de renome - sai Simão e/ou Luisão treinador menos bom - mantêm-se ambos.

Apesar de termos uma grande equipa e que praticava um futebol vistoso, um treinador incompetente, mais 10 (ou mais) jogos nas pernas que os rivais, a saída de Veiga e alguma displicência no fim do campeonato fizeram o resto. Ainda assim, chegámos à última jornada com hipóteses matemáticas de ser campeões, algo que deveria ter sido valorizado.

Na temporada passada o descalabro foi tal que nem sei por onde começar. Mas o culpado foi, desde a primeira hora, apenas um: Luís Filipe Vieira. Vejamos: uma política (?) de contratações a fazer lembrar os tempos "áureos" de Damásio e Vale e Azevedo, com pacotes duplos de jogadores (Diaz, Bergessio, Maxi) que evidentemente não tinham qualquer aprovação do treinador, fosse Santos ou Camacho; jogadores de duvidoso valor como Edcarlos e Bynia, jogadores vindos da II Liga Sérvia para ficar à experiência no plantel (Stretenovic), algo absolutamente impensável no futebol moderno e de alta competição; a estranha contratação de Freddy Adu; uma pré-época feita em cima do joelho onde nem jogo de apresentação aos sócios houve, para além de jogos no Egipto e na Roménia a fazerem lembrar os torneios Parmalat de outros tempos; saída tardia de Simão e má gestão do "caso Manuel Fernandes" e o péssimo timing do "caso Rui Costa"; despedimento absurdo de Fernando Santos, etc etc etc... O 4º lugar foi o normal ante tamanha incompetência e amadorismo.

Esta temporada a aposta em Quique foi demasiado arriscada para o que se pretendia. Se se pretendia o título, havia que apostar em alguém que soubesse o que é ganhar competições e que tivesse um discurso e postura motivadores. Nem Quique o tem, nem Rui Costa tão pouco o terá de forma a surgir como cobertura ao técnico e ao plantel. Quanto a LFV, nem vale a pena falar sobre o seu discurso e a sua atitude de total des-responsabilização. Para mim um dos principais problemas do Benfica passa pelo discurso, francamente negativo com este presidente.

Não escamoteio os roubos de que fomos vítimas em momentos-chave nem a Liga minada em que competimos e o meio ignóbil que nos rodeia. Mas isso não chega para justificar tudo. Não justifica os 5-1 de Atenas e a falta de protecção do plantel por parte da direcção nesse momento. Não justifica a falta de clareza sobre o futuro de Quique ao longo de toda a época. Não explica os casos de Léo, Chalana e Diamantino. Não explica a falta de sintonia nos discursos sobre a arbitragem entre treinador e direcção. Em suma, não justifica quase nada, ao fim e ao cabo.

Penso que o tempo de LFV acabou. Acredito e apoiarei uma lista que continue o trabalho desta direcção, ou que pelo menos me dê garantias de o não estragar e de negociar justamente os direitos televisivos, a próxima grande batalha do Benfica.

Para terminar quero apenas dizer que não acredito que Jesus e Scolari sejam boas soluções de futuro. Um é treinador do sistema e está na equipa mais beneficiada desta temporada pelas arbitragens, para além de ter tratado o Benfica sem qualquer respeito. O outro é bom para treinar equipas que jogam de dois em dois meses, embora seja bom em termos de motivação. Para vir qualquer um deles, que fique Quique.

cumprimentos e saudações Benfiquistas

piazzanuova disse...

Caríssimo Igor: Muito obrigado pela correcção relativa ao manuel Fernandes, às vezes o "computador" tem destes bugs. O que vejo como problema de Vieira e aí tendencialmente estamos de acordo, é o facto de não ser um Presidente orientado para o discurso, faceta que o fragiliza aos olhos de uma sociedade que precisa dos media como de água. Vieira é, se se quiser, um anacronismo, no sentido de ser um executor ao invés de ser um anunciador. Não acredito que se desresponsabilize assim tanto. Mas é isso que se deve debater sem medo ou prurido: O futuro do GLORIOSO.

Abraço Benfiquista.

Igor Marques disse...

Caro piazzanuova:

De facto a questão do "discurso" e da "imprensa" (não no sentido literal, mas no amplo significado do termo) é tão ou mais importante que a do "método" na actualidade e no futuro. E isto é válido para o futebol como para quase todas as áreas de actividade. Aí estamos de acordo e após ter feito uma observação mais alongada deste blogue (excelente, diga-se de passagem) confirmei que estamos em sintonia neste aspecto.

Já quanto a LFV e à questão da sua "desresponsabilização" há algum desacordo. Contudo parece-me que o caro piazzanuova admite levemente que LFV se desresponsabiliza. A meu ver basta ler e ouvir algumas declarações do presidente e contextualizá-las devidamente para confirmar isso mesmo. Mas o mais grave, e que eu não incluí no post anterior, é que para além de se desresponsabilizar, LFV promove o culto da desresponsabilização na estrutura do Benfica. Ora isto causa um problema sério: a responsabilidade vai cair, inevitavelmente, em cima do elo mais fraco da cadeia do Benfica: treinador e plantel. Assim não há 60 milhões de euros que aguentem.

Gostaria ainda de dizer o seguinte: está a sobrevalorizar-se o trabalho de LFV na recuperação do Benfica. LFV cumpriu o seu dever ao limpar a cara do nosso Clube. De resto, essa foi a única coisa que muitos de nós lhe exigimos há 8 anos atrás. Até dou de barato os erros que cometeu e que nunca explicou devidamente (como o caso do ciclismo, uma paródia) mas não posso perdoar este último mandato. LFV está a hipotecar o futuro do Benfica a troco de nada, tal como o fizeram no passado Fernando Martins, João Santos, Jorge de Brito e os outros dois que se seguiram. Mas LFV tem a arte e o engenho para utilizar isso em seu favor.
Mais um mandato destes e voltaremos a 1995, mas pior.

Saudações benfiquistas.