sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

25 anos - Pena máxima

Findaram-se ontem 25 anos sob o desaparecimento de um treinador de futebol.

Génio para alguns, catalisador da fractura mais artificial deste país para muitos.
É normal que em morte loas bastas sejam tecidas a quem não está. Mas, tal como a pena máxima há limites. E nem um dia mais deverá durar.

Esta figura não tem como legado nada a não ser a criação de um monstro que personifica tudo o que de errado o futebol tem. O seu legado trouxe abundância aos media, altamente capitalizados por uma divisão ilusória, tão ilusória como os desígnios de grandeza nacional que uma agremiação regional alimenta.

O seu legado consiste numa espiral de violência verbal e física que grassa no futebol português há precisamente...25 anos.

O seu legado enquanto técnico, e analisado qualitativamente por figuras do mundo do futebol, é valorizado por vultos do desporto como: Carlos Queiroz, Pinto da Costa, Inácio e Herman José...

25 anos depois digo: Descanse em paz. Mas sobretudo descanse...longe.

Hoje- como diria Sérgio- é o primeiro dia do resto da nossa vida. O primeiro em liberdade depois de cumprir uma pena de 25 anos.

Já era tempo!

4 comentários:

Passaralho disse...

100%

E que receba em breve a visita do seu estimado "amigo", se é que esse verme é ou foi amigo de alguém...

Pedro disse...

Espero sinceramente que os amigos se reencontrem muito rapidamente....
:)

JNF disse...

"Esta figura não tem como legado nada a não ser a criação de um monstro que personifica tudo o que de errado o futebol tem. O seu legado trouxe abundância aos media, altamente capitalizados por uma divisão ilusória, tão ilusória como os desígnios de grandeza nacional que uma agremiação regional alimenta."

Diz tudo!

RA disse...

Ele que não foi para o Ceportengue porque os viscondes não garantiam luvas para os árbitros... Ninguém consegue remexer nesta estória?