segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sem medo!

A primeira vez que vi um jogo no estrangeiro foi aquando do Inter - Benfica (4-3) e, aí sim, justificava-se a faixa colocada pelos "No Name" e que dizia exactamente "Sem medo".


Amanhã, não é caso para tanto. Este Benfica é superior e o Twente não era aquele Inter (ou outro qualquer).


Porém, é preciso jogar sem medo. E isso tem mais que ver com atitude do que com temor reverencial ao poderio desportivo ou histórico do adversário.


Quis o destino que hoje esteja na Holanda com o Glorioso. E o que vi e sinto é - felizmente - um clima de grande tranquilidade e confiança na capacidade própria. Se fosse moderno, diria competência...


Ora, estou na condição de enviado especial do Ndrangheta. No fundo, é a minha costela de Vasco Lourinho e José Milhazes a vir ao de cima. Algum dia teria que ser.


Verdadeiramente importante é que atravessando os campos holandeses de bicicleta e vendo as suas famosas vacas (quadrúpedes) dei por mim a pensar na redenção natural que os insucessos do nosso clube têm. E daí parti para a insofismável conclusão que não interessa se se gosta ou não do Presidente, treinador, ponta esquerda, o que for. No final, é mesmo só Benfica.


É isso que nos move. É isso que faz com que o Benfica esteja no centro do mundo. Do nosso.


Claro que estando na Holanda, e talvez noutras circunstâncias, poderia alongar-me em dissertações sintéticas ou naturalmente divagantes. Mas não.


Continua a ser enebriante o prestígio que a águia carrega por essa Europa fora. Continua a ser comovente a peregrinação que acompanha o Glorioso sobretudo a de alguns pobres desgraçados que gastam o que não têm e as férias que não gozam para acompanhar o clube. E é mesmo assim que é. Mas também é mesmo assim que tem que ser.


Amanhã - sem Aimar (penso) - o Benfica que entrar só tem é que ganhar. É importante entrar na Liga dos Campeões mas é importante não quebrar a formaçãode onda vermelha que se sentiu após o jogo com o Arsenal e que estupidamente foi suspensa em Barcelos. É por aí que ganhamos.


E não se diga que há vinte e nove jornadas. Que há uma segunda mão. Aí é que tem estado o genético problema de abordagem aos jogos. E tem que ser: este ganha-se, o outro também é para ganhar.


Para mim, o Benfica é europeu. Ganhamos os campeonatos porque sim e para ir medir forças com os maiores. E em vésperas de jogo europeu é sempre outra coisa, outra motivação, outro orgulho. Oxalá a equipa sinta o mesmo e traga a vitória.


P.S.: Por falar em Vitória, tive a oportunidade de conhecer, sábado, no "Slide & Splash" a irmã da águia "Vítória", tratada pelo irmã do Juan Barnabé. Pode ser um prenúncio...

3 comentários:

Ricardo Chaves disse...

Cuore, no Slide & Splash ou no Aquashow?

Quanto ao resto, com Aimar ou sem Aimar, é sempre p'ra ganhar!

Antichiqueespertice disse...

No meio campo devem jogar de inicio witsel, matic e javi num 4-3-3 em que cardozo joga sozinho na frente com saviola descaido para a esquerda e gaitan para a direita...quase que aposto que será este o onze...

Olhando para o plantel do benfica acho que um 4-2-3-1 seria o mais indicado. Amorim e javi/ aimar na frente desta dupla de pivots, com nolito como extremo exquerdo e witsel como medio interior direito. Na frente é que dava jeito ter um grande ponta de lança, mas há falta de melhor lá seria o cardozo. o que acham??

Ricardo Chaves disse...

Acho impressionante a forma como deitam abaixo o Cardozo. Devem ser os mesmos que diziam que o Aimar não prestava e agora até tremem, quando sabem que ele pode não jogar.

Cardozo é o ponta de lança mais eficaz dos últimos 20 anos no Benfica. Poderá haver melhor no mercado, há certamente e se calhar até podemos potenciar quem já está no plantel, mas enquanto for ele o avançado do meu clube, só lhe posso reconhecer o mérito de ter feito 100 golos em 4 temporadas!