quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Soltas a caminho do derby

Chego ao derby de espírito renovado. Depois de uma série de jogos preocupantes, onde ao mau futebol se parecia juntar um estranho alheamento da atitude competitiva, o Benfica parece ter acordado na pausa para os compromissos das selecções. Primeiro (e talvez por isso) as reservas que defrontaram o Galatasaray, depois na batalha da Taça de Portugal em polo aquático, por fim em Old Trafford. Concentração, solidariedade e humildade em doses generosas serviram para colmatar algumas falhas em capítulos mais técnicos (e este Benfica ainda vai falhando demasiados passes para a qualidade técnica dos seus executantes). Foi pena Luisão ter-se lesionado, mas Miguel Vítor (perante as lesões do mesmo Luisão e de David Luiz) já foi titular frente ao Sporting e a equipa venceu sem sofrer golos. Outro Sporting, é certo, mas não deixa de ser um sinal positivo.

Se o Benfica tem tudo para chegar ao derby com tranquilidade, sem nunca perder o respeito por uma equipa em bom momento, o Sporting, talvez estranhando a nova rotina, apresenta o habitual nervosismo das semanas precedentes ao derby. Não podendo falar de arbitragem, aproveita a nova estrutura de segurança da Luz, disparando em todas as direcções (até recorrendo a armamento obsoleto), numa espiral cujo ridículo só escapa à percepção fanática dos próprios adeptos do clube que joga num estádio onde o único sector delimitado por gradeamento é o... visitante. “Afronta”, “provocação”, retaliação”, as expressões que mais tenho lido e ouvido nestes últimos dias. Espero que o Benfica responda dentro do campo e lhes garantas um “ganda melão”.

João Capela é o árbitro. Não tenho opinião formada sobre este árbitro. Sei que chegou este ano a internacional e é a sua estreia num jogo entre candidatos ao título. Com Benfica e Sporting separados por apenas um ponto, este será seguramente o derby mais quente dos últimos anos. Espero que não, mas cheira-me que o rapaz vai sair queimado.

Maxi, como já sabemos, tem tudo acertado com o Benfica e só não renovou porque o nosso Presidente não negoceia com off-shores. Mas afinal, com ou sem off-shores, até podem chegar 5 jogadores representados por Paco Casal. Apenas San Martin não foi titular da selecção que chegou à final do Mundial na categoria sub-17 e Elbio Alvarez, pelo que então li em blogs que acompanharam a competição, é craque. Oxalá o confirme.

E por falar em renovações: depois da brilhante entrevista aqui destacada pelo Mister D, depois da demonstração de classe dada em Old Trafford (é fácil elogiar o brilhantismo técnico de um jogador e esquecer a qualidade do comportamento sem bola) e de entrega na Figueira (em mais um exemplo de que nunca se furta a lutar contra as adversidades), ainda há dúvidas sobre Aimar? Pelo que vale como jogador (e o Benfica é sempre diferente sem o argentino em campo), pelo que vale como Homem, Aimar tem que ser do Benfica durante muito mais tempo. Como jogador num futuro mais próximo, numa qualquer outra função a médio prazo. Aimar tem muito a dar ao Benfica.

1 comentário:

L. disse...

preferia qu o maxi assinasse sem ser preciso esse tipo de compensacoes. mas se se confirmar que fizemos isso para nao entrarno negocio das offshores, fico contente. prefiro. e o que falo de offshores nao e por o porto as usar nem por motivos futebolisticos. repugnam-me... certamente nao e por causa do benfica. e deviam repugnar toda a gente.

os uruguaios de facto parecem muito prometedores, mas uma coisa que me desagfrada e a quantidade enorme de estrangeiros nas camadas jovens. deviam ser pontuais.