domingo, 31 de março de 2013

O caminho faz-se caminhando...

E é nesse sentido que o Benfica caminho para aquilo que poderá ser uma época memorável. Memorável e histórica.

A goleada aplicada ontem ao Rio Ave foi a prova de que, com menos opções do que as que tinha o ano passado, o Benfica e a sua equipa técnica souberam aprender em dosear o esforço, mas ao mesmo tempo mantiveram a toada pressionante que caracteriza o modelo de jogo de Jorge Jesus.

Liderança no campeonato, presença quase (e reforço o quase) garantida no Jamor e boas possibilidades de fazer um brilharete na Liga Europa poderão tornar este Benfica histórico.

Agora, não há críticas a fazer, não há teorias do cansaço da equipa e dos jogadores rebentados em Março/Abril, não há nada. Porquê? Porque o Benfica ganha! E quando assim é, a crítica é bem mais reduzida. Mas ela tem de haver. Ou não seria essa a principal razão pela busca da excelência dos valores e da história do Benfica.

Como no último post que escrevi, acho piada no futebol, o último ano de contrato ser aquele onde a exigência é puxada ao máximo, sempre com o intuito da renovação de contrato.

Por isso, e porque mais cedo ou mais tarde, Jesus será confrontado com a ele (se é que ainda não foi), a minha escolha era clara e óbvia. Um ano de contrato com opção de mais um (em que a cláusula de salvaguarda para essa renovação automática seria a conquista do campeonato). Nessa mesma proposta, o valor dos prémios por competição seria bem mais alta do que tem sido, havendo assim margem para negociar outro tipo de contratos, como por exemplo, a aquisição do resto do passe de Garay e subsequente aumento de ordenado. Os bons são para se manterem, custe o que custar.

É nesta perspectiva que vejo o caminho do Benfica, agora que vêm mais 80 milhões a caminho, por via de mais um empréstimo obrigacionista. Numa perspectiva racional de gestão, em vez de andarmos ao desbarato, como andámos há uns anos atrás e que ainda estamos a pagar, como vamos continuar a pagar...

Na próxima quinta, era bom que estivessem na Luz as mesmas 45 mil que estiveram ontem. Sinal de vitalidade e de amor ao clube, em detrimento de outras opções bem mais cómodas do que ficar no sofá. Porque o Benfica não precisa de gente só quando ganha. Precisa de gente sempre. Em apoio. Constante.

Carrega Benfica!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Estarás presente!

Quis a vida nas suas incompreensíveis ironias que ontem tivesse que ser confrontado com a brutalidade de ver o meu querido amigo e consócio João Freire (Dia de Benfica) chorar a despedida do senhor seu Pai.

Não conheci o Sr. Mário mas basta ter em conta o fervor benfiquista que transmitiu ao seu filho para que a homenagem, nesta sede, deva ser feita.

Além de um forte e sentido abraço, já dado pessoalmente e agora nestas linhas, fica aqui a inelutável convicção que, em breve, no Marquês, festejaremos todos. E, então, o seu estandarte será erguido pelo neto, praticamente recém-nascido mas com a sua herança genética: ser do Maior Clube do Mundo.

Viva o Benfica!

segunda-feira, 18 de março de 2013

A linha amarela



Here comes the pain!

Fomos demolidores e os aziados não vão parar. É carregar, carregar até ao fim!

"Nos entretantos", breves notas sonre o canal do oliveirinha:
- Começámos o jogo em sexto lugar e o VSC em primeiro...;
- A regra do fora-de-jogo mudou. No último que foi assinalado ao Benfica (e bem, estou em crer), a famosa linha amarela do oliveirinha estava a colocar o último defesa do VSC em fora-de-jogo...também...;
- O comentador andrade que relatou a demolição, de tão aziado que estava, conseguiu esboçar a seguinte nota final: "Agora o Benfica só depende de si"...alguém lhe pode explicar a estupidez do desabafo?

quarta-feira, 13 de março de 2013

A memória é uma coisa tramada...

Hoje, na versão online do pasquim do Serpa, pode ler-se "Maré Vermelha chega a Bordéus" (entre 2 a 3 mil).
Há uns anos, escrevia o Serpa, no seu pasquim, por ocasião da gloriosa deslocação a Manchester, sobre "uns míseros 3 mil benfiquistas":

Como pode Jesus mudar a história
Por Vítor Serpa, em Manchester

O Benfica está de regresso ao teatro dos sonhos. Desde o tempo da velhinha Taça dos Clubes Campeões Europeus à neoliberal Liga dos Campeões, os encarnados subiram ao palco de Manchester três vezes e dele saíram sempre derrotados.
Mas depois de um demasiado longo período de afastamento das luzes dos grandes jogos do futebol mundial já o Benfica, em 2005, conseguiu, com notável escândalo, afastar o enorme clube inglês dos oitavos-de-final da competição; no ano seguinte, foi a vez de o Manchester United se vingar, ganhando os dois jogos. A maior curiosidade está em saber como será agora e até pode muito bem acontecer que, independentemente do resultado do jogo de hoje, se qualifiquem as duas equipas.

Onde o Benfica nunca ganhou
A verdade é que o Benfica nunca ganhou neste palco imenso que faz parte da história do futebol. Nem no consulado da «velha senhora» Taça, nem no reinado da novinha «Champions». Será, então, uma missão impossível, aquela que, ao fim da tarde de hoje, que promete, aliás, ser fria e chuvosa, terá pela frente o Benfica de Jorge Jesus?

Aqui, na grande mancha urbana que ganhou espaço para mais de 3,5 milhões de habitantes, divididos entre o United e o City, ninguém acredita que este Jesus seja capaz de mudar a história.
Resta, apesar de tudo, a esperança de uns míseros três mil benfiquistas, que mal se deverão ouvir na imensidade de Old Trafford, para acreditar no milagre de Jesus. E resta a natural fé de jogadores e técnicos que sabem bem - ou deviam saber - que têm muito mais a ganhar num jogo assim do que a perder".

(o link fica aqui - http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=300069 -, mas o texto já desapareceu. Eu, no entanto, já havia guardado a prosa para memória futura)

sábado, 9 de março de 2013

Ser Benfica

É publico que não morro de amores pelo Presidente do Benfica. A minha memória não é tão selectiva como a de muitos que aqui comentam, mas não posso deixar de passar em claro duas recentes atitudes do mesmo Presidente ontem:

- O cumprimento do contrato de Fábio Faria e a disponibilidade para o ajudar. Porque não um papel a designar no departamento de scouting?

- Os sentimentos dados ao Sporting, pela morte de João Rocha.

São estas atitudes que fazem e fizeram do Benfica um clube diferente, mas sobretudo, honrado. E nesse aspecto, Luís Filipe Vieira esteve bem.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Três notas, dois pedidos e uma sugestão (e uma adenda).

Aí está o "Gang do Assobio"! Que saudades! Que valoroso trabalho no incentivo aos jogadores do manto sagrado! Podeis ir todos assobiar para a cona da mãe do Luís Horta!

Ontem, em nossa casa, a maioria dos adeptos era do Bordéus. Na próxima semana, fora, vamos encher mais um estádio que não é nosso, sem que se oiça a mais leve sugestão do mais silencioso dos assobios. Estranha forma de vida...

Contas feitas, chegamos ao dia 8 de Março com 3 derrotas em jogos oficiais (4 se contarmos com a pré-época). Os mais distraídos, ouvindo o caloroso apoio do "Gang do Assobio", terão julgado tratar-se da primeira vitória da época...

Façam um favor ao Sport Lisboa e Benfica: não vão ao estádio. Fiquem em casa.

Já agora, aproveitem para ler o J.G.

(adenda)

Espero que o jovem que rebentou o petardo não fique a dever-me um jogo em casa...absolutamente inexplicável...