segunda-feira, 29 de abril de 2013

Aposta falhada

Aos que queriam a derrota do Benfica, saiu-lhes mal. Aos que queriam que Manuel Mota fizesse um jogo "limpinho", saiu-lhes mal. Aos que queriam que não houvesse mais Capelas, saiu-lhes mal.

E saiu tão mal, que durante a tarde, pelos corredores da SAD do FC Porto, havia apostas. Uma espécie de roda da fortuna, onde cada interveniente apostava 100 euros, para ganhar 900. Nove vezes mais. A cadeia da sorte e do augúrio era tanta que até para Lisboa ligaram a perguntar a adeptos do clube se queriam entrar na roda da fortuna.

Saiu-lhes mal. E vai continuar a sair. Podem apostar outra vez para a próxima quinta-feira...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ca ganda golo!

Ca ganda golo!

Oito

1. Vitória suada, mas justa. O Sporting, ao contrário do que disse Jesualdo, não foi superior durante o jogo. Foi chato durante alguma parte do tempo, mas na altura da decisão falhou. E se em casos anteriores, me poderia queixar da sorte (ou falta dela), o pragmatismo é o melhor conselheiro neste estado. E aí, o Benfica foi superior.

2. Os próximos dois jogos são cruciais para o Benfica. Não só pelo grau de exigência que ambos comportam, mas pelo tempo que vai ser gasto em viagens e afins. De avião até Istambul, regresso a casa e ida para a Madeira e depois volta da Madeira para receber os turcos. O desgate físico estará presente nestas viagens, pelo que é imprescindível que o trabalho seja feito ao nível da psicologia e da cabeça.

3. 3 penaltys, 4 penaltys, ou 5...ou 6! Mais houvesse e mais o Sporting se vinha queixar. Podem perder com o Rio Ave (na 2ª e na 17ª jornada), com o FC Porto (na 6ª), com o V.Setúbal (na 8ª), com o Paços de Ferreira (na 13ª) e com o Marítimo (na 18ª). Só não pode é perder com o Benfica. Isso nunca na vida! E quando assim é, até os Presidentes, em vez de acalmarem as hostes, ainda vêm falar de pássaros e afins. Assim torna-se complicado não continuar a gozar...

4. Matic, André Martins, Lima e Gaitán. 4 jogadores que ontem se evidenciaram na Luz. Se Matic confirmou tudo o que de bom tem feito esta época, ontem mostrou-se mais activo a nível defensivo, onde denotou algumas dificuldades com o timing das entradas (algo a que não está claramente habituado), mas na fase de construção mostrou-se impecável, como tem sido o seu timbre esta época. André Martins, é, a par com Rui Patrício, o grande valor da formação do Sporting. Ocupação posicional, importante na fase de construção e transição do Sporting, pensa sempre mais à frente do que a maioria dos colegas e é estranho que tenha passado algum tempo fora da equipa. Lima, no início da época foi aqui criticado por ter sido uma compra "estranha", porque tinha 29 anos e o Benfica estava a gastar 4 milhões de euros. O engano está à vista de toda a gente. Nem o mais optimista estava à espera que Lima tivesse, nesta altura, perto de 30 golos na época e quem disser o contrário estará certamente a mentir. O que é certo é que foi das compras mais acertadas dos últimos anos de Benfica e isso vê-se nos números. Gaitán tem tanto de talento, como de preguiça. Tão depressa saca uma jogada como a de ontem, como deixa os adversários passarem por ele e nem se importa. Tão depressa desencanta um passe ou uma desmarcação, como se arrasta pelo campo. E no fim das contas, a sua influência também é grande, já que ontem, está nos dois passes para golo. Rende muito mais claramente no meio, onde pode usar a sua liberdade criativa para estar ao serviço da equipa. E este ano tem sido mais usado aí do que tem sido. E nota-se.

5. Foram os toques necessários para se assisitr a mais uma obra de arte no Estádio da Luz. Nemanja Matic já tinha feito uma parecida no jogo com o FC Porto, mas os 5 toques dados ontem entre Gaitán, Salvio e Lima, antes da bola ter entrado na baliza de Patrício mostra que a arte vista ao vivo tem outro sentido incomparável com o sofá de casa. E os saltos e os gritos e a loucura e o viver o Benfica são claramente superiores a isso tudo!

6. Jesualdo Ferreira fez uma declaração no final do jogo que merecia ter tido maior destaque. O Sporting precisa de tempo para se organizar e crescer estrutural e desportivamente. Olhar para os exemplos de Benfica e FC Porto que assim cosntruiram o que são hoje (largamente superiores e distantes dos restantes adversários). pouca gente pegou nessas palavras, porque o que interessa não é discutir o futebol em si, mas os casos e as patranhas que minam esta gente. O problema, em Portugal, é que nunca há tempo para esse crescimento sustentado. E é pena.

7. Mais de 62 mil na Luz. Foi bom! Era contra o Sporting, mas podia ser contra o Olhanense ou o Moreirense. E deveria ser assim sempre. Obviamente que não estamos em tempos de "vacas gordas", obviamente que os horários dos jogos não ajudam, mas ontem essa teoria pode ser colocada de parte: meio do mês, jogo ao Domingo e às 20h15. E o estádio estava quase cheio. Tudo o resto é discurso para deitar fora. Se ontem conseguiram, porque é que nos outros jogos não?

8. 8 são os jogos que faltam para o Benfica ganhar e ter uma época brilhante como nunca teve. Na teoria, até pode empatar três. Só depende de vós. O resto, depende de nós. Se for como ontem, deste lado não há anda a temer.

VIVA O BENFICA!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Saudades do Vale

Lembro-me bem de todas as vezes que fui ao Jamor ver o Benfica jogar a Final da Taça. Era um ritual daqueles valentes, o que faz com que esta presença no final de Maio seja o repetir de tempos idos, que espero eu, se voltem a repetir com maior cadência.

Quem me costuma acompanhar nos meus escritos, sabe perfeitamente que a presença no Jamor e conquista da Taça de Portugal são factores imprescindíveis para o Benfica e que essa presença é apenas o confirmar de que a história e o passado glorioso do clube estão sempre adjacentes a essa presença. É a história e o passado que fazem do presente o melhor caminho para o futuro e não podemos apagar esses momentos. E se os pudermos capitalizar, ainda melhor. Por isso, a conquista da 25ª Taça de Portugal deveria ser um objectivo mensurável para qualquer plantel desde 2005. E depois de conquistar a 25ª, partir na busca da 30ª e por aí adiante. São estes os motivos psicológicos e emocionais que devem conduzir uma equipa e não só o treinador a atingir os objectivos propostos.

Lembro-me bem da minha primeira vez no Jamor. Benfica x Sporting, em 1987, sem a paranóia da segurança e afins. O Diamantino limpou o sebo aos do costume e foi a primeira vez que senti a ânsia de vencer e aprendi os critérios de exigência que me acompanham desde sempre que falo, penso e discuto o Benfica. Nem a derrota de 1989 frente ao Belenenses atemorizou esse sentimento.

Em 1993, talvez a melhor equipa do Benfica que vi jogar deu um recital de futebol ao Boavista. Neno, Veloso, Mozer, William, Schwarz, Paulo Sousa, Rui Costa, Vitor Paneira, Futre, João Pinto e Rui Águas eram os artistas que cilindraram um Boavista atrevido, mas que a classe do "Paulinho" arrumou de vez. Seguir-se-ia o "Verão Quente" e mais um campeonato arrebatado por um daqueles que sentem o Benfica como ninguém e que iriam com ele para a morte, custasse o que custasse.

O regresso ao Jamor deu-se no ano de Féher, de Camacho, de Simão e de Mourinho. Foi tão saborosa a festa, que ter visto o melhor treinador do Mundo furioso com uma derrota mostra que o maior dos maiores também tomba, e se tombar pelo Maior de Portugal, ainda melhor.

No ano seguinte, a dobradinha era o sonho, mas os comportamentos festivos de 11 anos de secura foram demasiados para uma ambição que se queria começar e se deveria começar a construir. Assim não quiseram e ainda me lembro do inespugnabile, em plena bancada central gritar para o Jorginho, do V.Setúbal, lhe dizer que no ano seguinte não ganharia nada, porque tinha assinado pelo FC Porto. Puro engano! Não só ganhou, como foi ele que deu o passo de gigante para esse mesmo título ao marcar o golo em Alvalade que praticamente tinha sentenciado o título. 

8 anos é muito tempo! É tempo demais para um clube como o Benfica estar afastado do Vale. Daquele vale onde as sardinhas, as bifanas, os couratos, os garrafões de vinho, as minis, os medronhos e as batatas fritas irão mandar durante a manhã e a tarde, até à entrada gloriosa num dos mais bonitos "Estádios" portugueses. E é Vale daquilo tudo, porque o Benfica é o clube do Povo, ainda. Das excursões, das viagens longas que desaguam nos pinhais contíguos ao Jamor e que se enchem do vermelho e branco, da exigência, da vontade de vencer e ganhar, que tornaram o Benfica no maior clube português.

Nesse fim-de-semana de Maio, a festa terá de ser nossa. Espero que uma festa de tripleta. E Jesus poderá ter a sua Taça de Portugal. Porque é sinal de que o Benfica terá a sua 25ª. Um número lindo!

A (festa) da Taça.

Foi numa Catedral (praticamente) vazia que carimbámos o regresso ao Jamor. Bem sei que era segunda-feira, às 20:00, mas não chega...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Uma questão de exigência...e já agora, história!

Uma época brilhante: Vencer Campeonato, Taça de Portugal e Competição Europeia
Uma época excelente: Vencer Campeonato e Competição Europeia
Uma época muito boa: Vencer Taça de Portugal e Competição Europeia
Uma época boa: Vencer Campeonato e Taça de Portugal


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Breves notas

. Continuo sem perceber a carga policial. Se os azulinhos estão com saudades, o que não falta por aí é zonas problemáticas...
. Louvor público à ausência de petardos e afins.
. Carrega Benfica!