quinta-feira, 30 de maio de 2013

4 jogos

Como tudo na Vida, os problemas complexos podem ser reduzidos a uma dimensão simples que possibilite a sua resolução( é o chamado fio da meada).

Anda aqui tudo a discutir Ética, Valores, Estrutura, Desgostos, Mudanças. Tudo muito bem. Pouco prático.

O Benfica precisa de um Treinador que ganhe 4 jogos por época. Fazendo-o ganhará Campeonatos consistentemente.

Modelos de jogo, nota artística e o caralho, no fim não serve de nada. Serve o resultado.

Entrevista para Treinador do Benfica: sabe ganhar a estes 2, duas vezes? Sei.

Está contratado.

Para quem duvida, há um livrinho chamado Almanaque do Benfica, vão ver os resultados nesses 4 jogos até aos anos 80 e comparem com o nº de títulos ganhos.

Depois vejam dos anos 80 para cá.

Como disse, é simples. Mas também é complicado...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A dimensão ética da coisa....

Tinha-me reservado ao silêncio nesta sede por resguardo sentimental e não manifestar euforias nem pessimismos, bem como para não problematizar a vida do clube - ainda que com razões objectivas para que fosse feito - quando tudo apontava para que vivesse a melhor época que, em vida, teria.

Dessa fezada para o profundo desgosto e letargia que ainda me sinto, decidi que tão depressa não falava sobre o Benfica até porque sinto-me cansado com tudo o que se passou, com os sacrifícios ém vão do último mês, com mais um episódio de invenção regeneradora para o sucedido e nova crença a partir de Agosto.

Porém, e porque anos volvidos vi-me novamente sozinho numa roulote com o inespugnabile, a desinfectarmos as feridas com as asépticas minis, recordámos os duros tempos em que se bebia derrotas em primeira mão de provas europeias, em que se perdia em casa para a Taça com clubes da segunda de honra, em que os campeonatos acabavam no Inverno.

Hoje os tenmpos são outros. O que se passou é duro. Foi cruel e com requintes de malvadez. Mas ainda que seja fraco consolo há que pôr os pés na terra e perceber que é melhor conseguir chegar lá do que não chegar. Mesmo que custe mais. É certo que ainda antes do desaire da taça, um amigo meu defendeu - e bem - que a beleza das coisas não se vê só na chegada pois o caminho também é importante, tal como a maneira como o mesmo é trilhado. E tem razão quanto a tudo quanto se viveu esta época até ao fatídico jogo com o Estoril.

Só a glória desta época apagava o azedume da anterior. E com tudo a ganhar, perdeu-se tudo. Bom, também o Bayern de Munique o ano passado (taça e campeonato às mãos do Dortmund) e a final da Liga dos Campeões, no próprio estádio, da maneira que foi...

Na altura, decerto que os bávaros experimentaram as mesmas sensações e decerto que muitos queriam a cabeça de Heynckes (acho que é assim que se escreve - se tivesse ganho onde devia, sabia de cor!).  Ora, os resultados estão à vista. Este ano ganharam tudo! Alguna lição a tirar? Talvez.

É que a estabilidade no Benfica tem dado frutos mesmo que, por um ou outro minuto, não tenham sido os mais saborosos.

Não quero com isto dizer que defendo ou não a continuidade de Jorge Jesus pois não coloquei ainda na balança os muitos argumentos pró e contra.

Ainda na esteira da ideia de continuidade como uma mais-valia em si, há que resvalar para a dimensão ética do Benfica. E por esta via, se os contratos são para honrar, honrem-nos. E isso foi feito até para com a Olivedosporcos.

Ora, se o Presidente disse que JJ é o seu treinador, deve manter a cara. Se assumiu um compromisso, verbal ou não, honre-o. Porque colocar as coisas na tónica do contrato já estar assinado e agora haver um brutal cláusula indemnizatória seria, de facto, pragmático mas desvalorizava a tal dimensão ética da qual não é lícito fugir.

E não se diga que esta filosofia é de escuteiro ou inocente. Não. Trata-se apenas e só de não perdermos a identidade genética de conduta moral, de princípios e caveilhirismo ínsita ao clube da Farmácia Franco.

É que, além do mais, e como o inespugnabile um dia poderá abordar o assunto como então o fez, já se viu que o Benfica a jogar o jogo do inimigo, com as armas e em campos que não são os seus, perde. E se ér para perder, que não percamos a nossa identidade.

Daí que, em obediência ao superior compromisso já assumido, e nesta perspectiva, Jorge Jesus deve continuar.

E não há dúvidas que a decisão que Vieira tomar maracrá os próximos anos do Benfica e a sua própria continuidade.

terça-feira, 28 de maio de 2013

The day we stop looking, Charlie, is the day we die!

Excepção feita às Antas, estive presente  em todas as finais. Em todas acreditei. No dia em que deixar de acreditar...
Entro na silly season com duas certezas: Jesus tem que renovar; se não renovar, Vieira, na sombra da sua palavra, tem que sair.
Dito isto, não esqueçamos o mais importante: Viva o Sport Lisboa e Benfica!

Da Taça...

Tenho defendido ao longo dos anos aqui no Ndrangheta que a Taça de Portugal é uma das competições a que o Benfica tem de se habilitar a ganhar sempre, a par do campeonato. O ambiente que rodeou o Jamor ontem antes do jogo é a prova provada de que o Benfica e os adeptos do Benfica são sem dúvida, especiais e mereciam muito mais do que aquilo que viram depois.

A conquista da 25ª Taça (continuo a bater no número 25 porque tem uma simbologia particular e devia ser motivo de objectivo de época) seria o mínimo que a equipa do Benfica tinha para dar aos seus adeptos, depois do que se tinha sucedido durante a época.

E o que se viu no Jamor durante o dia, onde a comida, a bebida, o salutar convívio entre adeptos dos dois clubes, a organização da FPF e a sede de vitória que nos foi incutida esta época no Benfica faziam prever o melhor.

E o melhor, mesmo não jogando bem, foi o golo de ressalto do Gaitan, como que a tentar provar ao azar que a sorte também nos calha à porta e que, naquela tarde, o Vale do Jamor voltaria a ser nosso outra vez, depois de 2004.

Puro engano! O desleixo, a certeza absoluta em que não nos escapava a vitória, a saída do avançado para segurar o meio-campo para se fazer uma coisa que se fez este ano contra equipas muito superiores ao Vitória de Guimarães, os 5 minutos dados a Aimar... Tudo conjugado deu no resultado final e nas lágrimas, encontrões e afins que se viram no fim no Jamor. Naquele vale cheio de história, conquistas, glória, ambição, capacidade de sofrimento e vitória.

Já vi de tudo no Benfica. Vivi tempos gloriosos, com conquistas de campeonatos, presenças em finais europeias, o "Inferno da Luz", os tempos de Damásio e dos seus devaneios, de Vale e Azevedo e das suas mentiras, de Vilarinho, de Vieira. Dos gozos exarcebados das gentes lá de cima e das gentes do lado. De atropelos às leis e estatutos do Benfica, das acções exemplares que fazem do clube um exemplo entre muitos, mas a atitude final de não ficar em campo para ver o adversário receber o troféu e de fugir à revolta e protestos dos adeptos mostra muito do que é aquele viveiro de pseudo-estrelas, endeusados em demasia, que no Benfica, para além de ganharem e muito e a tempo e horas, não ganharam muito mais do que isso. E para isso, meus amigos, é preciso ter na estrutura do clube quem o sinta verdadeiramente, quem saiba o que é a cultura democrática de vitória e exemplo do maior clube português. Quais são os seus pergaminhos e qual é a sua história. Abandonar o local de consagração dos vencedores não honra os vencidos, e muito menos, não honra os imortais...

sábado, 25 de maio de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

Parabéns, miúdos

Bernardo Silva,
Fábio Cardoso,
João Teixeira,
Pedro Rebocho,
Raphael Guzzo

O futuro é vosso! Assim queira quem manda no Benfica!

Parabéns pelo título.

P.S. Esqueci-me de Cancelo, como é óbvio. Outro talento para ser lapidado!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Com um orgulho muito seu"

Quando vi a bola cabeceada por Ivanovic fazer o arco quase perfeito e ouvi os adeptos do Chelsea gritar do outro lado da bancada, o meu olhar ficou fixo naquele momento, tentei esconder a cara e apeteceu-me meter num buraco, para esconder a minha frustração de voltar a reviver o mesmo tipo de momento que tinha acontecido 4 dias antes.

"Não é possível!", murmurava para mim próprio. "Não pode ser." Passa tudo na nossa cabeça. Tudo. Todas as histórias ouvidas antes, todos os factos que aconteceram antes, o passado, o presente e o futuro. Tudo passa naqueles breves instantes. E nem mesmo com a secreta esperança de que no último momento do jogo, Cardozo possa novamente alegrar a nossa vida, a esperança desvanece-se na precisa altura em que o árbitro apita para o final.

"Outra vez", volto a murmurar. Outra vez? Mas quando é que tinha sido a última vez? Em casa, a ver na TV o golo do Rijkaard. Foi há 23 anos. E o facto de termos voltado novamente à ribalta europeia (porque é sempre uma final europeia) é sempre uma vitória, onde a Glória se revê quando levantamos o caneco.

E mesmo depois de ver a festa dos ingleses, e o desespero dos nossos, é aí, nesse ponto, que o facto de ser benfiquista toma a sua verdadeira dimensão. O Benfica chegou a uma final europeia 23 anos depois da última, mas no Amsterdam ArenA, era como se fosse a primeira. O apoio dado à equipa, o futebol jogado por ela, mereciam mais do que aquilo que conquistaram na passada quarta-feira.
Mas o orgulho que cá está, misturado com a tristeza de não ter ganho a Liga Europa, faz-me confiar no futuro, que deveria ter sido sempre o presente e o passado do Benfica.

"Com um orgulho muito seu", diz o hino do Glorioso. Com um orgulho muito meu e dos meus, que estiveram em Amesterdão. Que fizeram sacrifícios pessoais e profissionais, para verem o seu Benfica, o Benfica de todos nós. Muito Obrigado!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

FC Porto x Benfica

Pedro Proença
Olegário Benquerença
Jorge Sousa
João Capela
Artur Soares Dias
Hugo Miguel
Jorge Ferreira
Duarte Gomes
Manuel Mota
Carlos Xistra
João Ferreira
Bruno Esteves

Um deles será o árbitro, segundo o regulamento do conselho de arbitragem da liga.

Porque é que a Conferência do Porto é amanhã?

Geralmente, costuma ser 48 horas antes dos jogos. Será que estão à espera do nome do árbitro que sairá hoje à noite?

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Guerra

Era o que se temia. 
Se mesmo com os 4 pontos de avanço, o Benfica iria ter uma deslocação muito difícil (porque os aspersores e a luz não se apagam no Dragão), com 2, a guerra será muito pior e valerá de tudo para que os senhores que há 30 anos mandam no futebol português possam sair, mais uma vez, impolutos em tudo aquilo que se passar no relvado e até fora dele.
Ao Benfica, bastar-lhe-á ser ele próprio. Como tem sido nesta época. Coerente, forte e concentrado. Aquilo que se passou ontem na Luz foi um exemplo sem exemplo, não só porque o Estoril não é nenhuma Académica que passa fechada no seu meio-campo, mas como o 6º lugar que ocupa não é obra do acaso e a equipa de Marco Silva é daquelas que sabe o que é uma bola, ocupação de espaços e critério táctico para estar num campo de futebol.
Se entretanto, se passarem as mesmas situações no Estádio do Dragão que se passaram há uns anos atrás, o Benfica tem um único caminho a fazer: voltar para trás, para Lisboa, apresentar protesto junto das instâncias competentes, ir a Amesterdão fazer o seu joguinho e ficar à espera do que se decidir.
Vai haver de tudo: provocações, calhaus, bolas de golfe, intimidações, tudo. Tudo o que aquela gente que vive do ódio e para o ódio a Lisboa (que tem no Benfica o seu expoente máximo) gosta e que os tem alimentado enquanto aquele quadrúpede manda no clube, alimentando as massas desse ódio visceral e eterno, como se os problemas da região e do país estivessem no Estádio da Luz. O desrespeito que tem e o medo que impõe é tanto que nem os benfiquistas da cidade do Porto podem festejar num país livre as alegrias do seu clube sem que tenham de levar uma sapa de um grupo de criminosos que passa impune ao longo dos anos em Portugal.
Por isso, caro Benfica e cara "estrutura", a receita é simples:
- Não ter medo! O Benfica é grande demais para o FC Porto. O Benfica é um grande clube nacional e tem nas suas gentes a força, o brio, a glória, a perseverança dos maiores do Mundo. Não ter medo deles é meio caminho andado para se atingir o objectivo do jogo de sábado: vencer! Cabe ao motivador emocional que nos foi impingido no início da época que faça efectivamente o seu trabalho e que não sirva apenas para passar slides de Power Point em aulas abertas do treinador
- A mística! Esta semana, durante o dia, levava ao Seixal as seguintes pessoas: Neno, Paulo Madeira, Ricardo Gomes, Veloso, William, Valdo, Paneira, Thern, Paulo Sousa, Pacheco, Rui Águas, César Brito, Samuel, Silvino, Isaías e Magnusson. Levava também o Gaspar Ramos e já agora, o Carlos Valente. Para explicarem aos meninos que actualmente jogam no Benfica o que foi terem de se equipar nos corredores das antigas Antas, chegar ao campo e ganhar aquela guerra em Abril de 1991, ou seja, há mais de 22 anos.
- O apoio! Pedir às gentes bravas do Norte, que estão sempre presentes nos bons e nos maus momentos, que amam o Benfica por tudo e mais alguma coisa que se mobilizem e dêem o apoio que têm dado. Que se crie uma corrente de apoio à saída do autocarro do hotel onde irão estagiar, que façam ver aos jogadores do Benfica que não estão sozinhos nesta batalha e que estão para o que der e vier.
O resto? O resto é pensarem no objectivo primordial da época: o campeonato! Foi esse o objectivo que o treinador definiu no início, no meio e espero, que no final da época ainda o mantenha. É para esse objectivo que se tem lutado desde o início. E é para ele que quero que joguem até ao fim.
FORÇA BENFICA


Malta,...

...choradeiras e afins é do outro lado da segunda circular.
Vamos ao norte recuperar as quinas roubadas!
Querem melhor final?
Carrega Benfica!