sexta-feira, 28 de junho de 2013

Palavra aos sócios

"Se se confirmar que a Benfica TV terá o preço de 9,90 € para qualquer assinante, seja sócio ou não do Sport Lisboa e Benfica levanto as seguintes questões:

- O que é ser só sócio do Sport Lisboa e Benfica nos dias de hoje?

- Quais os verdadeiros benefícios, quando em jogos de maior procura de bilhete, se não tiver cativo ou Red Pass, poderei nem ter oportunidade de comprar bilhete para um encontro de extrema importância?

- Se qualquer não sócio poderá assinar a Benfica TV pelo mesmo preço que eu, não deveriam os sócios ser beneficiados em tudo em torno do Sport Lisboa e Benfica?

- Não estaremos a entrar por um caminho que para ter benefícios, teremos de ser sócio com Red Pass ou Cativo, ou mais vale a pena não ser sócio e se calhar fazendo as contas ao final do ano gastaremos menos pelos jogos que vamos ver do que os jogos que iríamos ver com o tal desconto de sendo sócio?
- Não deveriam ser os sócios mais bem tratados e acarinhados? Afinal todos eles deixam lá parte do seu vencimento no final de cada mês..."

Alberto Reforço, Sócio do Benfica

Benfica TV no MEO a 9,90 Euros / mês

Valerá a pena continuar a ser sócio do Benfica, sem termos direito a desconto no serviço do canal do clube?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A campanha

Os adeptos do Benfica, olhando para a generalidade dos comentários nos blogs espalhados por essa internet fora, estão classificados como "acólitos de Vieira" e "não-acólitos de Vieira". Foi isto que o Presidente do Sport Lisboa e Benfica conseguiu criar. Dividir os associados que são a favor do seu consulado e das suas decisões contra os que pensam que toda a gente comete erros e que criticando esses erros, está a contribuir para uma melhor gestão do clube.

E ao conseguir isto, o diálogo é surdo. E é surdo, porque as palas estão colocadas, os "boys" de serviço usam os meios do clube (TV incluída) para espalhar a mensagem de "comigo ou o caos" e é quase impossível de discutir o que quer que seja.

O novo argumento é a campanha eleitoral que os detractores de Vieira estão a preparar para daqui a 3 anos. O argumento, de tão estúpido e acéfalo, não merece os comentários necessários, porque poderia colocar em causa alguma da minha massa cinzenta que gasto e gosto de gastar em pensamento.

Foi isto que Vieira criou. Descaracterizou o Sport Lisboa e Benfica e tornou-o como seu, onde os sócios ou obedecem ou são logo apelidados de "Vale e Azevedo". A história irá julgar. E estaremos cá para isso. A discussão que se faz para o melhor do Sport Lisboa e Benfica é para isso mesmo: melhorar o clube e SAD e torná-lo dos melhores entre os melhores. Mas para isso, precisamos de falar do Benfica e não do Presidente Vieira...

Da estratégia

- O Benfica precisar de um defesa direito que seja uma opção válida a Maxi Pereira há 3 anos e ainda não ter arranjado nenhum (poupem-me o André Almeida, se faz favor, a bem da sanidade mental). E qual é o problema disto? Nenhum, tendo em conta que Maxi Pereira há dois anos fez a Copa América e este ano acabou ontem a Taça das Confederações. Teremos certamente João Cancelo e André Almeida para fazer a pré-época, mas e depois?

- Hoje, depois de contratados os sérvios todos e mais um argentino e mais um português, os jornais descobriram que continua a faltar um defesa-esquerdo ao Benfica. É tudo uma questão de prioridades e lá está, de estratégia. Desde a saída de Coentrão, que inventamos e inventamos e se quisermos ir buscar a lista do post mais abaixo, vemos que na lista dos 103 jogadores estão Luisinho, Carole, Gianni Rodriguéz e Mvom, para não falar em Pedro Rebocho, dos juniores.

terça-feira, 25 de junho de 2013

É só contar

Imagem retirada de Red Pass

Não vale a pena fazer muitos comentários, mas é impressionante o chorrilho de asneiras que fui lendo durante o dia nos diversos comentários a esta notícia. Isolemos os miúdos da formação e os que estiveram sem actividade na época passada (o caso Júlio César é o mais "gritante" - basta ver o histórico do jogador), e mesmo assim temos 90 jogadores! NOVENTA!!!

Como é óbvio, isto é prejudicial em todas as formas, seja na forma de pagamento de salários, de prémios e o que é que se podia poupar em exemplos tão bons como Léo Kanú, Alípio, Wei Huang, Harramiz Soares, Copetti, Ernesto Cornejo, Manuel Liz, Nelson Semedo, José Luiz Fernandez, entre outros, que categoria não têm certamente para vestir a camisola do Benfica.

Estratégia? Nem vê-la! 
Formação? Onde anda a ser colocada no plantel principal?
Contenção de custos? Pois...

Continuem a assobiar para o ar, continuem...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Gerir a comunicação

Sou só eu que vejo isto, ou as notícias acerca da vida privada de jogadores do Benfica cheiram a retaliação pura ao comunicado(entretanto apagado)?

Não é com fel que se apanham moscas...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vermelho e Branco, o que é que custa perceber?

Foto retirada do Red Pass

 
Custa assim tanto ao Departamento de Marketing do Benfica se impor à empresa alemã? Custa assim tanto ao Departamento de Marketing do Benfica ter em conta que as cores do Benfica são o vermelho e o branco?

Senhor Presidente,...

...disse-me um Velhinho meu amigo o seguinte: se o Oliveirinha se prepara para nos foder, com o alto patrocínio da Meo e da Zon, porque não transferir a Benfica TV para a Vodafone TV? Fica a sugestão...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Jorge Jesus e a Renovação (II)

. Os Contras

Depois de analisados os prós da renovação de Jorge Jesus, é tempo de analisar os aspectos negativos que marcaram este tempo no Benfica. Para ser coerente, também consegui arranjar 5 itens negativos:
- 1 campeonato em 4 anos
- Inteligência Emocional
- Relacionamento com os jogadores
- Vencimento anual auferido / Objectivos
- Mau planeamento

A conquista de 1 campeonato em 4 anos é talvez o maior contra que Jorge Jesus tem a seu favor. Se no 1º ano, a conquista do campeonato foi feita na última jornada, no 2º ano, a soberba, a garipa levantada e o desprezo por um treinador jovem fez com que a época acabasse a mais de 20 pontos, em nada compensados pela meia-final da Liga Europa, já que o caminho para essa competição pode ser agradecido a Lacazette, que fez com que o Benfica passasse em 3º num grupo da Champions League onde Schalke 04, Lyon e Hapoel Tel-Aviv estavam presentes. E nos dois anos seguintes, duas vantagens pontuais que se esfumaram e assim não se conquistou nada. Em 4 anos, apenas uma presença no Jamor e com o resultado que conhecemos, não esquecendo a perda da vantagem que se trouxe numa meia-final de um jogo no Dragão. As 3 Taças da Liga conquistadas, apesar de terem enriquecido o historial do clube, é consensual que a sua importância é bastante diferente de um campeonato ou de uma Taça.

Muita gente fala da inteligência emocional, mas muito poucos sabem do que se trata. Jorge Jesus é um deles. Não pode evocar uma coisa quando na mesma semana executa precisamente o contrário. Não pode falar na inteligência emocional quando depois está no banco e faz tudo ao contrário do que supostamente deveria fazer neste campo. Um dos últimos exemplos tem a ver com as declarações antes do jogo com o Estoril, quando afirmou que não haveria lugar a rotações de equipa. Isto é o primeiro passo para dividir um grupo com 25 egos. Durante o ano, quando precisou, usou. Na altura em que devia mostrar a chamada inteligência emocional, falhou e isso tem acontecido ao longo dos anos, levando ao próximo ponto em questão.

O relacionamento com os jogadores teve o seu epílogo no jogo da final da Taça de Portugal, quando Cardozo exprimiu o seu descontentamento empurrando Jorge Jesus. Foi a gota de água em épocas e épocas onde a personalidade de Jorge Jesus fez com que vários jogadores se fossem fartando do próprio. Ruben Amorim foi um exemplo. Saviola outro. Aimar outro. Carlos Martins, de titular nesta última pré-época passou rapidamente para o banco logo na primeira jornada. Nolito, um dos melhores da época passada, diz que não volta ao Benfica enquanto Jesus for o treinador. Esta quantidade de casos mostra que Jesus não é de todo consensual, entre o grupo de jogadores. É acusado de favorecer grupos de jogadores dentro do plantel e isso, é um contra no treinador e no relacionamento com os jogadores.

O vencimento auferido / objectivos é um dos maiores contras que Jorge Jesus tem dentro do Benfica. Se um trabalhador ou funcionário numa empresa tem objectivos a cumprir e não os atinge, existem duas alternativas: ou sai ou é reavaliado, seja numa nova função ou seja com a redução do ordenado. Com esta renovação e com a manutenção do mesmo vencimento, Jorge Jesus continua a ser um dos treinadores mais bem pagos do Mundo, quando tem para mostrar 25% de aproveitamento do principal objectivo, 0% do segundo objectivo e 75% do terceiro objectivo nacional. O objectivo europeu depende da variação inerente às participações nas diferentes competições, mas o principal problema passa pela inépcia vencimento / obejctivos.

O mau planeamento tem sido uma constante nestes anos de Jorge Jesus no Benfica. Desde a saída de Coentrão (inventado no primeiro ano e vendido no segundo), que o Benfica não tem uma verdadeira alternativa a lateral esquerdo sem inventar os Emerson's ou Melgarejo's desta vida. Do outro lado da defesa, nem uma alternativa digna a Maxi Pereira foi possível arranjar, sem se recorrer a "adaptações". Nunca houve uma verdadeira alternativa de qualidade a Luisão ou David Luiz / Garay sem ser Jardel, contratado por "desenrasque" ao Olhanense. Os erros de construção do plantel foram muitos ao longo dos anos levando a que o Benfica, no seu último relatório e contas da SAD (sem contar com os últimos sérvios) tivesse no seu quadro de atletas cerca de 87 jogadores. Contando com os jogadores da equipa A, da equipa B, dos juniores e dos juvenis com contrato assinado dá para fazer 3 plantéis de 29 jogadores cada. E no entanto, ano após ano, falta ao Benfica dois laterais, um central e um médio-centro para fazer face às necessidades que o clube tem durante o ano. Se isto não é um mau planeamento, não sei o que será...

Amanhã, analiso o que deveria ser feito na questão Jorge Jesus...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Jorge Jesus e a Renovação (I)

. Os Prós

Em semana de feriados, AG's e afins, venho analisar a recente renovação de Jorge Jesus em 3 actos: os prós, os contras e o que se deveria fazer, na minha opinião.

Os factores a favor que vejo na renovação de Jorge Jesus são os seguintes:
- Estabilidade no nome
- Colocação do Benfica no caminho europeu
- Apoio do Presidente
- Conhecimento do futebol português
- Valorização de jogadores

Comecemos pela estabilidade no nome. Jorge Jesus vai para a sua 5ª temporada ao comando do Benfica. Muito poucos ficaram mais do que ele e isso é uma vantagem, seja para o bem ou para o mal.  Conhece bem a estrutura do clube, é um nome que é bastante consensual em determinadas franjas de adeptos do clube, o sistema de jogo está montado e uma mudança abrupta de treinador poderia ser uma má opção.

Jorge Jesus colocou o Benfica no caminho europeu. Em 4 anos, uns quartos-de-final na Liga Europa, uma meia-final da Liga Europa, uns quartos-de-final da Champions League e uma final da Liga Europa. Um percurso digno de registo e que demonstra que as capacidades de Jorge Jesus foram benéficas para o clube, alcançando posições condizentes com a sua História.

O apoio do Presidente foi uma constante nestes 4 anos de trabalho. Por muitos erros que tenha cometido, Jorge Jesus teve sempre o apoio do Presidente nas mais diversas situações. Fosse com a compra de jogadores, fosse com a certeza de que seria sempre o seu treinador, Luís Filipe Vieira sempre lhe deu o apoio necessário, traduzido nesta recente renovação de contrato.

O conhecimento do campeonato português é uma vantagem para Jorge Jesus. Já venceu a todas as equipas, para além da experiência acumulada ao longo dos anos de carreira nos mais diversos escalões do futebol português. Para além de ser português, o conhecimento das equipas e das suas formas de jogar são também uma mais-valia para Jorge Jesus.

Muita gente fala da valorização de jogadores que Jorge Jesus é capaz de fazer. É fácil fazer uma lista ao longo destes 4 anos sobre o acréscimo de potencial dos vários jogadores que teve à disposição no Benfica. Coentrão, Di Maria, Ramires, David Luiz, Witsel e Javi Garcia são apenas exemplos de como o Benfica e os jogadores foram potenciados por Jorge Jesus, com especial destaque para Fábio Coentrão e Javi Garcia, claramente vendidos a um valor bastante superior e surpreendente até, para a sua qualidade inicial. Jorge Jesus tem claramente mérito neste tipo de valorizações.

No próximo post, os contras da renovação de Jorge Jesus...

sábado, 8 de junho de 2013

Cardozo

Estou pasmado com a naturalidade com que se fala da saída de um dos melhores pontas de lança do GLORIOSO nos últimos 40 anos.

 É verdadeiramente espantoso...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tu queres ver...

A 12 de Agosto, na ressaca do episódio de Dusseldorf com o capitão do Benfica escrevi várias coisas, nas quais, estas:
Quem vê Jesus no banco, vê tudo menos um treinador calmo. Exposto ao jogo, esbraceja, grita, insulta, dá instruções, mastiga a pastilha como se não houvesse amanhã, quando deveria ser ele o primeiro, numa situação de conflito dentro do campo (e há tantas, em todos os jogos), que mantivesse a calma e reconhecesse, que muitas vezes, "chegar depressa e bem, não há quem!".

Este tipo de comportamento foi facilmente transmitido aos jogadores, inclusivamente aos mais experientes. Protestam sempre com o árbitro, levam amarelos por esses mesmos protestos e não há ninguém que durante a semana, os prepare para o que está todos os anos a ser preparado, sempre da mesma forma, sempre do mesmo jeito. É preferível esbracejar, gritar, insultar, questionar, em vez de manter a calma e continuar o jogo, com as ideias pré-concebidas para tal.

O Rogério Azevedo, n'A Bola escreveu este texto sobre a "taxa de bazófia" que imperou nestes últimos tempos:

Imagem retirada de Master Groove

Será que são poucos os que, identificando o mal, são "arbutres". Ou até conseguem perceber alguma coisa disto e que não é preciso inventar muito?