segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Já alguém questionou este facto?

Jorge Sousa esteve presente nos 3 jogos entre Benfica e Sporting esta época. Duas como juíz principal e outra como 4º árbitro.

Pergunta: Não há mais árbitros competentes para estarem presentes no derby?

domingo, 22 de novembro de 2015

"Se fosse fácil, não seria para nós"

Quando Rui Vitória tomou conta da equipa principal do Benfica, foi-lhe dito que teria as mesmas armas e condições que outros tinham tido.
Das várias armas e condições que outros tinham tido, a Rui Vitória faltava uma coisa importante: romper efectivamente com o paradigma que tinha sido instituído por Jesus nos últimos 6 anos.

Não é preciso referir a pré-temporada da equipa, que ao invés de poder mudar esse paradigma desportivo, optou por manter o paradigma financeiro, tentando fazer aquilo este ano o que as principais equipas europeias fazem há anos. 

A ida de Jesus para o outro lado da 2ª Circular tinha de ter as suas reprecursões quer na equipa, quer na famosa estrutura. 6 anos passados entre o Seixal e a Luz servem para recolher muita informação e conhecimento, para além daquele que já tinha. E nesses campos, temos de incluir a forma de comunicar.

A estrutura do Benfica "aburguesou-se" (como disse Rui Gomes da Silva - facto em que ele tem responsabilidade, uma vez que é vice-presidente do clube) e pensou que bastava seguir a mesma estratégia dos anos anteriores, cientes de que no campo, as coisas funcionariam. Não funcionaram, e continuam sem funcionar.

O Sporting, para além de ter investido em Jorge Jesus e na sua qualidade de treino / jogo, apostou em desenvolver uma guerra, em conjunto com o FC Porto em várias frentes: o Benfica, a Liga e os poderes instalados no futebol português.

O Benfica, pelo seu ódio histórico e intenção de copiar tudo aquilo que nós fazemos. Ter um Presidente que foi membro de uma claque apenas ajudou a essa estratégia de olhar para o Benfica e tudo tem contado para atingir o clube com insinuações, acusações e spinning espalhado pelos jornais e pelas redes sociais. Barulho e mais barulho com a intenção propositada de atingir o clube.

A Liga, através do apoio a Pedro Proença para a Presidência, fazendo dessa uma passagem para a Federação, sempre com o apoio do FC Porto (extremamente calado nestas situações) e que vai tendo em Lopetegui o bobo de serviço nas conferências de imprensa. O objectivo primordial desta campanha é o poder da FPF voltar a bolsos onde já esteve, para que os mesmos de sempre possam voltar a ter poderes de outrora.

E o que é que o Benfica fez acerca disso? Nada.

Aliado à pobre qualidade de um treinador que não se quis impor num plantel cheio de vícios, e onde o sistema de jogo depende de dois jogadores, cabia ao clube e à famosa estrutura trabalhar em vez de aparecer a recolher os louros.
Cabia ao Benfica continuar a trabalhar, como o Sporting tem trabalhado em matéria de comunicação e relações públicas.
O exemplo dos kits Eusébios é o melhor exemplo, onde o Benfica (com uma TV, um site e um jornal, fora os blogs associados) manteve um silêncio incompreensível, deixando na figura de Pedro Guerra, a defesa do clube. Falar sobre Pedro Guerra e a defesa do clube é algo que me transcende...

Já tivemos três jogos com o Sporting esta época. Não jogámos aquilo que temos de jogar, mas o critério dos árbitros deixou muito a desejar nos três jogos. Até aqui, a famosa "estrutura" falhou e a estratégia do Sporting em condicionar resultou. E é este tipo de estratégia que nos tem faltado, seja através da comunicação, seja através do jogo jogado. Se não temos jogo jogado, temos de ir pela outra solução...

Não é agora, no final de Novembro, depois de três jogos com o Sporting, que nos valeu o afastamento do Jamor e a perda da Supertaça, para além ds três pontos no campeonato, que temos de vir lamentar o que se tem passado. Deveria ter sido logo em Agosto, quando se estava a prever o que estava a acontecer.

Agora, no final de Novembro, é tempo de mudar de vez de paradigma. Poderá ser tarde e servir quem mais interesse tem nesta guerra, que é o clube que mais investiu em Portugal nestes últimos dois anos. Clube esse que não é o Benfica. 

Usar a famosa estrutura do clube não é só frequentar as instalações e ver que temos o Benfica Lab, o 360, a formação é das melhores do mundo, mas o que depois funciona por fora, nós nem sequer nos apercebermos.

Mudar o paradigma do clube, apostando na formação de jovens valores, com qualidade suficiente para serem jogadores do plantel principal, mas haver uma estratégia que compreenda o mesmo sistema de jogo para os potenciar ainda mais.

Mas acima de tudo, mudar de paradigma, saltando do falso poleiro onde muitos ainda estão e pensar que nada nem ninguém é maior que a instituição. E como não há nada nem ninguém maior do que a instituição, há que fazer ver a esses que está muito mais em causa aquilo que foi construído ao longo dos anos. 

Somos um alvo a abater. Sempre fomos. Porque somos maiores do que os outros (independentemente dos estudos). Porque somos aqueles que enchem os estádios país fora. Porque somos efectivamente, os maiores. E esse ódio que nos movem devem nos tornar mais fortes e não mais burgueses, pensando que basta ter o nome para o resto aparecer. É preciso começar a agir e é agora. Ou os passos para trás serão bem maiores do que os que temos de dar para a frente...

Adenda ao post:
Dois exemplos claros do que acabei de dizer:

http://abola.pt/nnh/ver.aspx?id=584109

http://abola.pt/clubes/ver.aspx?t=4&id=584113

Entenda quem quiser...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Vital

Depois de uma prolongada ausência, cá estamos de volta, não para analisar o que tem sido esta época do Benfica, mas o que pode vir a ser o que resta dela.

Amanhã, defrontamos o eterno rival para a Taça de Portugal. Se nos dois jogos anteriores, o estigma "Jesus" andou a pairar na cabeça de toda a gente, inclusive do nosso treinador, que nunca foi capaz de anular uma forma de jogar que tem pelo menos dois anos.

Mas não é de tácticas que vamos falar hoje, no que deve ser o jogo de amanhã. Para já, começou de uma forma atabalhoada a rábula da Conferência de Imprensa. Já desde o início do ano que tenho reparado que andamos um bocado desleixados no que à gestão da comunicação de um clube grande deve ser, ainda para mais, em dois anos, onde conseguimos disfarçar muita coisa com esse belo trunfo.

Depois, todas as quezílias que se quiseram fazer com Jesus não funcionaram. 6 anos de convivência com o bicho deveriam ter servido para alguma coisa, mas pelos vistos não.

Por isso, o jogo de amanhã é vital para que o Benfica ainda consiga sobreviver a uma época que está longe de ser a melhor. A exibição, mas acima de tudo o resultado é o mais importante a que nós nos podemos sujeitar, sob pena de o resto da época ser penosa quer para a equipa, quer para a moral tão inconstante dos adeptos.

Por isso, amanhã é para cima deles e fazer aquilo que temos de fazer, porque somos o BENFICA!