segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Peças soltas

Ontem, n'A Bola, vinha uma peça que referia que Jorge Jesus estaria preparado para perder jogadores, mas que não sabe quais. O paradigma da gestão desportiva (não financeira) da SAD do Benfica é esta: não saber o que nos espera.
Obviamente que os mais entendidos (que gostam muito de vir aqui comentar) podem contrapôr com o argumento de que as eventuais saídas já foram colmatadas com as aquisições desta época. Vamos então aos exemplos:
  • Garay - há muito que se fala que o argentino vai deixar a Luz, só não sabendo o clube que vai representar. Para o lugar de defesa central, o Benfica contratou Mitrovic, Steven Vitória e Lisandro López. Apesar de jogarem nos primeiros jogos da pré-época, desde que Garay regressou de férias, que o espaço deixado aos restantes é mais do que reduzido. Se Garay sair, a rotina que deveria ser feita com Luisão irá demorar mais do que se estava à espera, e obviamente, o Benfica é que vai sofrer com isso
  • Salvio - outro argentino que tem, claramente mercado. As exibições da época passada, mais as desta pré-temporada fizeram com que os grandes clubes europeus estivessem atentos ao rapaz que já foi do Lanús. Entretanto, para o mesmo lugar temos quem? Gaitán, Markovic e Ola John. Destes três, qual é o que tem mais rotinas no lugar? Gaitán! Curiosamente outro nome que está na calha para sair. Por isso, mais uma vez, se vê que para rotinas do lugar e de treino, é mais tempo para nos preocuparmos.
  • Matic - A grande referência do ano passado, criado pelo esquema de Jorge Jesus é o principal alvo de meia Europa. Talvez seja por isso que, apesar de ter jogado mais minutos da pré-época, tenha sido também dos menos acutilantes, talvez já tendo em conta de que sairá até final de Agosto. Alternativas para o lugar? Amorim, André Gomes e o irmão Uros. Digo estes, porque para JJ os miúdos da B não contam, senão Ruben pinto também poderia entrar na equação. Solução do mesmo nível de Matic, há? Não. E nem sequer foi ainda equacionado. Van Ginkel, que este ano foi para o Chelsea de Mourinho e tem sido titular com o português, foi proposto o ano passado para vir para Lisboa. Como não tinha "nome", não interessava...
  • Cardozo - Enquanto continua o "vai-vem", "fica-não fica", as alternativas ao paraguaio são 3: Lima, Rodrigo e Markovic. Nélson Oliveira não interessa e foi para França. Rodrigo Mora continua na Argentina e vamos buscar o seu suplente, que segundo disse anteontem "só lhe faltarem os golos". Eu diria mais...A nós, no Benfica, falta alguém que perceba de gestão desportiva. Mas isso sou eu, que gosto de implicar...

Nada temam, Viera falará entre a 3ª e a 5ª jornada

Se para atirar sobre os garotões ou sobre os árbitros, a classificação o ditará.

domingo, 11 de agosto de 2013

Pontos de situação

1- Não se sabe a UMA semana de começar o Campeonato quem vai sair.

2- Óscar Cardozo.

3- Não estamos a jogar um piço à bola.

4- Toda a estrutura de contratações(compra/empresta) cheira mal até ao Céu.

5-Temo que este treinador não chegue ao Natal.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A culpa morre sempre solteira

Óscar Cardozo
O ponta de lança paraguaio teve uma atitude no final do jogo da Taça no Jamor que não se coaduna com a História, o respeito e os valores do Sport Lisboa e Benfica. O encontrão ao treinador do Benfica e consequente dedo em riste, assim como o questionar da utilização de André Almeida foram atitudes que o avançado teve e que não deveria ter tido, fosse em público, fosse no privado do balneário.
Óscar Cardozo nunca foi uma figura consensual no Benfica. Apesar dos 6 anos, apesar de ser o melhor marcador estrangeiro do clube, apesar das vitórias que nos deu (posso incluir aqui o único campeonato de Jesus?), o paraguaio foi sempre uma figura que ora era assobiado no estádio, ora era vilipendiado aos nossos olhares e bocas ao ver um jogo do Benfica na TV pelos golos que falhava. Mas ao invés, as bolas que colocava lá dentro iam-lhe dando razão.
A sua atitude, porém, terá sido, como ontem afirmou, um acumular de situações que se passaram ao longo da época (e quem sabe, de outras) e que tiveram o seu epílogo no Jamor.
O seu destino inevitável seria o da saída. Por muito que represente nos últimos anos de clube (e como o Benfica está ávido de referências nesse sentido), a atitude que tomou ainda em pleno relvado tinha sido mais do que suficiente para uma venda célere de um jogador que desrespeitou treinador, colega e adeptos do clube que lhe paga em pleno relvado.

Jorge Jesus
O actual treinador do Benfica não é propriamente conhecido por ter balneários unidos em torno de objectivos. A sua psicologia assenta no rendimento máximo, esteja a época em Julho ou esteja em Maio. Para além disso, tem o seu grupo de jogadores muito bem definido. E se com Cardozo, como ele referiu e bem, sempre o defendeu (pelo menos nas vezes que foi chamado a falar), com outros a defesa foi quase inexistente. Não vou recordar casos e mais casos de um passado bem recente, mas a indisciplina no Benfica existe, porque há textos sobre isso aqui.
Essa própria indisciplina é criada, seja durante os jogos, seja durante os treinos, porque a vertente humana associada à vertente técnico-táctica não existe. E isso faz acumular estados de alma propícios ao mais pequeno rastilho para o descalabro total.
Jorge Jesus, ao colocar nas mãos do Presidente do Benfica a resolução de um caso de indisciplina mostra várias coisas: afinal é inseguro com o grupo e não impõe respeito, ao contrário do que se possa pensar. Se Jorge Jesus quisesse mesmo preservar o grupo, a solução dada a Cardozo tinha sido muito simples: ou eu ou ele! E aí, uma estrutura bem elaborada num clube de futebol teria tomado a decisão mais sábia.

Luís Filipe Vieira
No final da equação, sobra o papel do Presidente. Com o afastamento de António Carraça (o que é que andou lá mesmo a fazer nestes últimos dois anos?), cabe, mais uma vez, e ao longo da história recente do Benfica, o papel de gestor do plantel ao Presidente. O mesmo Presidente que já disse que não tinha capacidade nem conhecimento para andar junto ao plantel, mas que em 13 anos, já por lá andou mais do que uma vez, a "gerir".
E quando estamos numa fase (infeliz) em que o clube olha mais para a questão financeira do que para a desportiva, a situação de Cardozo teria que ter sempre implicitamente uma opção financeira por detrás. E se, quando acabou a época, no Jamor, nessa semana seguinte, a situação do plantel e da época (desta época) começasse a ficar resolvida, Cardozo seria a prioridade das prioridades, quer fosse para ficar, pagar uma multa exemplar, pedir desculpas aos sócios e consequente saída do treinador, quer fosse para o mal sair, voltar a pedir desculpas aos sócios e garantir algum retorno financeiro.
Mas o Benfica (e neste caso Vieira) tinham um problema: qual é que era / é o clube europeu ou asiático que estaria na disposição de dar 15 milhões de euros por um avançado de 30 anos, que teria de ser indiscutivelmente titular (15 milhões são 15 milhões), que recebesse mais de 1 milhão de euros / ano e que, de um momento para o outro, poderia se passar da cabeça e voltar a repetir o mesmo acto do Jamor? (Se tiverem uma resposta, agradeço)
Era e continua a ser este o problema de Luís Filipe Vieira. E poderia ter sido evitado, caso ele tivesse pegado no dossier mais cedo e tivesse feito deste caso uma verdadeira prioridade. Não fez. E o resultado está à vista: Cardozo só pediu desculpa aos sócios. Tudo o resto permanece uma grande incógnita.

Sport Lisboa e Benfica
Obviamente, que quem fica mal na fotografia é uma vez mais a história, os valores e a dignidade de um clube que se soube construir ao longo dos anos em atitudes que prezam a verdade desportiva, a dignidade pessoal, humana e atlética das pessoas e o saber perder, assim como o saber ganhar.
Qualquer atleta que venha para o Benfica nos próximos tempos e que tenha esta estrutura fraca, sem estratégia e pensativa nos números habilita-se a fazer o mesmo que um credenciado jogador com 6 anos de casa fez a um treinador em campo.
Mais uma vez, a história do Benfica é manchada por estes episódios que em nada dignificam o clube.
E mais uma vez, a culpa irá morrer solteira. Cardozo será vendido por um valor abaixo do que custou, Jorge Jesus ficará liberto de quem o confrontou e Luís Filipe Vieira sairá mais uma vez como grande obreiro e magnífico gestor.
O Benfica, esse, ficará com toda a culpa de ter gente assim a mandar nos seus destinos...

Cerimónias do Óscar

Estás perdoado, pá. Volta rápido.

 A menos que hajam por aí uns imbecis com o R&C nas mãos que achem que é boa ideia dizer-te adeus(contabilisticamente, claro).

Viva o Benfica! O a sério!




domingo, 4 de agosto de 2013

Apoia, Abutre! Tens é de apoiar...

Os Manuéis desta vida têm um vício esquisito na blogosfera benfiquista. Pesquisam incessantemente por aqueles que "só" falam mal do Benfica para poderem destilar a sua veborreia, impregnados de polícias e verdadeiros guardiões do benfiquismo moderno. Sim, porque para eles, para os Manuéis desta vida, há um Benfica que começa em 1997 e não o que começa em 1904. E ai de quem ponha em causa todo o saber acumulado de Luís Filipe Vieira, o verdadeiro vencedor desta quezília que ele próprio conseguiu criar ao fim de 13 anos, em que o seu nome se sobrepõe à instituição.

Mas o que fazem os Manuéis desta vida? Criticam quem critica. Criticam quem pensa de forma errada. Insultam quem apresenta soluções diferentes ou quem acha que há outra forma de gerir um clube profissional nos tempos de hoje. Os Manuéis desta vida sabem tudo. Sabem de Relatórios e Contas, sabem de Política de Formação de Futebol, sabem de Gestão Desportiva... Enfim sabem de tudo, mas sempre atrás do monitor de um computador, de preferência com um teclado espectacular ou um telemóvel de última geração, com a possibilidade infinita de ser notificado a cada post que qualquer blog herege publique.

E faz isto, rapidamente. Eu gostava que ele, rapidamente, pudesse vir à Luz de vez em quando. Mas não vem. Mora longe e não lhe dá jeito. Os Manuéis desta vida são assim. Criticam quem critica, mas dar apoio, esse é na Internet, esse Mundo maravilhoso em que é possível fazermos tudo como se pensássemos que a Terra gira em torno das nossas palavras soletradas com uma sabedoria só ao alcance de poucos, muito poucos. E aí, os abutres não entram. E "não passarão", usando as palavras deles (dos Manuéis) pensando que ainda estamos na Idade Média e que o Forte tem de ser protegido contra os mal-amados. Os abutres.

Aqueles abutres que são sócios do clube há quase 25 anos e que, por consequência, frequentam o Estádio da Luz, muito antes de 1997. Que viveram dias impregnados de benfiquismo do mais puro que existe e que é hoje em dia substituído pelo conforto das cadeiras. O abutre que prefere ficar em pé a ver o jogo, porque a ânsia da vitória e a cultura a ela associada fazem parte da génese aprendida nos idos anos 80.
Os abutres, que para virem ver um jogo do Benfica, demoravam 4 horas (2 para cá e 2 para lá) para chegar ao Estádio da Luz e beber a tão famigerada mística do 3º Anel.

Os Manuéis desta vida, mais rápidos do que a própria sombra a destilarem a sua fúria ou as suas frustrações numa caixa de comentários de um blog, são a prova provada de que há gente doente, muito doente, que precisa de apoio. O tal apoio que é preciso dar ao Benfica...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Por um Benfica Bipolar (II)


 Jornal de Notícias de 21 de Setembro de 2012

Desde 21 de Setembro de 2012 até agora, temos em aquisições:

- Bryan (defesa esquerdo para a equipa B)
- Diogo Rosado (médio ofensivo por empréstimo para a equipa B)
- Rui Fonte (avançado para a equipa B)
- Wei Huang (defesa central para a equipa B)
- Gianni Rodriguez (defesa esquerdo para a equipa B)
- Sílvio (lateral emprestado pelo At. Madrid)
- Cortez (defesa esquerdo emprestado pelo S. Paulo)
- Djuricic (médio ofensivo)
- Sulejmani (médio ofensivo)
- Markovic (avançado)
- Mitrovic (defesa central)
- Lisandro Lopez (defesa central)
- Steven Vitória (defesa central)
- Uros Matic (médio para a equipa B)
- Filip Markovic (médio para a equipa B)
- Fariña (médio ofensivo)
- Pizzi (médio ofensivo contratado para ser emprestado ao Espanyol)

Comprar menos?
Formar mais?
Baixar a massa salarial?

Pois...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

domingo, 28 de julho de 2013

Por um Benfica Bipolar (I)

21 de Junho de 2011

Os jovens Miguel Rosa, David Simão, Nélson Oliveira e Rúben Pinto vão integrar o estágio de pré-temporada do Benfica e foram apresentados, esta tarde, por Rui Costa, director desportivo dos encarnados.Na apresentação, Rui Costa revelou estar orgulhoso por apresentar quatro jogadores formados no Benfica, considerando que a oportunidade de agarrarem um lugar na equipa principal é um prémio para o trabalho que têm vindo a desenvolver.«É um prazer especial, uma honra muito grande apresentar estes quatro jogadores oriundos da formação. Representa a aposta do clube, um dos projectos que o Benfica tem para o futuro, e é um prémio que cada um recebe pelas óptimas prestações que têm vindo a ter», afirmou.Dos quatro atletas apresentados. David Simão e Nélson Oliveira, ambos emprestados ao Paços de Ferreira, foram os únicos que alinharam na primeira Liga na época passada. O médio e o avançado, de resto, defrontaram o clube no qual se formaram na final da Taça da Liga, que acabou por ser ganha pelos encarnados.Por sua vez, Miguel Rosa, a título de empréstimo, representou o Belenenses e Rúben Pinto sobe à equipa principal directamente a partir dos juniores.
O resto da história é sabida.

Miguel Rosa passou essa mesma época de 2011/2012 emprestado ao Belenenses na Segunda liga, sendo o melhor jogador da equipa de Belém, para além de ter marcado 10 golos.
Em 2012/2013, foi considerado melhor jogador da Segunda liga ao serviço do Benfica B em todos os meses da competição, excepto no último (Maio de 2013). Deve ter sido por isso que mais uma vez, não fica no plantel e vai outra vez para Belém.

David Simão fez dois jogos no Benfica em 2011/2012, sendo depois emprestado à Académica em Janeiro, onde só falhou três jogos da segunda volta.
A época passada, novo empréstimo, desta vez ao Marítimo, onde marcou 4 golos na Liga e foi o 9º jogador mais utilizado da equipa madeirense. Este ano, rescindiu contrato e vai jogar no Arouca, de Pedro Emanuel, que já o tinha treinado na Académica.

Nelson Oliveira, depois de apresentado foi para o Mundial de Sub-20, que se disputou na Colômbia nesse ano. Foi eleito um dos melhores jogadores da competição e provou que era um bom substituto para Cardozo. Ficou no plantel e marcou dois golos na Taça da Liga e um ao Zenit na Champions League que permitiu ao Benfica ir para os quartos-de-final da competição. Mas talvez por ter optado por um remate em vez de um passe para Djaló em Stamford Bridge nessa mesma competição, tenha sido a gota de água para Nelson Oliveira deixar de ser opção para o Benfica de Jorge Jesus.
O ano passado, empréstimo na Corunha, onde foi sempre segunda opção só rendeu 4 golos foi o melhor resultado.
Este ano, novo empréstimo, desta vez ao Rennes, de França.

Ruben Pinto é o exemplo menos mediático, mas o que melhor potencial tinha na altura. E foi uma aposta de tanto futuro, que nenhum jogo fez em 2011/2012 com a camisola do Benfica, sem ser nos amigáveis de pré-época.
O ano passado, esteve na equipa B, para ganhar ritmo de jogo, mas uma lesão grave afastou-o de quase toda a competição, fazendo apenas os últimos 5 jogos.
Este ano, se a sorte o proteger, poderá ser uma das figuras da mesma equipa, caso Hélder o queira.

O Benfica Bipolar é isto: em 2011, os jovens são o projecto que o Benfica tem para o futuro. 2 anos depois, nem vê-los...


Fernando Martins

Foi, apesar de tudo, um grande Presidente do Benfica.
Representou os seus valores ao mais alto nível, e apesar de ter ficado com dívidas por pagar e por ter feito amizade com Pinto da Costa, foi sempre defensor do clube.

Aliás, o campo da amizade com Pinto da Costa é um bom pronúncio para isso. A génese do Benfica e a sua História não se compadecem com guerras de alecrim e manjerona com outros clubes, como os outros clubes fazem. A inveja e a política de guerra não fazem parte dessa génese que fizeram do Benfica o maior entre os maiores. Por isso, e quero acreditar nessa teoria, Fernando Martins não saberia o que Pinto da Costa planeava, quando aceitou a sua amizade. O resto? O resto tem a ver com negócios. E se Fernando Martins tinha um hotel em Lisboa que pudesse albergar o FC Porto, porque não? O resto é conversa de enganar tolos.

No fundo, hoje é um dia triste para o benfiquismo e para o Benfica. Porque perde um dos seus ex-Presidentes e isso é irreparável!

Viva o Benfica!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Silly season #5

O gang do assobio já pediu ao Palhaço de Belém a criação de um fundo de salvação nacional, presidido pela Marta Rebelo, para a aquisição do Tacuara?

Não percebo o espanto

Anda meio mundo benfiquista (meio mundo não, que segundo os números serão só 17%) preocupado com a participação e respectiva tomada de decisão que Jorge Jesus deu à equipa do Benfica na recente edição da Taça de Honra da AF Lisboa.

Não percebo como é que ainda há gente que acredita que Jorge Jesus venha alguma vez a perceber a essência, a história e os valores do Benfica. 
Não percebo como é que ainda há gente que acredita que ao dar-se mais poderes a Jorge Jesus, todos os erros dos anos anteriores possam vir a ser resolvidos.
Não percebo como é que ainda há gente que acredita que um jogador que é contratado (indicado pelo treinador, certamente) com 26 anos, que é defesa esquerdo no Brasil, vai aprender a defender em Portugal.
Não percebo como é que ainda há gente que acredita que com as saídas mais que prováveis de Salvio, Gaitán, Matic, Garay e Cardozo, o Benfica continua forte e vai de vez quebrar a hegemonia do FC Porto nos últimos anos.

Continuo sem perceber esta letargia que abraçou o meu clube do coração e os respectivos adeptos e sócios do mesmo. Continuo sem perceber como é que alguém que questiona as coisas, os actos, as atitudes é logo apelidado de ser do contra, quando em qualquer sociedade ou instituição que se preze, o confronto e discussão de ideias é o que fazem com que a mesma se desenvolva.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Jesus perde o Óscar

Partiu a corda. Partiu a corda entre um vencedor e um falhado. O Benfica escolhe ficar com o último.

Genial, Presidente. Genial...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Já começa a incomodar

A Benfica TV ainda não saiu do registo de ser uma televisão de clube e já está a conseguir arranjar os inimigos de serviço, ou os serviçais do regime instalado no futebol português há muitos anos.

O eleito desta vez é Luís Sobral, director do MaisFutebol, que num dos seus exercícios (legítimos, como é óbvio) de analisar o que existe de positivo ou de negativo no futebol português, se lembrou de rebuscar artigos do regulamento de competições da Liga de Futebol para evocar processos sumaríssimos e aplicá-los às eventuais transmissões da Benfica TV e na provável influência que isso iria ter. No fundo, o que Luís Sobral quis fazer com o artigo que escreveu ontem, às 10h54, foi arranjar clicks no seu site (sabiam que as receitas de publicidade de sites como o MaisFutebol vivem dos clicks das notícias?) usando o nome do Benfica (o mais forte comercialmente) para discutir um não caso.

Luís Sobral fala num eventual equilíbrio e distância que a Benfica TV terá de ter, quando começar a transmitir os jogos da Liga Portuguesa. Eu também gostava de ver algum equilíbrio e distância nestas famosas crónicas do Luís Sobral, nomeadamente quando o Porto Canal o ano passado transmitia jogos da Liga de Honra e nem flash-interviews fazia. Mas isso sou eu, que devo gostar de implicar.

Mais, depois, durante o resto do dia (mais para a noite) andou pelo Twitter a querer espalhar a palavra da salvação e a querer ser o salvador do futebol português trazendo para o tema a aquisição de direitos televisivos de um clube y por uma televisão de um clube x, dizendo que se estaria a subverter as leis de mercado e, em consequência, o futuro da competição.

Não vi essa indignação, nem vejo essa indignação quando uma empresa de patrocínios e gestão de publicidade estática comprou os direitos televisivos de todos os clubes das competições profissionais. Não foi um ou dois. Foram TODOS.

E era esta distância e este equilíbrio de tratar de todos que eu gostava que fosse mais esclarecida não só no MaisFutebol, mas em todos os meios de comunicação social que se ocupam do desporto em Portugal, ou se preferirem, de futebol.

O que eu sei é que a Benfica TV montou uma estratégia de crescimento que passa também pela aquisição de direitos de transmissão de outros clubes, como resultaria num país normal em que um operador de televisão faz uma oferta por essa mesma aquisição. São as chamadas leis de mercado, que funcionam em qualquer lugar do Mundo.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

O Benfica pede. Nós fazemos!

Recebemos o seguinte mail da Direcção de Multimédia do Benfica:

"A direcção de multimédia do Sport Lisboa e Benfica precisa da tua ajuda.

Disponibilizámos na nossa loja online a possibilidade dos seus Sócios renovarem ou adquirirem o RED PASS para os jogos da época 2013/2014: loja.slbenfica.pt/redpass
Precisamos de divulgar o serviço e recolher o maior número de criticas, só assim podemos melhorar.

Neste momento, através da Loja Online do SL Benfica, é possível:
·         Renovar o RED PASS para o lugar da época anterior;
·         Renovar o RED PASS transitando para a categoria RED PASS TOTAL
·         Comprar o RED PASS para um lugar que não foi vendido na época passado
"

E estão à espera de contarem connosco na divulgação dos problemas que têm enfrentado ou nas soluções que podem apresentar.

É o primeiro passo para começarem a ver o papel que os sócios podem ter. Por isso, caso tenham algo a dizer, a caixa de comentários é vossa. Ou o próprio mail do blog.

Boas compras!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"O Benfica está cada vez mais próximo de ter a hegemonia do futebol português"

Hegemonia = Supremacia = Primazia, superioridade (com relação aos da mesma espécie)

Olhando para as últimas 10 épocas de futebol, temos:
2012/2013 - Campeão: FC Porto (Benfica 2º)
2011/2012 - Campeão: FC Porto (Benfica 2º)
2010/2011 - Campeão: FC Porto (Benfica 2º)
2009/2010 - Campeão: Benfica (Sp.Braga 2º)
2008/2009 - Campeão: FC Porto (Benfica 3º)
2007/2008 - Campeão: FC Porto (Benfica 4º)
2006/2007 - Campeão: FC Porto (Benfica 3º)
2005/2006 - Campeão: FC Porto (Benfica 3º)
2004/2005 - Campeão: Benfica (FC Porto 2º)
2003/2004 - Campeão: FC Porto (Benfica 2º)

Nota-se claramente que a hegemonia está mesmo mais próximo do Benfica. Ou isso, ou não sei ler...

Cardozo (agora e depois)

Mantenho o que escrevi há tempos, Cardozo e a sua hipotética saída, é um assunto tratado com uma ligeireza que me incomoda bastante.

Saber-se-à que não vamos encontrar com muita facilidade substituto à altura?

Qual é a acção consonante com o discurso da obrigatoriedade de ser Campeão?

A entrevista de JJ a passar a bola a LFV neste assunto não ajuda em nada a minha inquietação.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A imprensa, esses bandidos

Então não é que tiveram acesso primeiro à entrevista de Jorge Jesus do que os subscritores da Benfica TV???

terça-feira, 2 de julho de 2013

Swaps

Que acha a malta (no plano especulativo, claro) do swap Matic/ 100% de Garay + Fábio?

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Em dia de arranque

O pedido para o 33º título está ali no lado direito há duas épocas...

Coisas de se explicar aos absurdos

Se um sócio do Benfica tem desconto na compra da camisola, não pode ter na subscrição do canal do clube?

Se um sócio do Benfica tem desconto em tudo e mais alguma coisa feita com os acordos empresariais do clube, não pode ter mais um?

Se um sócio do Benfica tem desconto na aquisição de lugares no estádio, tem de pagar o mesmo que o António, que é lagarto e tem um café, poder fazer dinheiro com os adeptos do Benfica que vão beber uma mini e ver o Glorioso ao seu café?

O problema é que com o novo kit (aquele que ia atingir os 300 mil sócios, lembram-se?) a lógica de ser sócio do Benfica passou a ser um conflito de interesses entre a vertente económica e a vertente emocional de se pertencer a algo, neste caso, ao Sport Lisboa e Benfica.

Sou sócio do Benfica há mais de 20 anos. Faltam pouco mais de 2 para atingir o emblema de prata. Não me move ter desconto na Repsol, na Multiópticas ou em qualquer outro estabelecimento comercial. Move-me ajudar o meu clube e contribuir para o seu crescimento (participando em AG's, por exemplo) e desenvolvimento (dando ideias e conselhos). É para isso que serve um sócio do Benfica. Não é para usufruir de descontos...

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Palavra aos sócios

"Se se confirmar que a Benfica TV terá o preço de 9,90 € para qualquer assinante, seja sócio ou não do Sport Lisboa e Benfica levanto as seguintes questões:

- O que é ser só sócio do Sport Lisboa e Benfica nos dias de hoje?

- Quais os verdadeiros benefícios, quando em jogos de maior procura de bilhete, se não tiver cativo ou Red Pass, poderei nem ter oportunidade de comprar bilhete para um encontro de extrema importância?

- Se qualquer não sócio poderá assinar a Benfica TV pelo mesmo preço que eu, não deveriam os sócios ser beneficiados em tudo em torno do Sport Lisboa e Benfica?

- Não estaremos a entrar por um caminho que para ter benefícios, teremos de ser sócio com Red Pass ou Cativo, ou mais vale a pena não ser sócio e se calhar fazendo as contas ao final do ano gastaremos menos pelos jogos que vamos ver do que os jogos que iríamos ver com o tal desconto de sendo sócio?
- Não deveriam ser os sócios mais bem tratados e acarinhados? Afinal todos eles deixam lá parte do seu vencimento no final de cada mês..."

Alberto Reforço, Sócio do Benfica

Benfica TV no MEO a 9,90 Euros / mês

Valerá a pena continuar a ser sócio do Benfica, sem termos direito a desconto no serviço do canal do clube?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A campanha

Os adeptos do Benfica, olhando para a generalidade dos comentários nos blogs espalhados por essa internet fora, estão classificados como "acólitos de Vieira" e "não-acólitos de Vieira". Foi isto que o Presidente do Sport Lisboa e Benfica conseguiu criar. Dividir os associados que são a favor do seu consulado e das suas decisões contra os que pensam que toda a gente comete erros e que criticando esses erros, está a contribuir para uma melhor gestão do clube.

E ao conseguir isto, o diálogo é surdo. E é surdo, porque as palas estão colocadas, os "boys" de serviço usam os meios do clube (TV incluída) para espalhar a mensagem de "comigo ou o caos" e é quase impossível de discutir o que quer que seja.

O novo argumento é a campanha eleitoral que os detractores de Vieira estão a preparar para daqui a 3 anos. O argumento, de tão estúpido e acéfalo, não merece os comentários necessários, porque poderia colocar em causa alguma da minha massa cinzenta que gasto e gosto de gastar em pensamento.

Foi isto que Vieira criou. Descaracterizou o Sport Lisboa e Benfica e tornou-o como seu, onde os sócios ou obedecem ou são logo apelidados de "Vale e Azevedo". A história irá julgar. E estaremos cá para isso. A discussão que se faz para o melhor do Sport Lisboa e Benfica é para isso mesmo: melhorar o clube e SAD e torná-lo dos melhores entre os melhores. Mas para isso, precisamos de falar do Benfica e não do Presidente Vieira...

Da estratégia

- O Benfica precisar de um defesa direito que seja uma opção válida a Maxi Pereira há 3 anos e ainda não ter arranjado nenhum (poupem-me o André Almeida, se faz favor, a bem da sanidade mental). E qual é o problema disto? Nenhum, tendo em conta que Maxi Pereira há dois anos fez a Copa América e este ano acabou ontem a Taça das Confederações. Teremos certamente João Cancelo e André Almeida para fazer a pré-época, mas e depois?

- Hoje, depois de contratados os sérvios todos e mais um argentino e mais um português, os jornais descobriram que continua a faltar um defesa-esquerdo ao Benfica. É tudo uma questão de prioridades e lá está, de estratégia. Desde a saída de Coentrão, que inventamos e inventamos e se quisermos ir buscar a lista do post mais abaixo, vemos que na lista dos 103 jogadores estão Luisinho, Carole, Gianni Rodriguéz e Mvom, para não falar em Pedro Rebocho, dos juniores.

terça-feira, 25 de junho de 2013

É só contar

Imagem retirada de Red Pass

Não vale a pena fazer muitos comentários, mas é impressionante o chorrilho de asneiras que fui lendo durante o dia nos diversos comentários a esta notícia. Isolemos os miúdos da formação e os que estiveram sem actividade na época passada (o caso Júlio César é o mais "gritante" - basta ver o histórico do jogador), e mesmo assim temos 90 jogadores! NOVENTA!!!

Como é óbvio, isto é prejudicial em todas as formas, seja na forma de pagamento de salários, de prémios e o que é que se podia poupar em exemplos tão bons como Léo Kanú, Alípio, Wei Huang, Harramiz Soares, Copetti, Ernesto Cornejo, Manuel Liz, Nelson Semedo, José Luiz Fernandez, entre outros, que categoria não têm certamente para vestir a camisola do Benfica.

Estratégia? Nem vê-la! 
Formação? Onde anda a ser colocada no plantel principal?
Contenção de custos? Pois...

Continuem a assobiar para o ar, continuem...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Gerir a comunicação

Sou só eu que vejo isto, ou as notícias acerca da vida privada de jogadores do Benfica cheiram a retaliação pura ao comunicado(entretanto apagado)?

Não é com fel que se apanham moscas...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vermelho e Branco, o que é que custa perceber?

Foto retirada do Red Pass

 
Custa assim tanto ao Departamento de Marketing do Benfica se impor à empresa alemã? Custa assim tanto ao Departamento de Marketing do Benfica ter em conta que as cores do Benfica são o vermelho e o branco?

Senhor Presidente,...

...disse-me um Velhinho meu amigo o seguinte: se o Oliveirinha se prepara para nos foder, com o alto patrocínio da Meo e da Zon, porque não transferir a Benfica TV para a Vodafone TV? Fica a sugestão...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Jorge Jesus e a Renovação (II)

. Os Contras

Depois de analisados os prós da renovação de Jorge Jesus, é tempo de analisar os aspectos negativos que marcaram este tempo no Benfica. Para ser coerente, também consegui arranjar 5 itens negativos:
- 1 campeonato em 4 anos
- Inteligência Emocional
- Relacionamento com os jogadores
- Vencimento anual auferido / Objectivos
- Mau planeamento

A conquista de 1 campeonato em 4 anos é talvez o maior contra que Jorge Jesus tem a seu favor. Se no 1º ano, a conquista do campeonato foi feita na última jornada, no 2º ano, a soberba, a garipa levantada e o desprezo por um treinador jovem fez com que a época acabasse a mais de 20 pontos, em nada compensados pela meia-final da Liga Europa, já que o caminho para essa competição pode ser agradecido a Lacazette, que fez com que o Benfica passasse em 3º num grupo da Champions League onde Schalke 04, Lyon e Hapoel Tel-Aviv estavam presentes. E nos dois anos seguintes, duas vantagens pontuais que se esfumaram e assim não se conquistou nada. Em 4 anos, apenas uma presença no Jamor e com o resultado que conhecemos, não esquecendo a perda da vantagem que se trouxe numa meia-final de um jogo no Dragão. As 3 Taças da Liga conquistadas, apesar de terem enriquecido o historial do clube, é consensual que a sua importância é bastante diferente de um campeonato ou de uma Taça.

Muita gente fala da inteligência emocional, mas muito poucos sabem do que se trata. Jorge Jesus é um deles. Não pode evocar uma coisa quando na mesma semana executa precisamente o contrário. Não pode falar na inteligência emocional quando depois está no banco e faz tudo ao contrário do que supostamente deveria fazer neste campo. Um dos últimos exemplos tem a ver com as declarações antes do jogo com o Estoril, quando afirmou que não haveria lugar a rotações de equipa. Isto é o primeiro passo para dividir um grupo com 25 egos. Durante o ano, quando precisou, usou. Na altura em que devia mostrar a chamada inteligência emocional, falhou e isso tem acontecido ao longo dos anos, levando ao próximo ponto em questão.

O relacionamento com os jogadores teve o seu epílogo no jogo da final da Taça de Portugal, quando Cardozo exprimiu o seu descontentamento empurrando Jorge Jesus. Foi a gota de água em épocas e épocas onde a personalidade de Jorge Jesus fez com que vários jogadores se fossem fartando do próprio. Ruben Amorim foi um exemplo. Saviola outro. Aimar outro. Carlos Martins, de titular nesta última pré-época passou rapidamente para o banco logo na primeira jornada. Nolito, um dos melhores da época passada, diz que não volta ao Benfica enquanto Jesus for o treinador. Esta quantidade de casos mostra que Jesus não é de todo consensual, entre o grupo de jogadores. É acusado de favorecer grupos de jogadores dentro do plantel e isso, é um contra no treinador e no relacionamento com os jogadores.

O vencimento auferido / objectivos é um dos maiores contras que Jorge Jesus tem dentro do Benfica. Se um trabalhador ou funcionário numa empresa tem objectivos a cumprir e não os atinge, existem duas alternativas: ou sai ou é reavaliado, seja numa nova função ou seja com a redução do ordenado. Com esta renovação e com a manutenção do mesmo vencimento, Jorge Jesus continua a ser um dos treinadores mais bem pagos do Mundo, quando tem para mostrar 25% de aproveitamento do principal objectivo, 0% do segundo objectivo e 75% do terceiro objectivo nacional. O objectivo europeu depende da variação inerente às participações nas diferentes competições, mas o principal problema passa pela inépcia vencimento / obejctivos.

O mau planeamento tem sido uma constante nestes anos de Jorge Jesus no Benfica. Desde a saída de Coentrão (inventado no primeiro ano e vendido no segundo), que o Benfica não tem uma verdadeira alternativa a lateral esquerdo sem inventar os Emerson's ou Melgarejo's desta vida. Do outro lado da defesa, nem uma alternativa digna a Maxi Pereira foi possível arranjar, sem se recorrer a "adaptações". Nunca houve uma verdadeira alternativa de qualidade a Luisão ou David Luiz / Garay sem ser Jardel, contratado por "desenrasque" ao Olhanense. Os erros de construção do plantel foram muitos ao longo dos anos levando a que o Benfica, no seu último relatório e contas da SAD (sem contar com os últimos sérvios) tivesse no seu quadro de atletas cerca de 87 jogadores. Contando com os jogadores da equipa A, da equipa B, dos juniores e dos juvenis com contrato assinado dá para fazer 3 plantéis de 29 jogadores cada. E no entanto, ano após ano, falta ao Benfica dois laterais, um central e um médio-centro para fazer face às necessidades que o clube tem durante o ano. Se isto não é um mau planeamento, não sei o que será...

Amanhã, analiso o que deveria ser feito na questão Jorge Jesus...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Jorge Jesus e a Renovação (I)

. Os Prós

Em semana de feriados, AG's e afins, venho analisar a recente renovação de Jorge Jesus em 3 actos: os prós, os contras e o que se deveria fazer, na minha opinião.

Os factores a favor que vejo na renovação de Jorge Jesus são os seguintes:
- Estabilidade no nome
- Colocação do Benfica no caminho europeu
- Apoio do Presidente
- Conhecimento do futebol português
- Valorização de jogadores

Comecemos pela estabilidade no nome. Jorge Jesus vai para a sua 5ª temporada ao comando do Benfica. Muito poucos ficaram mais do que ele e isso é uma vantagem, seja para o bem ou para o mal.  Conhece bem a estrutura do clube, é um nome que é bastante consensual em determinadas franjas de adeptos do clube, o sistema de jogo está montado e uma mudança abrupta de treinador poderia ser uma má opção.

Jorge Jesus colocou o Benfica no caminho europeu. Em 4 anos, uns quartos-de-final na Liga Europa, uma meia-final da Liga Europa, uns quartos-de-final da Champions League e uma final da Liga Europa. Um percurso digno de registo e que demonstra que as capacidades de Jorge Jesus foram benéficas para o clube, alcançando posições condizentes com a sua História.

O apoio do Presidente foi uma constante nestes 4 anos de trabalho. Por muitos erros que tenha cometido, Jorge Jesus teve sempre o apoio do Presidente nas mais diversas situações. Fosse com a compra de jogadores, fosse com a certeza de que seria sempre o seu treinador, Luís Filipe Vieira sempre lhe deu o apoio necessário, traduzido nesta recente renovação de contrato.

O conhecimento do campeonato português é uma vantagem para Jorge Jesus. Já venceu a todas as equipas, para além da experiência acumulada ao longo dos anos de carreira nos mais diversos escalões do futebol português. Para além de ser português, o conhecimento das equipas e das suas formas de jogar são também uma mais-valia para Jorge Jesus.

Muita gente fala da valorização de jogadores que Jorge Jesus é capaz de fazer. É fácil fazer uma lista ao longo destes 4 anos sobre o acréscimo de potencial dos vários jogadores que teve à disposição no Benfica. Coentrão, Di Maria, Ramires, David Luiz, Witsel e Javi Garcia são apenas exemplos de como o Benfica e os jogadores foram potenciados por Jorge Jesus, com especial destaque para Fábio Coentrão e Javi Garcia, claramente vendidos a um valor bastante superior e surpreendente até, para a sua qualidade inicial. Jorge Jesus tem claramente mérito neste tipo de valorizações.

No próximo post, os contras da renovação de Jorge Jesus...

sábado, 8 de junho de 2013

Cardozo

Estou pasmado com a naturalidade com que se fala da saída de um dos melhores pontas de lança do GLORIOSO nos últimos 40 anos.

 É verdadeiramente espantoso...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tu queres ver...

A 12 de Agosto, na ressaca do episódio de Dusseldorf com o capitão do Benfica escrevi várias coisas, nas quais, estas:
Quem vê Jesus no banco, vê tudo menos um treinador calmo. Exposto ao jogo, esbraceja, grita, insulta, dá instruções, mastiga a pastilha como se não houvesse amanhã, quando deveria ser ele o primeiro, numa situação de conflito dentro do campo (e há tantas, em todos os jogos), que mantivesse a calma e reconhecesse, que muitas vezes, "chegar depressa e bem, não há quem!".

Este tipo de comportamento foi facilmente transmitido aos jogadores, inclusivamente aos mais experientes. Protestam sempre com o árbitro, levam amarelos por esses mesmos protestos e não há ninguém que durante a semana, os prepare para o que está todos os anos a ser preparado, sempre da mesma forma, sempre do mesmo jeito. É preferível esbracejar, gritar, insultar, questionar, em vez de manter a calma e continuar o jogo, com as ideias pré-concebidas para tal.

O Rogério Azevedo, n'A Bola escreveu este texto sobre a "taxa de bazófia" que imperou nestes últimos tempos:

Imagem retirada de Master Groove

Será que são poucos os que, identificando o mal, são "arbutres". Ou até conseguem perceber alguma coisa disto e que não é preciso inventar muito?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

4 jogos

Como tudo na Vida, os problemas complexos podem ser reduzidos a uma dimensão simples que possibilite a sua resolução( é o chamado fio da meada).

Anda aqui tudo a discutir Ética, Valores, Estrutura, Desgostos, Mudanças. Tudo muito bem. Pouco prático.

O Benfica precisa de um Treinador que ganhe 4 jogos por época. Fazendo-o ganhará Campeonatos consistentemente.

Modelos de jogo, nota artística e o caralho, no fim não serve de nada. Serve o resultado.

Entrevista para Treinador do Benfica: sabe ganhar a estes 2, duas vezes? Sei.

Está contratado.

Para quem duvida, há um livrinho chamado Almanaque do Benfica, vão ver os resultados nesses 4 jogos até aos anos 80 e comparem com o nº de títulos ganhos.

Depois vejam dos anos 80 para cá.

Como disse, é simples. Mas também é complicado...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A dimensão ética da coisa....

Tinha-me reservado ao silêncio nesta sede por resguardo sentimental e não manifestar euforias nem pessimismos, bem como para não problematizar a vida do clube - ainda que com razões objectivas para que fosse feito - quando tudo apontava para que vivesse a melhor época que, em vida, teria.

Dessa fezada para o profundo desgosto e letargia que ainda me sinto, decidi que tão depressa não falava sobre o Benfica até porque sinto-me cansado com tudo o que se passou, com os sacrifícios ém vão do último mês, com mais um episódio de invenção regeneradora para o sucedido e nova crença a partir de Agosto.

Porém, e porque anos volvidos vi-me novamente sozinho numa roulote com o inespugnabile, a desinfectarmos as feridas com as asépticas minis, recordámos os duros tempos em que se bebia derrotas em primeira mão de provas europeias, em que se perdia em casa para a Taça com clubes da segunda de honra, em que os campeonatos acabavam no Inverno.

Hoje os tenmpos são outros. O que se passou é duro. Foi cruel e com requintes de malvadez. Mas ainda que seja fraco consolo há que pôr os pés na terra e perceber que é melhor conseguir chegar lá do que não chegar. Mesmo que custe mais. É certo que ainda antes do desaire da taça, um amigo meu defendeu - e bem - que a beleza das coisas não se vê só na chegada pois o caminho também é importante, tal como a maneira como o mesmo é trilhado. E tem razão quanto a tudo quanto se viveu esta época até ao fatídico jogo com o Estoril.

Só a glória desta época apagava o azedume da anterior. E com tudo a ganhar, perdeu-se tudo. Bom, também o Bayern de Munique o ano passado (taça e campeonato às mãos do Dortmund) e a final da Liga dos Campeões, no próprio estádio, da maneira que foi...

Na altura, decerto que os bávaros experimentaram as mesmas sensações e decerto que muitos queriam a cabeça de Heynckes (acho que é assim que se escreve - se tivesse ganho onde devia, sabia de cor!).  Ora, os resultados estão à vista. Este ano ganharam tudo! Alguna lição a tirar? Talvez.

É que a estabilidade no Benfica tem dado frutos mesmo que, por um ou outro minuto, não tenham sido os mais saborosos.

Não quero com isto dizer que defendo ou não a continuidade de Jorge Jesus pois não coloquei ainda na balança os muitos argumentos pró e contra.

Ainda na esteira da ideia de continuidade como uma mais-valia em si, há que resvalar para a dimensão ética do Benfica. E por esta via, se os contratos são para honrar, honrem-nos. E isso foi feito até para com a Olivedosporcos.

Ora, se o Presidente disse que JJ é o seu treinador, deve manter a cara. Se assumiu um compromisso, verbal ou não, honre-o. Porque colocar as coisas na tónica do contrato já estar assinado e agora haver um brutal cláusula indemnizatória seria, de facto, pragmático mas desvalorizava a tal dimensão ética da qual não é lícito fugir.

E não se diga que esta filosofia é de escuteiro ou inocente. Não. Trata-se apenas e só de não perdermos a identidade genética de conduta moral, de princípios e caveilhirismo ínsita ao clube da Farmácia Franco.

É que, além do mais, e como o inespugnabile um dia poderá abordar o assunto como então o fez, já se viu que o Benfica a jogar o jogo do inimigo, com as armas e em campos que não são os seus, perde. E se ér para perder, que não percamos a nossa identidade.

Daí que, em obediência ao superior compromisso já assumido, e nesta perspectiva, Jorge Jesus deve continuar.

E não há dúvidas que a decisão que Vieira tomar maracrá os próximos anos do Benfica e a sua própria continuidade.

terça-feira, 28 de maio de 2013

The day we stop looking, Charlie, is the day we die!

Excepção feita às Antas, estive presente  em todas as finais. Em todas acreditei. No dia em que deixar de acreditar...
Entro na silly season com duas certezas: Jesus tem que renovar; se não renovar, Vieira, na sombra da sua palavra, tem que sair.
Dito isto, não esqueçamos o mais importante: Viva o Sport Lisboa e Benfica!

Da Taça...

Tenho defendido ao longo dos anos aqui no Ndrangheta que a Taça de Portugal é uma das competições a que o Benfica tem de se habilitar a ganhar sempre, a par do campeonato. O ambiente que rodeou o Jamor ontem antes do jogo é a prova provada de que o Benfica e os adeptos do Benfica são sem dúvida, especiais e mereciam muito mais do que aquilo que viram depois.

A conquista da 25ª Taça (continuo a bater no número 25 porque tem uma simbologia particular e devia ser motivo de objectivo de época) seria o mínimo que a equipa do Benfica tinha para dar aos seus adeptos, depois do que se tinha sucedido durante a época.

E o que se viu no Jamor durante o dia, onde a comida, a bebida, o salutar convívio entre adeptos dos dois clubes, a organização da FPF e a sede de vitória que nos foi incutida esta época no Benfica faziam prever o melhor.

E o melhor, mesmo não jogando bem, foi o golo de ressalto do Gaitan, como que a tentar provar ao azar que a sorte também nos calha à porta e que, naquela tarde, o Vale do Jamor voltaria a ser nosso outra vez, depois de 2004.

Puro engano! O desleixo, a certeza absoluta em que não nos escapava a vitória, a saída do avançado para segurar o meio-campo para se fazer uma coisa que se fez este ano contra equipas muito superiores ao Vitória de Guimarães, os 5 minutos dados a Aimar... Tudo conjugado deu no resultado final e nas lágrimas, encontrões e afins que se viram no fim no Jamor. Naquele vale cheio de história, conquistas, glória, ambição, capacidade de sofrimento e vitória.

Já vi de tudo no Benfica. Vivi tempos gloriosos, com conquistas de campeonatos, presenças em finais europeias, o "Inferno da Luz", os tempos de Damásio e dos seus devaneios, de Vale e Azevedo e das suas mentiras, de Vilarinho, de Vieira. Dos gozos exarcebados das gentes lá de cima e das gentes do lado. De atropelos às leis e estatutos do Benfica, das acções exemplares que fazem do clube um exemplo entre muitos, mas a atitude final de não ficar em campo para ver o adversário receber o troféu e de fugir à revolta e protestos dos adeptos mostra muito do que é aquele viveiro de pseudo-estrelas, endeusados em demasia, que no Benfica, para além de ganharem e muito e a tempo e horas, não ganharam muito mais do que isso. E para isso, meus amigos, é preciso ter na estrutura do clube quem o sinta verdadeiramente, quem saiba o que é a cultura democrática de vitória e exemplo do maior clube português. Quais são os seus pergaminhos e qual é a sua história. Abandonar o local de consagração dos vencedores não honra os vencidos, e muito menos, não honra os imortais...

sábado, 25 de maio de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

Parabéns, miúdos

Bernardo Silva,
Fábio Cardoso,
João Teixeira,
Pedro Rebocho,
Raphael Guzzo

O futuro é vosso! Assim queira quem manda no Benfica!

Parabéns pelo título.

P.S. Esqueci-me de Cancelo, como é óbvio. Outro talento para ser lapidado!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Com um orgulho muito seu"

Quando vi a bola cabeceada por Ivanovic fazer o arco quase perfeito e ouvi os adeptos do Chelsea gritar do outro lado da bancada, o meu olhar ficou fixo naquele momento, tentei esconder a cara e apeteceu-me meter num buraco, para esconder a minha frustração de voltar a reviver o mesmo tipo de momento que tinha acontecido 4 dias antes.

"Não é possível!", murmurava para mim próprio. "Não pode ser." Passa tudo na nossa cabeça. Tudo. Todas as histórias ouvidas antes, todos os factos que aconteceram antes, o passado, o presente e o futuro. Tudo passa naqueles breves instantes. E nem mesmo com a secreta esperança de que no último momento do jogo, Cardozo possa novamente alegrar a nossa vida, a esperança desvanece-se na precisa altura em que o árbitro apita para o final.

"Outra vez", volto a murmurar. Outra vez? Mas quando é que tinha sido a última vez? Em casa, a ver na TV o golo do Rijkaard. Foi há 23 anos. E o facto de termos voltado novamente à ribalta europeia (porque é sempre uma final europeia) é sempre uma vitória, onde a Glória se revê quando levantamos o caneco.

E mesmo depois de ver a festa dos ingleses, e o desespero dos nossos, é aí, nesse ponto, que o facto de ser benfiquista toma a sua verdadeira dimensão. O Benfica chegou a uma final europeia 23 anos depois da última, mas no Amsterdam ArenA, era como se fosse a primeira. O apoio dado à equipa, o futebol jogado por ela, mereciam mais do que aquilo que conquistaram na passada quarta-feira.
Mas o orgulho que cá está, misturado com a tristeza de não ter ganho a Liga Europa, faz-me confiar no futuro, que deveria ter sido sempre o presente e o passado do Benfica.

"Com um orgulho muito seu", diz o hino do Glorioso. Com um orgulho muito meu e dos meus, que estiveram em Amesterdão. Que fizeram sacrifícios pessoais e profissionais, para verem o seu Benfica, o Benfica de todos nós. Muito Obrigado!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

FC Porto x Benfica

Pedro Proença
Olegário Benquerença
Jorge Sousa
João Capela
Artur Soares Dias
Hugo Miguel
Jorge Ferreira
Duarte Gomes
Manuel Mota
Carlos Xistra
João Ferreira
Bruno Esteves

Um deles será o árbitro, segundo o regulamento do conselho de arbitragem da liga.

Porque é que a Conferência do Porto é amanhã?

Geralmente, costuma ser 48 horas antes dos jogos. Será que estão à espera do nome do árbitro que sairá hoje à noite?

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Guerra

Era o que se temia. 
Se mesmo com os 4 pontos de avanço, o Benfica iria ter uma deslocação muito difícil (porque os aspersores e a luz não se apagam no Dragão), com 2, a guerra será muito pior e valerá de tudo para que os senhores que há 30 anos mandam no futebol português possam sair, mais uma vez, impolutos em tudo aquilo que se passar no relvado e até fora dele.
Ao Benfica, bastar-lhe-á ser ele próprio. Como tem sido nesta época. Coerente, forte e concentrado. Aquilo que se passou ontem na Luz foi um exemplo sem exemplo, não só porque o Estoril não é nenhuma Académica que passa fechada no seu meio-campo, mas como o 6º lugar que ocupa não é obra do acaso e a equipa de Marco Silva é daquelas que sabe o que é uma bola, ocupação de espaços e critério táctico para estar num campo de futebol.
Se entretanto, se passarem as mesmas situações no Estádio do Dragão que se passaram há uns anos atrás, o Benfica tem um único caminho a fazer: voltar para trás, para Lisboa, apresentar protesto junto das instâncias competentes, ir a Amesterdão fazer o seu joguinho e ficar à espera do que se decidir.
Vai haver de tudo: provocações, calhaus, bolas de golfe, intimidações, tudo. Tudo o que aquela gente que vive do ódio e para o ódio a Lisboa (que tem no Benfica o seu expoente máximo) gosta e que os tem alimentado enquanto aquele quadrúpede manda no clube, alimentando as massas desse ódio visceral e eterno, como se os problemas da região e do país estivessem no Estádio da Luz. O desrespeito que tem e o medo que impõe é tanto que nem os benfiquistas da cidade do Porto podem festejar num país livre as alegrias do seu clube sem que tenham de levar uma sapa de um grupo de criminosos que passa impune ao longo dos anos em Portugal.
Por isso, caro Benfica e cara "estrutura", a receita é simples:
- Não ter medo! O Benfica é grande demais para o FC Porto. O Benfica é um grande clube nacional e tem nas suas gentes a força, o brio, a glória, a perseverança dos maiores do Mundo. Não ter medo deles é meio caminho andado para se atingir o objectivo do jogo de sábado: vencer! Cabe ao motivador emocional que nos foi impingido no início da época que faça efectivamente o seu trabalho e que não sirva apenas para passar slides de Power Point em aulas abertas do treinador
- A mística! Esta semana, durante o dia, levava ao Seixal as seguintes pessoas: Neno, Paulo Madeira, Ricardo Gomes, Veloso, William, Valdo, Paneira, Thern, Paulo Sousa, Pacheco, Rui Águas, César Brito, Samuel, Silvino, Isaías e Magnusson. Levava também o Gaspar Ramos e já agora, o Carlos Valente. Para explicarem aos meninos que actualmente jogam no Benfica o que foi terem de se equipar nos corredores das antigas Antas, chegar ao campo e ganhar aquela guerra em Abril de 1991, ou seja, há mais de 22 anos.
- O apoio! Pedir às gentes bravas do Norte, que estão sempre presentes nos bons e nos maus momentos, que amam o Benfica por tudo e mais alguma coisa que se mobilizem e dêem o apoio que têm dado. Que se crie uma corrente de apoio à saída do autocarro do hotel onde irão estagiar, que façam ver aos jogadores do Benfica que não estão sozinhos nesta batalha e que estão para o que der e vier.
O resto? O resto é pensarem no objectivo primordial da época: o campeonato! Foi esse o objectivo que o treinador definiu no início, no meio e espero, que no final da época ainda o mantenha. É para esse objectivo que se tem lutado desde o início. E é para ele que quero que joguem até ao fim.
FORÇA BENFICA


Malta,...

...choradeiras e afins é do outro lado da segunda circular.
Vamos ao norte recuperar as quinas roubadas!
Querem melhor final?
Carrega Benfica!