terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Depois da euforia, a acalmia

Estamos em primeiro no campeonato - FACTO!
Estamos a jogar muito à bola - FACTO!

Mas não é desculpa para a nuvem de pó que há-de chegar com o anúncio da renovação de contrato com a Olivedesportos. A minha visão é partilhada com a de Miguel Raposo Magalhães, director de Publicidade da ZON Conteúdos, em entrevista ao Briefing.

- Taxa de cobertura mais eficaz (é fácil de ter Zon e MEO em qualquer local do país, seja por cabo, fibra ou satélite)
- Campanhas direccionadas especificamente para o público-alvo (é preciso dizer aqui alguma coisa???)
- Diversos factores qualitativos (jogo do Benfica é sinónimo de qualidade, quanto mais não seja pelo valor da Marca)
- Factores qualitativos que tornam os investimentos publicitários em pay tv atractivos em relação aos canais generalistas (Benfica TV)

O que é preciso mais para NÃO renovarmos com a Olivedesportos???

sábado, 14 de janeiro de 2012

A vida continua

Há cerca de ano e meio, no seguimento de uma notícia do i sobre os valores pretendidos pelo Benfica para a renegociação dos direitos televisivos, escrevi aqui que a Olivedesportos não teria qualquer concorrência real no negócio, algo que Domingos Soares de Oliveira acabou por confirmar ontem. Entretanto, depois daquela fantochada em torno do Nandinho Gomes, o Porto volta a simular um não-apoio a quem acaba por conquistar a presidência da Liga. Já não há disciplina, já não há arbitragem, mas há direitos televisivos. E este senhor, ao que parece, é defensor da negociação colectiva.

Por entre a habitual podridão do futebol nacional resta-nos procurar alegria no que mais importa (a única coisa que na realidade deveria importar): nos relvados. E por aí a vida continua por entre uma crescente felicidade desportiva. Depois de um período de alguma desilusão relativamente à qualidade do futebol do Benfica (entre a ida a Aveiro e a recepção aos romenos houve raras excepções), a saída de 2011 e a entrada em 2012 renovaram-me o espírito. Um mês, 4 jogos, 17 golos. O futuro afigura-se risonho.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ser bronco é ser diferente

"Demonstrámos ser diferentes também pelo modo organizado como fizemos entrar todos os adeptos, permitindo que todos estivessem sentados nos respetivos lugares antes das entradas das equipas em campo», realça, sublinhando que «só assim foi possível realizar a coreografia com a grande imagem do Sporting»".


E não há imagens dos acólitos de SS a participar na coreografia?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dissecando a entrevista - Ideias para o Benfica (II)

Hoje, analisamos na entrevista ao Presidente do Benfica, a questão receitas.

"Há uma quebra na bilhética que mostra as dificuldades que as pessoas estão a passar, sem esquecer o aumento do IVA, que vamos assumir."


"Ainda é possível, apesar do cenário económico que se vive, melhorar o actual nível de receitas?
- Possível é, mas é evidente que não será fácil. Mas se pensarmos, por exemplo que ainda falta vender o naming do Estádio, essa é uma primeira excepção, que pode representar uma melhoria de receitas. Depois existem duas outras componentes que são os direitos televisivos, e, ainda, a componente de venda de jogadores. No estado actual em que o Benfica está, que ainda não pode trabalhar verdadeiramente a componente dos direitos televisivos, terá que olhar para a valorização dos seus activos. Toda a gente reconhece que os activos, os jogadores, valem muitíssimo mais do que valiam há um ano atrás. Sentimo-nos bastante confortáveis, na estabilidade do nosso balanço, nessa perspectiva de valorização de activos para encarar o futuro."

"Falou no naming do estádio, o processo está a mexer?
- É talvez o projecto ou patrocínio mais difícil do ponto de vista de venda. Primeiro, porque é um valor elevado, embora não seja mais caro do que as camisolas. Depois, porque é um projecto que tem de ser muito trabalhado. Enquanto o patrocinador das camisolas tem uma visibilidade diária, essencialmente a nível local, o patrocinador do estádio garante uma notoriedade, que ultrapassa as nossas fronteiras. É portanto, algo que tem de ser trabalhado de uma forma completamente diferente. Acredito que no curto/médio prazo vai ser possível fechar esse patrocínio, o que nos vai permitir aumentar significativamente o nosso nível de receitas."

Existem nos clubes actuais, três principais fontes de receitas: bilhética, merchandising e direitos televisivos.

No caso da bilhética, o Benfica encontrou no nome Red Pass um termo bonito para chamar ao vulgar cativo. Acrescentou-lhe algumas medidas importantes, como o lugar poder ser utilizado por outra pessoa que não o portador do bilhete. De certa forma, é uma receita que se considera anual, salvo alguns imprevistos, como a época correr muito bem ou o preço diminuir ao longo da mesma, possibilitando assim mais algumas compras de lugar de última hora, mas na generalidade, os valores dos Red Pass são contabilizados anualmente. Por isso, estão sempre entre 25000 a 30000 lugares garantidos em todos os jogos. 
O que falta para encher os restantes 30000 durante todos os jogos?
Talvez colocar alguns jogos a preços mais amigáveis. O assunto já foi aqui discutido, relativo ao preço dos bilhetes para o próximo jogo da Champions League, em que, tendo em conta o panorama social e económico do país, vai ser difícil a Luz encher contra um adversário que não é nenhum dos "tubarões" europeus, como é o caso do Zenit.  
É mais fácil encher o estádio com preços dos bilhetes a 10 / 15 euros para os sócios, do que a 20 / 25. O apoio será maior e isso sente-se no relvado e no próprio estádio.
Outra ideia será dar aos portadores de Red Pass, que ao fim de 7 jogos no campeonato (metade do mesmo) tenham ido a todos os jogos, a possibilidade de convidar um amigo ou sócio para o jogo seguinte. É mais uma probabilidade de angariação ou de sócios ou de portadores de Red Pass para os próximos 7 jogos do campeonato.
E outra ideia ainda, usando a rede de parceiros do Kit Sócio. Ao fim de um determinado valor em compras ou bens, um bilhete para um jogo.
As condições sócio-económicas do país dão para fazer acções destas. Ganha o Benfica, seja em apoio, seja em dinheiro.

Em termos de merchandising, a questão dos namings trará algum retorno, mas não acredito que seja assim tanto. Na resposta mais acima do Presidente relativamente ao naming do estádio não percebi a lógica de modelo. Ele considera que o naming do estádio teria um valor mais baixo do que o das camisolas e depois explicou com a lógica invertida (mercado local = camisolas; mercado internacional = estádio). A lógica é mesmo mais invertida, porque ao se fechar um naming de um estádio, perde-se o valor associado ao mesmo. É diferente chamar-se Estádio da Luz ou Estádio do Sport Lisboa e Benfica do que Estádio Optimus ou Estádio PT ou Estádio EDP. Esse valor tem de ser muito melhor negociado do que um simples patrocínio de camisolas. A visibilidade é a mesma, mas a notoriedade é maior. Se a notoriedade é maior, o valor tem de ser maior e não o contrário.
Outra ideia para o merchandising do Benfica e para a sua implementação é a envolvência dos sócios nos seus produtos. Perguntarem aos sócios o que gostavam de ter, de usar, de vestir com a marca Benfica. Os pedidos para a camisola de manga comprida são muitos. Porque é que o Benfica não faz a força necessária com a Adidas para se vender camisolas de manga comprida? Ou porque é que não se colocam à venda equipamentos de todas as modalidades na loja do Benfica?
Ainda em termos de merchandising, a minha opinião sobre contratos longos (com a Sagres, PT e outros) têm um ponto negativo, ao menos que isso seja negociado. Ou seja, um contrato com variações de receita, tendo em conta as performances desportivas do clube, nas diversas modalidades. Porque ter contratos de longa duração, como por exemplo o da Olivedesportos (mais de 10 anos) faz com que ao longo do tempo, a actualização dos valores se arraste e o clube perca valor.

Quanto aos direitos televisivos, Portugal não tem o poder económico e financeiro, para além da sua dimensão demográfica para se fecharem negócios de direitos televisivos como em outros países da Europa. Mas nós estamos a falar no Benfica e na Benfica TV, que chega aos EUA, a África, ao Brasil e ao resto da Europa. Estamos a falar de um nicho de mercado que deve ser explorado e potenciado. Se para isso, se tenha de perder um ano de experiência, usando o conceito pay-per-view. Explico muito rápido. Valor nominal por jogo, com a atribuição de um código próprio para cada box da Meo que tenha a Benfica TV. Os valores de produção de um jogo em termos de transmissão não ultrapassa os 50 mil euros. 50 mil euros facilmente recuperáveis, no meu entender, ainda para mais sendo jogos do Benfica.
Por tudo aquilo que representa no futebol português e pelo que já fez à instituição Benfica (directa e indirectamente), a Olivesdesportos era uma empresa, que para mim, não entrava sequer no processo de auscultação para a renovação dos direitos televisivos. E se ficarmos um ano sem ter um "provedor" de serviço, paciência. Conseguimos viver com isso, como explica o próprio Presidente ("Os nossos adversários já renegociaram os seus direitos televisivos, e desde essa altura que recebem significativamente mais do que nós recebemos e isso não nos afectou").

Com um presidente gatuno...

...e um vice-presidente hooligan, não me espanta nada: http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1527853.


Será que esta está na sala de convívio?



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dissecando a entrevista - Ideias para o Benfica (I)

Ponto de introdução:
. Este dissecar da entrevista do Presidente do Benfica não é bota-abaixo, como muitos gostam de intitular este blog. Cada um terá as suas razões. Serão colocadas partes da entrevista e depois o respectivo comentário com IDEIAS para o Benfica. É nisso que batalhamos. IDEIAS para o Benfica. Porque o clube está acima de tudo e todos.

Comecemos com o tema do momento: Pablo Aimar. E a juntar a Pablo Aimar, colocamos o futuro competitivo do Benfica.

"E Pablo Aimar, sem dúvida um caso especial de talento e entrega, vai continuar mais um ano de águia ao peito?
- Queremos manter todos os bons jogadores e, sem dúvida, que Pablo Aimar se enquadra, com toda a justiça, nesse grupo de jogadores. Na mensagem que enviei na homenagem que a embaixada da Argentina teve oportunidade de promover, disse que há jogadores que deviam ser eternos e ele é um desses. Estamos extremamente satisfeitos com o seu futebol, com o seu profissionalismo, com o seu carácter, mas é evidente que ele ficar cá não depende só de nós. Até pelo que disse atrás, em relação à situação económica que vamos viver, é preciso que o Pablo nos ajude a concretizar o nosso desejo. Ele já se tornou, por mérito, numa das referências da massa associativa. E mais não posso dizer..."

"Aproveitar melhor a formação e apostar cada vez mais na prospecção, interna e internacional, é a fórmula a seguir?
- É evidente que vamos ter de aproveitar melhor a formação, mas não ao ponto demagógico de pensar que todas as soluções se podem encontrar na formação. Vamos ser equilibrados e tentar manter um nível elevado. Mas que ninguém se iluda, não estamos em condições de prescindir do mercado internacional, nomeadamente do mercado sul-americano. Se fizermos uma viagem aos nossos últimos dois anos, vemos o David Luiz e o Ramires no Chelsea e o Di Maria no Real Madrid, três jogadores que nos deram muito em termos desportivos e em termos financeiros."

"Portanto, a equipa B do Benfica vai ser uma realidade?
- Seguramente. Já estou a trabalhar nela. As equipas B eram uma necessidade. O Benfica é como uma empresa multinacional, deve fazer prospecção de mercado, deve contratar quando isso é financeiramente vantajoso e quando há uma garantia mínima de sucesso no futuro. Não significa que todos os jogadores contratados tenham de trabalhar de imediato na casa-mãe. Alguns vão ter de rodar, para ganhar experiência, para poderem regressar mais tarde. Se em vez de o terem de fazer em outros clubes o poderem fazer numa equipa do próprio clube, tanto melhor. É uma decisão que peca por tardia."

Pablo Aimar é um dos jogadores mais bem pagos do Benfica. Também é o seu melhor jogador. O mais clarividente, o mais inteligente. O melhor. O salário que lhe é pago é justo, tendo em conta a qualidade do jogador e o seu rendimento dentro e fora do campo, no que à defesa do Benfica diz respeito. Não se percebe como é que um clube como o Benfica pretende que Pablo Aimar baixe o seu salário em detrimento da situação económica do país.
E neste contexto, entra a questão dos jogadores emprestados. Neste momento, o Benfica tem 27 jogadores emprestados (Oblak, Júlio César, Fábio Faria, Sidnei, Léo Kanú, Roderick, Shaffer, Carole, Wass, Airton, Nuno Coelho, Filipe Bastos, Fernandéz, Leandro Pimenta, Carlos Martins, Élvis, Miguel Rosa, Yartey, Éder Luís, Urreta, Filipe Menezes, José Coelho, Franco Jara, Alan Kardec, Alípio, Hélio Vaz e Melgarejo). 27 jogadores é praticamente um plantel. Nestes 27 jogadores, quantos têm ou terão capacidade para voltar a vestir a camisola do Benfica? E desse lote de jogadores que não terão capacidade de vestir a camisola do Benfica não se poderá pagar a Aimar o que falta para assinar por mais uma época?
Se calhar, estamos a ver mal as prioridades.

Isso leva-nos também ao futuro competitivo e à equipa B. Todos os anos, saem da equipa de Juniores do Benfica, pelo menos 15 jogadores, devido à sua idade. Não há dúvida que a equipa B é uma óptima ideia, mas é bom saber quais os motivos que levaram à sua extinção no início da década: os problemas financeiros e a impossibilidade de subirem até à Liga de Honra. A segunda parte está resolvida e a primeira? É que tendo numa equipa de 27 jogadores, 15 que já pertencem aos quadros, minimiza um pouco o impacto financeiro sobre a equipa e apoia a consequente redução de gastos, tendo em conta a situação económica do país e do clube. E ajudamos ao mesmo tempo os nossos. Os quais gastámos dinheiro na sua formação. Que tenham pelo menos a possibilidade, de durante dois anos, servirem de ajuda à equipa principal (quando necessário) e ao mesmo tempo, cresçam enquanto jogadores no seu "habitat" natural.

Por fim, a preferência pelo mercado sul-americano. Temos casos muito bons (David Luiz, Ramires, Di Maria, Gaitán) e temos casos muito maus (Fernandéz, Kardec, Éder Luís, Andrés Diaz). Será uma prioridade, sim senhor, mas com cabeça, com análise táctica e técnica do jogador, e de preferência, com olheiros que sejam mesmo adeptos do clube e não de clubes adversários, como é o caso actual. 

Ideias base para o futuro competitivo do Benfica:
- Manutenção dos jogadores-chave e importantes do plantel principal, criando uma base de jogadores identificados com o clube durante largos anos
- Criação da equipa B com jogadores provenientes da formação e outros que tenham a possibilidade de jogar quer na equipa B, quer na equipa principal. A equipa B servirá também para a o processo de recuperação física dos jogadores que tenham tido lesões, por forma a recuperarem ritmo de jogo.
- Foco de contratação no mercado sul-americano (mercado mais barato), mas também no mercado europeu, em jogadores em final de contrato (há sempre bons negócios para fazer) ou em jogadores com potencial (Axel Witsel é um bom exemplo)
- Criação de um modelo de jogo (não é sistema de jogo) igual para todos os escalões do clube, por forma a não haver uma diferença tão grande em passagens de escalões de formação, até à equipa B e depois à principal.

Na televisão e não no Youtube.

Depois do brilhante serviço público prestado pela estação de carnaxide durante o VSC - Glorioso, eis que a mesma estação de carnaxide resolve entrevistar Sua Santidade.


Da conversa de amigos, morna e entediante, retiro o lamento de Sua Santidade, que bem genuíno pareceu (o lamento), quando referiu que o IVA só amentou no "futebol e nos espectáculos pornográficos".

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Boa Notícia

Ricardinho está de volta ao futsal do Benfica.

Creio que não há razões para falhanços este ano!


Os amigos do Benfica




É público que o Benfica de Jorge Jesus treina nos dias dos jogos. É público que é um treino leve, que visa nomeadamente, movimentações ofensivas e defensivas ou lances de bola parada.
É público que o Benfica escolhe campos de futebol perto dos locais onde joga. Hoje, joga em Guimarães, e olhando para o mapa acima, temos Moreira de Cónegos (Moreirense), Fafe, Felgueiras, Vizela ou até um pouco mais longe (não aparece no mapa), Santo Tirso. Todos eles com campo relvado.

E o que prefere o Benfica? Ir treinar a um campo de uma equipa que o recebe com bolas de golfe, apaga as luzes, agride jogadores. São estes os amigos do Benfica actual. São estes que fazem com que o respeito que o Benfica merece não seja merecedor. A próxima vez que formos ao Norte, experimentem ir treinar ao Olival. Se calhar também serão bem recebidos...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mais do mesmo

Hoje veio nos jornais uma entrevista ao Presidente do Benfica.
No mesmo jornal da última entrevista, com o mesmo entrevistador, com as mesmas perguntas da última entrevista e com as mesmas respostas.
O dissecar da entrevista nos próximos posts...