quinta-feira, 1 de setembro de 2005

O mercado

Em momento pós-ressaca de dia 31, os três grandes reforçaram-se.

Pode-se argumentar que é uma má política desportiva e financeira, mas é uma verdade que pelo menos os clubes de Lisboa reforçaram-se e bem.

No Estádio da Luz, foram apresentados Karagounis e Miccoli. Ninguém duvida do valor dos dois jogadores, que vêm trazer, inquestionavelmente, mais qualidade ao nosso campeonato, mas a meu ver, não eram os reforços de que o Benfica necessitava. A rábula da não venda de Simão foi outra das novelas que alimentou o último dia das transferências de "Verão". Pelos valores, era uma boa venda para o Benfica, mas mais uma vez se mostrou que o Benfica não tem alternativas para o lado esquerdo do ataque.

Em Alvalade, João Alves e Wender complementam aquilo que Peseiro queria. O português não é pessoa de mandar o treinador "tomar no c..." se sair alguma vez de jogo e o brasileiro foi uma das pessoas onde Peseiro gastou o crédito do telemóvel durante o mês de Agosto. Se o português é uma excelente contratação, já o brasileiro é um negócio de risco. Apesar de ter feito uma boa época, nunca me convenceu de que seria capaz de jogar num grande. A não ser que o Sporting seja um grande...

No Dragão, Marek Cech é mais um dos laterais-esquerdos que o FC Porto comprou no último ano. Depois de Leandro (que esteve para sair agora também) e de Nuno Valente (literalmente "escorraçado" do clube), Co Adriaanse tem agora mais um estrangeiro no plantel para fazer frente a Leandro e a um adaptado César Peixoto. Só de pensar que Miguelito está na Madeira a representar o Nacional...

P.S. Custa-me ouvir certos adeptos de outros clubes que os reforços do Benfica não são bons. "Porque se fossem bons, não tinham saído dos respectivos clubes onde estavam...". Nem vou entrar pelo pequeno pormenor de discutir os plantéis de Inter e Juventus, mas e os reforços do FC Porto e Sporting também saíriam dos respectivos clubes se fossem mesmo bons?

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