Fabrizio Miccoli encantou a Luz no primeiro jogo que fez em Benfica (não em Lisboa).
Com uma exibição de encher o olho, o italiano foi o jogador mais esclarecido no jogo de ontem frente ao Lille.
Contudo, e há sempre um "mas" nestas ocasiões, a equipa do Benfica continua a demonstrar uma gritante falta de operacionalização no meio-campo. E o que é isto da operacionalização? Quando temos um meio-campo composto por Petit e Manuel Fernandes e com Simão e Geovanni nas alas, o Benfica perde consistência na zona central do terreno, usando e abusando do jogo para as alas, seja em bolas rasteiras ou altas, tornando-se assim o jogo demasiado previsível. É necessário mais rotação de bola para que Miccoli e Nuno Gomes sejam mais bem servidos e facturem mais.
Miccoli provou que é jogador ou então fez a exibição da época e não repete mais nenhuma assim, mas aí tenho as minhas dúvidas.
João Moutinho é o "diamante" para a UEFA Magazine, que não se cansa de elogiar o puto. Tem uma certa razão a revista oficial da organização europeia de futebol, mas Moutinho ainda tem muito para crescer e aprender, como por exemplo, a dosear o seu esforço e tornar-se num jogador mais completo do que é actualmente. O exemplo mais crasso desse desenvolvimento é Deco. Se já era um extraordinário jogador com Mourinho nos tempos do FC Porto, melhor ficou em Barcelona, onde a dosagem do seu esforço só beneficia a equipa e a ele também. Moutinho e Peseiro que aprendam qualquer coisa.
Em Glasgow, o FC Porto perdeu por conta própria. Adriaanse não se apercebeu que está numa competição por pontos e o argumento infantil da imprensa portuguesa em justificar a derrota com um erro do árbitro é degradante. Poderia pegar em vários exemplos, mas a entrada de Hugo Almeida na segunda parte, em tudo idêntica à de Ricardo Rocha em Alvalade "só" lhe valeu o cartão amarelo. Se o árbitro fosse Paulo Costa, talvez a cor do cartão fosse diferente. Os erros pagam-se caro e Adriaanse errou, o que talvez lhe custe a admitir...
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