Tendo de ir à Madeira fazer o meu trabalho, não é por demais reparar que a realidade existente no arquipélago não difere muitoda realidade do continente, nomeadamente na questão futebolística.
Se repararmos que no jogo do Marítimo contra o Rio Ave, a equipa insular estava com apenas 1 português, 1 cabo-verdiano e 9 brasileiros, vemos que as ajudas substanciais que o Governo Regional da Madeira dá à principal equipa da região estão a ser mal geridas.
Para além disso, a contratação do terceiro técnico esta época para salvar(???) o Marítimo da descida de divisão parece uma situação surreal para um clube com alguns pergaminhos no campeonato português...
A contestação ao Presidente é assim legítima, independentemente dos critérios que se utilizam para o ofender. A contratação maciça de brasileiros sem perfil (Valnei é um exemplo perfeito para não falar em outros) aliada a uma política errada de não aproveitamento dos jogadores de formação, enfraquecem uma equipa que tinha possiblidade de ser uma digna representante do arquipélago.
Quando o speaker do estádio anunciou que o Marítimo em juniores tinha ganho ao Belenenses, não pude acreditar que não havia sequer uma atenção por esse talento que anda desaproveitado na Madeira.
A justiça do despedimento de Bonamigo só poderia ter a melhor das razões se o Presidente o acompanhasse, possibilitando assim uma melhoria no ambiente do clube e uma mudança de estratégia.
Aliado ao jogo do Marítimo, também se disputou o Nacional - Est.Amadora. É curioso notar que na noite de sexta-feira (altas horas até...) o presidente do clube lisboeta tenha jantado com Paulo de Carvalho, presidente do Rio Ave. Não está em causa o jantar, nem o que foi discutido.
O que está em causa é a contribuição dada pelo Estado nas deslocações aos arquipélagos e o aproveitamento sistemático dos dirigentes por aproveitarem e terem umas merecidas férias. Se o jogo na Choupana era só no Domingo, porque é que o presidente e respectiva comitiva já estavam na sexta-feira?
É por estas e por outras que depois vem chorar onde todos já choraram...
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