terça-feira, 30 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Natal

Costuma-se dizer que o Natal é um tempo de recolhimento, de compaixão, da união da família e da comida.

Recolhimento
É bom que se faça uma introspecção e se veja o que realmente tem falhado ao Benfica este ano, nas outras competições, que não o campeonato.
É certo que caminhamos bem, actualmente, para a revalidação do mesmo, mas as exibições paupérrimas na Champions League e a eliminação da Taça de Portugal, ontem frente ao Sp.Braga mostraram que este Benfica serve para consumo interno e mesmo assim, é curto.
O guarda-redes do Sp.Braga pode ter feito uma exibição consistente, mas faz parte do jogo e isso é uma inevitabilidade. Vimos ontem que Pizzi ainda não pode ser Enzo Pérez, ou pelo menos, ocupar a posição 8. E vimos que continuamos com limitações em termos de posição (o lateral esquerdo continua a ser uma cruz a carregar há anos).
O Sp.Braga também tem o seu mérito, porque é uma equipa difícil, mas a conjuntura de ontem mostrou que, apanhando adversários que saibam o que fazer em campo, o Benfica sente muitas dificuldades em colocar o seu jogo.
É bom que o recolhimento que vai haver (curto, é certo) sirva para ver o que há a mudar.

Compaixão
E por isso mesmo, é necessária compaixão. Compaixão para perceber o que fazem no plantel Benito (se quase nunca é opção), Jara (???), Nelson Oliveira (que de bandeira da formação fez um jogo na Champions e porque já nem o prémio de 1 milhão de euros servia de interesse para a equipa), Lisandro Lopez (que de suplente de Jardel, passou a 4ª opção) e Bébé (que continua a ser aposta para uma ala, quando se vê que não vai ser ali que ele realmente tem utilidade).
Compaixão para saber se haverá mudanaças em Janeiro e quais serão? Compaixão para saber se alguns dos talentos da equipa B terão a sua oportunidade na Taça da Liga e mesmo depois no campeonato?
Compaixão para que Enzo e Gaitán não queiram ir ganhar o dobro para um clube que tem as mesmas provas para disputar que o Benfica, mas que está num ambiente completamente diferente da pobre Liga Portuguesa?

União da Família
E essa união da família? Manter-se-á? Já vimos que a própria Autoridade da Concorrência e a Liga, com o beneplácito de Benfica e FC Porto, salvou Joaquim Oliveira uma vez mais. É esta família a que interessa preservar. Porque os amigos são para as ocasiões, e se Oliveira o foi, mais do que uma vez, Vieira faz questão de retribuir, nem que seja por mais 3 anos (até 2018).
A mesma família, que durante anos e anos, alimentou o futebol português, com os mais variados casos, mantém-se unida. Mantém-se com os mesmos objectivos e mesmo que uma vitória no Dragão faça ver que "já não é como dantes", outros valores mais altos se elevam e esses, meus amigos, mantém á tona os verdadeiros interesses de família.

Comida
E com esses interesses, chegamos à comida. Veremos quem sai e quem chega em Janeiro. Se quem sai, será para equilibrar as contas, para entrar, será para quê? Equilibrar o plantel? Manter a qualidade? Veremos, sendo que a fome nesta altura é propícia a estas tomdas de decisão.

BOM NATAL!

Objectivo 60

O que está ali ao lado só sai de lá, quando atingirmos o objectivo! Nem que seja na próxima época.

Pergunta fácil de responder

Que célebre avençado do Benfica ficou mais "aliviado" esta semana, após o arquivamento do processo dos submarinos?

JJ faz jogadores e treinadores

Quando JJ entender (como Mourinho e Ferguson sempre entenderam) que jogos disputados contra antigos discípulos e "estrelas" ascendentes têm de ser OBRIGATORIAMENTE ganhos, será o Treinador que o Benfica guardará na memória por muitos anos.

Ontem "criou" mais um treinador para os porcos e deu-lhe ascendente. Sérgio de seu nome. Há 3 anos inventou AVB.

 É pena.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Porque...

...a oralidade do JJ tem os seus momentos:


«Três jogos nesta altura? É uma forma da família benfiquista estar mais próxima»

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Critérios.

Da "Maldição" e do "Herói de Turim", passámos para "Carrillo merecia a Champions" e "Não houve justiça". Critérios...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O Benfica na Liga dos Campeões


12 participações em 21 edições
2 vezes eliminado na pre-eliminatória, 7 vezes eliminado na fase de grupos
32 vitórias e 30 derrotas em 84 jogos, apenas mais 2 golos marcados que os sofridos

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Breve nota.

Ontem, o presidente do lumiar publicou (mais) um dos seus célebres comunicados. Lá bem no fim, manda uma alfinetada ao Glorioso. E muito bem mandada, diga-se de passagem. Dito isto, o nosso Presidente continua em pérpetuo silêncio...quem sabe à espera da intervenção do nosso novo director de comunicação.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Luís Duque? A sério?


É o que se pode chamar de "mão amiga" aquilo que o Presidente do Benfica fez ontem, na reunião dos clubes.

Como hoje li no Twitter e como já tinha dito antes, com este FC Porto não há espaço para qualquer tipo de negociação, seja no que for. Entrar neste esquema é voltar atrás.

Queremos mesmo voltar atrás?

domingo, 19 de outubro de 2014

Da indignação

Correram ontem fotografias em que participavam Pedro Proença, Fernando Madureira e Ruben Amorim, num encontro promovido pela APAF. As vozes levantaram-se, os discursos da corrupção do futebol português voltaram à baila e até o benfiquismo do Ruben Amorim foi colocado em causa.
O que acho estranho é que no mesmo dia em que as fotografias saíram cá para fora, saiu também esta notícia: 
Acho extraordinário várias coisas:
  • O Benfica juntar-se ao FC Porto para arranjar uma solução para a Liga
  • Este encontro de ideias servir para safar novamente Joaquim Oliveira e a sua Sport TV
  • Haver data e local para a reunião e assim, a Comunicação Social poder fazer o seu papel de estarola no meio disto tudo
Esta recente aproximação ao FC Porto tem tudo para correr mal. Quando o rival do Norte aposta como tudo na tentativa de reaver o campeonato, quando essa mesma tentativa está a correr mal, e quando o Benfica deveria aproveitar este momento para dar a estocada final no sistema que domina o futebol português há 30 anos, faz precisamente o contrário, ou seja, tenta ganhar pontos junto de outros clubes, não tendo a ideia de que esta é uma situação momentânea e que mais ano, menos ano, tudo volta ao mesmo.

O Benfica, nos últimos anos, mais vezes sozinho do que acompanhado nestas pseudo-reuniões dos clubes conseguiu levar sempre a sua avante. Fosse nos direitos de TV, fosse nalguns regulamentos das competições profissionais, fosse até para vincar a sua posição junto dos outros clubes.

O que está previsto acontecer amanhã é aquilo que Marinho Neves disse recentemente no seu Facebook. Pinto da Costa nunca esteve chateado com os dois clubes de Lisboa ao mesmo tempo. E se a relação de Bruno de Carvalho com o FC Porto é aquilo que nós conhecemos, resta apenas uma variável nesta equação. Eu, como benfiquista e com muita memória, não quero uma reaproximação ao FC Porto enquanto Pinto da Costa por lá andar. 

Queremos mudanças na Liga, queremos uma competição que consiga trazer os melhores, queremos uma competição que leve as pessoas aos estádios, mas não será certamente, com os mesmos protaonistas dos últimos 30 anos...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O futuro de Bernardo Silva

É um dos temas que os Benfiquistas discutem de forma mais apaixonada. Não sei se já está vendido (como alguns defendem, com o anúncio protelado em função das conveniências dos balanços financeiros) nem sei que cláusulas referidas pelo Presidente existirão no contrato de empréstimo e possam sentenciar o futuro de Bernardo Silva. Sei apenas que nenhuma cláusula se pode sobrepor à vontade do jogador. Haja sintonia entre Clube e  treinador e a solução é simples: chame-se o empresário do jogador, discutam-se as expectativas de todas as partes e negoceie-se novo contrato.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Do futebol negócio

4 pontos fundamentais que traduzem aquilo que nós sonhamos o que o Benfica deve ser e o que ele realmente é:


  • Bernardo Silva - A exibição de ontem do jovem talento que o Benfica tem emprestado no Mónaco, frente à selecção da Holanda, voltou a despoletar (mais nos jornais desportivos) as tomadas de decisões sobre os jovens jogadores da formação do Benfica, actualmente a melhor do país.
    A questão de Bernardo Silva é realmente intrigante. É o melhor talento que saíu do Seixal nos últimos anos (logo após Nelson Oliveira) e por isso, é natural que as expectativas sobre ele estejam bem elevadas. Não é uma questão de o proteger porque é novo, porque é português ou porque não sente a pressão. Todas estas questões são mitos colocados, porque o jogador ou tem ou não tem qualidade. E Bernardo tem-na. E muita. A questão da pressão no Benfica é uma falsa questão porque os miúdos da formação do Benfica, desde os 10 anos, que onde quer que vão, têm que provar em todos os jogos que são jogadores para o Benfica e a pressão está lá, indirecta ou directamente.
    Tomou-se a decisão de este ano, Bernardo Silva ir para uma equipa onde pudesse jogar regularmente, especialmente na Champions League, mas que acima de tudo, tivesse um treinador que apostasse nele. Leonardo Jardim tem feito isso aos poucos. Resta a Bernardo fazer o resto, e se tudo correr com naturalidade, teremos o menino de volta para o ano na Luz, a jogar no seu estádio e clube do coração (condição muito em falta nos tempos modernos deste futebol).
  • Júlio César - O Benfica esteve quase até ao último dia para fechar contratações e em várias posições fulcrais. Obviamente, como alguém disse no final da AG, o Benfica não é o "Manchester United" ou o "Real Madrid" que pode se dar ao luxo de gastar 20 milhões num Rojo ou 75 num James Rodriguez. Mas a escolha de Júlio César, apesar de ter sido uma boa escolha, veio carregada de dúvidas, como os últimos tempos mostram. Com um Artur a tremer demais e sem uma verdadeira alternativa, vamo-nos remediando com estes jogadores, que a bem ou a mal, representam o clube. Resta olhar novamente para a formação e tentar que Bruno Varela ou Miguel Santos não se tornem em Paulos Lopes desta vida, que só aos 35 anos é que são chamados à casa mãe, para preencherem quotas impostas pela UEFA. 
  • Preço dos bilhetes / Assistências na Luz - Foi uma das promessas do Presidente na última campanha, e ao fim de quase dois anos, começou a implementá-la. A redução dos preços é uma realidade, mas as assistências na Luz continuam a ser as mesmas. Esse assunto já foi mais do que referido, já foi mais do que discutido e o próprio Benfica tem tentado arranjar formas de encher mais vezes o Estádio. Deveria até ser alvo de um estudo sociológico o porquê desta ausência. Do último jogo com o Arouca na Luz, lembro-me de uma situação, que muitas vezes pode originar algumas ausências. Jardel foi entrevistado para a Benfica TV no pré-match, junto a uma das bandeirolas de canto. Após a entrevista, começou a distribuir autógrafos e o assessor de comunicação começou a puxá-lo para voltar para dentro da zona da equipa e para o seu camarote. Entretanto, Jardel ia resistindo, já que estava num momento de interacção com os adeptos e sócios do clube, até que ao infímo toque nas costas, lá decidiu ir. É este tipo de afastamento, de se colocarem os jogadores isolados no Seixal, sem irem a Casas do Benfica para sentirem a essência do clube, do país e da sua rede de adeptos que fazem com que prefiram sempre outros campeonatos do que o nosso. Obviamente que a questão financeira é importante, mas esta "ausência" de contacto com os jogadores a isso favorece.
  • "Alianças" - É importante saber o que interessam estes movimentos para as eleições da Liga de Clubes: a falta de liquidez de Joaquim Oliveira. É esse o principal problema e o principal motivo para esta repentina "conjugação de interesses". A Benfica TV consegue suplantar qualquer valor que a Olivedesportos paga a clubes em Portugal e isso é um problema. Seja para a Olivedesportos, seja para a própria Liga, na lógica dos direitos de TV distribuídos para todos os clubes. E é aqui que o Benfica tem de intervir e ter uma posição clara. Ou abdica do seu valor anual (que é muito improvável e ainda bem que o é) ou arranja uma solução onde os clubes ganhem mais dinheiro (para além das receitas de bilheteira). É sabido que é nos jogos com o Benfica que os outros clubes fazem mais dinheiro. E é nesse argumento que o clube tem de entrar e esgrimir argumentos, mostrando a sua força como maior clube português. Independente de alianças e argumentos bacocos que emanam dos media.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Regresso

Muitas vezes, somos confrontados na vida com vários aspectos que nos moldam o dia-a-dia. Um desses aspectos é a falta de tempo, que associada à falta de vontade faz com que muitas vezes, a ausência de textos no Ndrangheta seja uma realidade.

Se a falta de tempo é decorrente da nossa própria gestão do mesmo, a falta de vontade passa muitas vezes pelo insulto fácil, pela ausência de discussão de ideias epela clara anuência que as discussões blogueiras se assumiram no universo benfiquista como pró-Vieira ou anti-Vieira, esquecendo-se porém que o que realmente importa é o Sport Lisboa e Benfica.

A Assembleia-Geral (AG) da passada semana foi um (mais um) recente episódio de que poucos, muito poucos, preferem passar horas nas redes sociais a discutir notícias de jornais do que se deslocarem à Luz para discutirem o clube, a sua essência, os seus valores e história, que a bem ou a mal, é personificada quer nas reuniões magnas, quer no apoio às diferentes equipas do clube, em qualquer parte do país ou do estrangeiro.

Após a AG, as discussões (no bom sentido) que houve sobre o que é ser o Benfica, o que ele representa, o que se pode mudar, as causas para determinadas situações do clube e as possíveis soluções fazem parte do que é a vivência benfiquista. Sempre com espírito crítico, na busca da melhor solução para ser cada vez melhor.

A vontade está cá para continuar a escrever sobre o Benfica, o espírito crítico também. Vamos a isto!

Viva o Benfica!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

14 Anos

A entrevista de Luís Filipe Vieira à BTV ontem foi mais um exercício de tentar explicar aos mais incautos de que sem ele, o Benfica tinha deixado de existir.
Comecemos pela parte final, onde o Presidente afirmou que nos últimos 14 anos muito se fez pelo clube e que as pessoas não sabiam o que era a mística do Benfica em 2000.

Há uma coisa importante a reter: o Sport Lisboa e Benfica tem 110 anos de história, de conquistas, de glórias, de vitórias, mas também de derrotas, de momentos menos bons e de alturas onde foi preciso recorrer à democracia onde ela não existia no país real, para tornar o clube sempre melhor e ser um dos maiores do Mundo, como sempre foi.
Aliás, democracia é coisa que falta agora num clube que já dava lições da mesma quando o país vivia amordaçado numa ditadura mesquinha e egocêntrica, a exemplo do que se passa agora para os lados da Luz.
Portanto, quando o Presidente diz que "não havia mística no Benfica há 14 anos", era concerteza porque andava a frequentar outras instalações que não as do velhinho Estádio da Luz, mas sim porque preferia andar mais a Norte. Mais: foi a mística que fez com que, durante os 3 anos de Vale e Azevedo, os jovens que o Presidente tanto falou ontem, andavam nas Assembleias Gerais do clube, prontos para enfrentar a direcção da altura e os capangas que por lá pululavam e que entravam à socapa pelas portas laterais do pavilhão da Luz para impedirem e intimidarem os "jovens" e as vozes discordantes de então, que pugnavam pelo Sport Lisboa e Benfica. Ou seja, um pouco como agora... Foi essa mística de 2000 que colocou Manuel Vilarinho como Presidente do Benfica. Curiosamente, no meio de tantos "jovens", Luís Filipe Vieira não era visto por essas Assembleias Gerais, mas isso são contas de outro rosário...

Voltando à entrevista, a questão BES foi esmiuçada durante toda a primeira parte. É curioso ser o Presidente do Benfica a ter de explicar tudo, quase uma semana depois da notícia do Expresso, quando numa situação normal, o assunto já deveria ter sido tratado pelo Departamento de Comunicação amorfo, reactivo e incompetente como o que está no clube, que mais tem servido para as palavras de propaganda, do que para outra coisa qualquer.

Eu acho preocupante que o Benfica tenha tido de pagar 200 M€ de juros em 10 anos. Acho preocupante porque o investimento feito ainda não teve o retorno esperado. E se falamos em 200 M€ de juros, de quanto já terá sido o bolo total?
Também acho estranho que na mesma entrevista se diga que não se pode ligar ao que algumas pessoas dizem, mas depois que se tenha de justificar tudo, como a questão das renegociações dos empréstimos obrigacionistas ou da liquidez de tesouraria do clube, ou até de reuniões que já se deveriam ter tido e não aconteceram.

Quanto ao futebol e às contratações, o mesmo de sempre. A conversa das cláusulas, quando não se sabe o valor das mesmas, pelo menos sem serem confirmadas (basta ir ao site da CMVM para se confirmar nos casos de Oblak e Markovic). 
A conversa do mesmo Oblak já ter sido oferecido e de o Benfica ser um clube "forte" no que à negociação diz respeito, mas quando o esloveno não apareceu pela segunda vez a uma apresentação, o clube não ter sido capaz de lhe meter um processo disciplinar em cima.
As saídas de Gaitán e Enzo serem pelas cláusulas, onde depois se assistem aos fenómenos de cláusulas futuras para que se chegue ao valor estipulado num exemplo que já foi de Di Maria e de Fábio Coentrão.
A questão da formação e dos jovens emprestados foi feita da forma possível. Agora não admito, e aqui a coerência do Presidente deve ser ímpar, é que se diga que vamos apostar nos jovens da formação e os mesmos, depois "não tenham espaço para crescer" (palavras de LFV ontem). Não têm espaço para crescer, e depois aparecem os Luis Filipes e os Candeias desta vida é algo que me faz confusão com este tipo de discurso.

De resto, as palavras e discursos ocos de sempre, como a questão da família e o facto da direcção poder sair, porque os profissionais do clube estão lá, mas que ainda há uma missão a cumprir são os tiques habituais de um velho conhecido nosso.
Hélder Conduto esteve bem, mas poderia ser mais incisivo nalgumas perguntas, mas compreende-se que a própria envolvência da entrevista assim o exigisse.

Cá ficaremos para ver até final de Agosto, o que vai mudar no Benfica ao nível de jogadores e ao nível financeiro, porque se não são precisos avales financeiros, também não é preciso olhar para a câmara e dizer que está tudo controlado e podemos ficar "super descansados"...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Recordar é viver

A 19 de Maio de 2013, os juniores do Benfica tinham acabado de se sagrar campeões nacionais. O título do post foi: "Parabéns, miúdos" e o corpo do texto este:
Bernardo Silva,
Fábio Cardoso,
João Teixeira,
Pedro Rebocho,
Raphael Guzzo

O futuro é vosso! Assim queira quem manda no Benfica!

Parabéns pelo título.

P.S. Esqueci-me de Cancelo, como é óbvio. Outro talento para ser lapidado!

Parecia que estava a adivinhar com a parte "Assim queira quem manda no Benfica!".
Quem manda no Benfica preferiu mandar para já, Bernardo Silva e Cancelo para outras paragens...

"A estratégia é termos cada vez mais jogadores portugueses no plantel", Parte 2.

O Bernardo, já foi! Próximo?

A democracia no Benfica

"Fernando Santos" continua a dar cartas.

"A estratégia é termos cada vez mais jogadores portugueses no plantel"

O Ivan, já foi. Próximo?

terça-feira, 5 de agosto de 2014

E o BI aqui tão perto... (III)

Voltando a 2010/2011, é fácil de depreender o que se passou. Muita euforia assente num futebol espectacular do Benfica na prímeira época de Jesus, que mesmo assim (de tão espectacular) só foi conseguido na última jornada, pelo suspeito do costume, que ontem nos disse adeus.

Fazendo o mesmo exercício do ano após Trapattoni, o Benfica do segundo ano de Jesus fez as seguintes aquisições: Gaitán, Fábio Faria, Jara, Roberto, Oblak, Salvio (por empréstimo), Jardel, Jose Luis Fernandez, Carole, Rodrigo e Élvis.

Olhando para a mesma lógica temos o seguinte:
  • Gaitán (contratado para o lugar de Di Maria por 8 milhões de euros ao Boca Juniors, ainda pertence aos quadros do Benfica e poderá ser considerado como um dos últimos moicanos, ou mesmo, dos últimos resistentes)
  • Fábio Faria (foi contratado ao Rio Ave, para voltar a ser emprestado ao mesmo clube, sem nunca se ter afirmado na Luz, nem a central, nem na esquerda. Um problema cardíaco fê-lo retirar-se do futebol profissional)
  • Franco Jara (anda há 4 anos a tentar ganhar um lugar no clube, entre sucessivos empréstimos. Custou 5,5 milhões de euros)
  • Roberto (É mesmo preciso contar a história do guarda-redes espanhol?)
  • Oblak (contratado com 17 anos, veio para jogar na equipa de juniores e depois na equipa A. Após dois empréstimos, voltou a Lisboa, mas não era opção para a baliza, porque Jesus preferia Artur. Após a lesão do mesmo, Oblak agarrou a titularidade e nunca mais a largou, mostrando ser aquilo que a maioria das pessoas sabia, menos o treinador do clube, que veio admitir este fim-de-semana a sua faceta de troca-tintas sobre um guarda-redes que no início da época não servia, mas que quando saiu, já se sabia que tinha de se substituir. Rendeu 16 milhões de euros ao Benfica)
  • Salvio (veio por empréstimo de uma época do At. Madrid, assumindo-se como uma mais-valia. Novamente, o discurso de não haver dinheiro fez o argentino voltar a Madrid, para duas épocas depois, o Benfica gastar dinheiro na sua aquisição sem se saber o valor. Pertence actualmente ao Benfica)
  • Jardel (contratado a meio da época à Olhanense, para colmatar a saída de meio da época de David Luiz para o Chelsea, tendo sido uma segunda linha de alguma qualidade. Não muita, mas alguma.)
  • Jose Luis Fernandez (o pino que qualquer treinador gostava de ter. Só pode ser essa a razão para a sua contratação)
  • Carole (mais um da infinidade de defesas esquerdos que passou pela Luz no consulado JJ. Mais um que saiu sem brilho)
  • Rodrigo (Envolvido no negócio Di Maria, na própria época que veio foi empretado para Ingalterra. Só na última época explodiu finalmente e viu um fundo gerido por Peter Lim dar 30 milhões por ele em Janeiro último)
  • Élvis (quem???)

De todos estes reforços, o planeamento estratégico do Benfica não conseguiu arranjar um substituto para aquele que tinha sido o verdadeiro pêndulo da época do campeonato: Ramires.
Conseguiu arranjar alternativas sólidas nalgumas posições que não tinha, como Gaitán, Salvio e Rodrigo, assim como a descoberta de Oblak.
Mas a estratégia desportiva do Benfica foi tão boa, tão boa, que a cagança que houve no período entre o final do campeonato ganho e o início da época contra um FC Porto de um Villas-Boas seria a "cereja no topo do bolo".

Aliás, para esse espaço temporal, aqui no Ndrangheta conseguimos perder tempo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Não vale a pena voltar a repeti-lo. Quem quiser, que perca o seu tempo.

O que agora nos leva a 2014/2015...

Um dia direi ao meu filho: "era o Óscar + 10"


Quando comecei a ir à missa dominical, a minha santíssima trindade era composta por dois bigodes (Bento e Carlão) e um calmeirão loiro. “Não joga puto”, dizia o meu pai. Longe de compreender todas as expressões que os adultos utilizavam, eu concordava. Concordava no sentido em que “não jogar puto” significaria não jogar como uma criança que tudo teria ainda por aprender. Para o meu pai e demais companheiros de bancada, o “Mánika” era o “tosco”, para mim era o tipo que (na pior das hipóteses) molhava a sopa jogo-sim-jogo-não.

O meu pai e os seus amigos confrontavam-se então com a quebra de rendimento do Nené, mas nem queriam ouvir falar na reforma da camisola 7. Os resmungões da geração acima, para quem todas as exibições do Benfica pos-Eusébio eram miseráveis, agitavam-se de imediato: “não jogam nada, nem um, nem outro”. E assim, entre uns e outros, aprendi duas coisas fundamentais e por vezes contraditórias:
1) um avançado é os golos que marca
2) os avançados do Benfica só são bons quando penduram as botas ou se vão embora do Clube



De lá para cá o Benfica teve Magnusson, Rui Águas, Vata, Iuran, Nuno Gomes, Brian Deane, Van Hooijdonk, João Tomás, Mantorras. Todos eles tiveram a sua época de glória, nenhum conseguiu dar real sequência. Uns por incapacidade própria, outros porque foram imediatamente transferidos ou, pasme-se, dispensados. A excepção foi o rapaz paraguaio que 22 anos depois recuperou a camisola 7 para a frente de ataque. E como o seu antecessor, por mais golos que marcasse, viveu uma constante relação de amor-ódio com as bancadas. Mas se Nené vivia com a sombra de outros goleadores, só recentemente se pode dizer que Cardozo teve concorrência à altura.

Nos últimos meses o paraguaio andou desaparecido e passámos mais tempo a discutir hérnias que golos. E 199 golos depois (172 oficiais) ainda há muitos a soltar um “até que enfim”. Mas em pouco tempo, como sucedeu com Nené, Isaías e tantos outros, a sua saudade será consensual.

Na dificuldade em destacar um golo de Cardozo - seja pelo recorte técnico (United na Luz, Taça da Liga em Alvalade, etc) ou pela importância desportiva (Twente fora, Fenerbache
na Luz, Porto na Luz para a Taça da Liga, etc) – fica a última vez que gritámos um golo dele.

ps- Na verdade Cardozo viria ainda a bisar frente ao Rio Ave (algo que todos nos vamso esquecendo, de tão marcante que foi aquele hat-trick para a Taça de Portugal). Aqui ficam os dois últimos golos de Tacuara, ambos de grande penalidade.




Adiós, Tacuara

O sucessor digno de Mats Magnussen, também foi.

Nada está a salvo neste "resgate" no Benfica, nem a memória, nem os golos, nem as vitórias. Nada.

O plano, para mim, é este: dou 4/3 dás-me 1.

Senhores da oposição com "capacidade", é a hora!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

E o BI aqui tão perto (II)...

Ideias principais do primeiro post:
Lógica sustentada do plantel:

  • Manter os melhores o maior tempo possível (num máximo de 10 jogadores de topo)
  • Segundas linhas complementares e com possibilidade de retorno financeiro
  • Formação com os melhores executantes para colmatar o plantel
Começar a acabar com a hegemonia do FC Porto:
  • Mantendo os melhores jogadores no clube
  • Vencendo as competições, a BTV aumenta o número de subscritores e é capaz de adquirir mais e melhores conteúdos para o canal e mesmo para o clube, em termos de retorno financeiro

E o que é que o Benfica fez? Precisamente o contrário.

A exemplo de anos anteriores (este ano não é uma excepção, ao contrário do que querem fazer crer), o planeamento desportivo do Benfica é sempre feito no limbo, sem percepção do que representa de vez, acabar com o domínio do FC Porto.

Em anos anteriores, durante a pré-época, o carregamento de jogadores tem sido uma constante (média de mais de 10 por época), o que faz com que não haja planeamento que resista a esta tentação vã de encher os bolsos às custas das comissões que se praticam nas transferências.

Olhemos para 2005/2006, a época após a saída de Trapattoni e termos sido campeões nacionais após um interregno de 11 anos. As entradas no plantel do Benfica foram as seguintes: Alex, Beto, Marco Ferreira, Manduca, Marcel, Karagounis, Miccoli, Robert, Anderson, Leo, Karyaka, Nelson, Moretto, Manú e Fonte. 15 contratações durante a época, sendo 5 delas em Janeiro. De todos estes nomes, gostava que que dissessem um que tenha sido proveitoso para o Benfica em termos financeiros:
  • Alex (veio para defesa direito, mas nem aqueceu o lugar. Rapidamente foi para o Wolfsburgo)
  • Beto (Ficou conhecido pelo golo que marcou a van der Saar na Luz, frente ao Man Utd,  no jogo do "pirete" do Ronaldo. Se formos a ver o que ele custou e o que possibilitou com a presença nos oitavos-de-final da Champions, terá sido dos poucos que o retorno financeiro, olhado assim pelo frieza cruel dos números tenha cumprido o objectivo)
  • Marco Ferreira (contratado para ser o "bufo" do Veiga no plantel)
  • Manduca (???)
  • Marcel (custou 3 milhões de euros e andámos 3 anos a tentar vender o gajo mais do que uma vez ao Brasil inteiro)
  • Karagounis (chegou a custo zero e saiu a custo zero)
  • Miccoli (chegou emprestado e não ficou por causa do salário elevado - onde é que já ouvimos isto?)
  • Robert (ficou conhecido por marcar um golo ao FC Porto quase do meio-campo, num frango do Baía)
  • Anderson (chegou do Corinthians e foi para Lyon dois anos depois)
  • Leo (chegou do Santos até ser dispensado por Quique Flores)
  • Karyaka (quantos jogos fez mesmo pelo Benfica?)
  • Nelson (chegou do Boavista até ser vendido ao Betis)
  • Moretto (é mesmo preciso recordar a história do aeroporto?)
  • Manú (mais um jogador proveniente do pacote Alverca)
  • Fonte (o irmão consegue ter mais jogos com a camisola da equipa B do que ele teve com a da A)
Ou seja, dos 15 jogadores acima elencados, quantos foram mais valias para o Benfica? No meu entender, Karagounis, Miccoli, Leo e Anderson e Nelson (a espaços). De resto, nada de novo. 
E o que se passou em 2005/2006 repetiu-se nos anos anteriores, mas com alguma relação em 2010/2011. Que época foi essa? A época após termos sido campeões com Jesus pela primeira vez... 

Perante tão ensurdecedor silêncio...

...é preciso ir ao passado para ouvir o Presidente desaparecido:

"Em 2014/2015 as pessoas vão começar a notar algo de novo no Benfica, nomeadamente em termos de jogadores portugueses. A estratégia é termos cada vez mais jogadores portugueses no plantel. Este [2013/2014] é o último ano em que vamos precisar de vender jogadores".

domingo, 3 de agosto de 2014

E agora, Sr. Vieira?

Esta Equipa grita por experiência competitiva( para os mais básicos, tarimba), e o sr. vende, vende, vende, afogo-me num mar de mais valias.

Quero, e exijo uma equipa capaz de defender o NOME do Benfica!!!!

Sabe, é que por muito que pense, julgue ou lhe digam, ainda cai sobre si uma grande nuvem de desconfiança e descrédito.

Faça-me engolir as palavras que lhe dirijo, por favor. Se não...sempre tive razão!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

E o Bi aqui tão perto... (I)

As pré-épocas são sempre assim: estados de alma, consoante o resultado prévio e o que pode vir do futuro. E se o resultado prévio é do melhor que se podia ter exigido a uma época do Benfica, o que pode vir do futuro é precisamente o mesmo que se tem passado em épocas anteriores, onde o planeamento da época tem de ter sempre uns tiros para animar as coisas.

Este ano, e após o Benfica ter feito uma excelente campanha nacional e internacional, era normal que as principais peças do plantel tivessem o Mundo a seus pés. O Mundo e o dinheiro que os faz mover e declarar amor e paixão ao clube até que chegue o próximo cheque chorudo respeitante a uma assinatura.

É óbvio que jogar contra os Aroucas e Paços de Ferreira desta vida, nos seus campos datados de 1980, onde as condições continuam a ser as mesmas de há 30 anos, não têm comparação com os estádios ingleses ou espanhóis, que apesar de terem a mesma idade e nalguns casos até mais, estão sempre cheios, porque as pessoas lá, gostam mesmo é de futebol.

Mas isso devia fazer parte da lógica sustentada do Benfica: tentar manter os melhores o maior tempo possível, completando com segundas linhas interessantes e de futuro retorno financeiro e com a formação a dar o suporte final a plantéis equilibrados e competitivos que possibilitem o clube voltar a fazer o mesmo brilharete da época passada a nível nacional e continuar a a enaltecer o nome da instituição a nível europeu.

Para além disso, e depois da época passada, com o descalabro do FC Porto (principal vencedor das últimas décadas), o Benfica deveria ter seguido a tal política sustentada de aposta num determinado número de jogadores, para que a conquista do bi-campeonato fosse efectivamente o principal objectivo da época que faça com que a "tal" hegemonia começasse a mudar de mãos.

Uma conquista do bi-campeonato por parte do Benfica, a continuada aposta e sustentação da BTV na transmissão dos jogos e no desenvolvimento de novos conteúdos agregadores de espectadores era um passo de gigante para a mudança de paradigma do futebol português e seria o verdadeiro ponto de partida para a tão esperada revolução no futebol português.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Números mágicos

85

85 milhões de euros é o que o Benfica tem de pagar ao BES até final do ano, por causa de dois empréstimos obrigacionistas. 35 em Outubro + 50 em Dezembro. É um valor absurdo para um clube com uma saúde financeira já de si debilitada, e não é preciso vir com a credibilidade adquirida. A credibilidade ajuda a envidividar ainda mais e não a resolver o problema. Também não é preciso haver um discurso sobre a excepcional capacidade de gestão de Domingos Soares de Oliveira, quando, ano após ano, mentira após mentira, tanto nos diz que o Benfica não precisa de vender, para depois proceder a uma razia.

45 + 25 + 25 + 6 + 16 = 117

É o valor que o Benfica conseguiu fazer a vender algumas das suas peças desde o início do ano. Conseguiu fazer a vender, mas não ficou com a totalidade do dinheiro, porque os fundos e as parcerias assinadas assim o fizeram:
. Rodrigo e André Gomes (45)
. Matic (25)
. Markovic (25)
. Garay (6)
. Oblak (16)

Para além disso ainda se fala nas vendas de Gaitán e Enzo (a exemplo de muitas outras), que ainda poderiam valer mais 70 milhões. Concerteza que a gestão extraordinária fará com que o dinheiro chegue para se pagar os empréstimos obrigacionistas, mas a qualidade que se perde no plantel do Benfica é por demais evidente.

60

Devia ser este o repto para o ano desportivo: atingir a marca dos 60 principais títulos nacionais para a época 2014/2015 (34 Campeonatos + 26 Taças). Espero que em Maio de 2015, os esteja a festejar, mas a ideia principal deveria esta. Mostrava várias coisas que muita gente tem comentado nos últimos dias sobre as saídas do clube. Há sempre objectivos a ganhar, mesmo depois de uma época quase perfeita, e o 60 poderia ser um desses objectivos a passar. Não há limites num clube como o Benfica.

18

Este artigo do Mais Futebol, mostra que no consulado de Jorge Jesus no Benfica (a caminho da 6ª época), o clube teve 18 defesas esquerdos (dá uma média bonita de 3 por ano), sendo que desses 18, os mínimos aceitáveis de qualidade estiveram nas figuras de Fábio Coentrão e Siqueira. É de facto extraordinário que em 6 anos, se tenha aprendido com os erros, ou então não...

(GES)tão

Oblak - Foi
Garay - Foi
Siqueira - Foi
Markovic - Foi
Rodrigo - Foi
Enzo - Irá
Gaitán - Irá

7, 7! titulares. E a contagem continua...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Época do Bes(t)!

Ainda dá para vender mais uns. Podemos jogar com os juniores. Ainda bem que não somos Campeões em título. Ou somos?


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Comunicação?

Sabes que a Comunicação do Benfica está na merda quando os adeptos do clube vão sabendo das notícias através dos Instagram dos jogadores...

segunda-feira, 7 de julho de 2014

2005; 2010 e 2014

Ganha-se, desmantela-se, desbarata-se, dá-se.

Oblak; Garay(foi vendido por menos que o Mitrovic!!!!); Markovic?; Enzo?; Gaitán

"queremos devolver o Benfica à hegemonia do futebol português", vão gozar com o caralho!

Basta, basta, basta!!!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Começou a época

E com o final do Mundial a aproximar, vai haver mais do que tempo para o folclore habitual que alimenta todos os dias a comunicação social portuguesa. Aliás, basta olhar ali para o lado e vemos a lista de nomes ventilados para vestirem o Manto Sagrado. E neste começo de época, estão aqui duas palavras que valem a pena desenvolvermos algumas coisas sobre o assunto: comunicação e Manto Sagrado.

Sobre a comunicação, faz-me um bocado de confusão como é que a comunicação do Benfica continua a ser gerida. Não é preciso ir muito longe no tempo para se ver que já nem as apresentações de jogadores são feitas pelo próprio Benfica. Os escudeiros de serviço, sentados nas suas secretárias alimentadas a trabalho precário e à espera de um ou outro telefonema, são presas fáceis para serem utilizados como mensageiros da propaganda, mediante o pagamento generoso e com a promessa de informação privilegiada, que no dia seguinte, passa a ser de toda a gente.
Não é preciso relembrar que o Record teve acesso à composição do departamento de scouting do Benfica, responsável por muitos dos jogadores que foram aparecendo nos últimos anos no clube e que deram retorno financeiro. Sabe-se bem quem foi a fonte que revelou os nomes e as fotografias das pessoas, que deveriam continuar anónimas, a executar o seu trabalho da mesma forma até então. Curiosamente, a mesma fonte ter-se-á sentido ameaçada com mais uma campanha, com mais de 7 anos, para a mandar embora do clube. Entre a espada e a parede, a fonte preferiu a espada. Só tenho pena que dentro do clube, não tenha ainda havido ninguém para empurrar a espada de vez, mas isso são contas de outro rosário.
Os jogadores que vão aparecendo a conta gotas, com o bombeiro-sugador de serviço a ir buscá-los ao aeroporto, havendo sempre meios de comunicação social no local, faz com que as fugas continuem e não haja sequer o dom de saber preservar um eventual falhanço no negócio.
Bem sei que o director de comunicação do Benfica, que vai acumulando o cargo com as suas agências de comunicação, pode não ter tempo para responder aos pedidos, mas para isso é que deve haver um departamento de comunicação pronto a intervir em situações mais complicadas. 
O mais grave até é nem sequer a Benfica TV ter o exclusivo das imagens dos jogadores e usar as de outros canais, como se de uma exibição de um troféu se tratasse.

Quanto ao Manto Sagrado, é escusado voltar a falar do que quer que seja quando no início desta semana foi apresentado o equipamento alternativo para a época 2014/2015. Para os mais esquecidos, os estatutos do clube dizem o seguinte, no Cap. II - Símbolos do Clube:

Artigo 5º
Símbolos

1. Constituem os símbolos tradicionais do SPORT LISBOA E BENFICA a águia, que simboliza a elevação das aspirações do clube, isto é, independência, autoridade e nobreza, e as cores vermelho e branco que significam a bravura e a paz, respectivamente.
2. O Clube adopta como condição primeira da sua grandeza a divisa “E Pluribus Unum” para definir a união entre todos os associados.
3. Como símbolos específicos do Clube, cuja composição e descrição constam do regulamento, existem o emblema, o estandarte, a bandeira, os galhardetes e os guiões.

Artigo 6º
Equipamentos

Nas diversas competições desportivas, os equipamentos a usar pelos atletas, técnicos e demais pessoal de apoio, devem adoptar as cores tradicionais do Clube, previstas no Artigo 5º, nº 1, sem prejuízo do uso de equipamentos alternativos, quando necessário, cuja escolha compete à Direcção.
 

Há aqui qualquer coisa que me escapa: ou sou eu que não percebo português ou a Direcção do Benfica escolheu um equipamento alternativo para esta época do Benfica que não segue os símbolos tradicionais do clube. E já há 5 anos que faz o mesmo.

A Direcção de Marketing e a Adidas deviam olhar um bocadinho que seja só para as opiniões dos adeptos, sócios e simpatizantes do Benfica. Não é preciso pesquisar muito. Há a página de Facebook do Benfica, há os blogs, há pessoas que falam umas com as outras e há depois os números das vendas, que mostram que este tipo de equipamentos alternativos fica sempre aquém do esperado, por causa do quê, mesmo? Se calhar, é por causa da cor. Mas isto sou eu a falar, ou melhor, a escrever...

Vermelho e Branco, é tão simples e é tão isto! O preto com rosa, o amarelo com azul e todos os outros equipamentos alternativos que surgiram podem ficar para 3º equipamento. Ninguém se chateia e nós ficamos contentes, porque vemos que ainda continuamos a ter um bocadinho de Benfica.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma das razões da venda de Garay (entre outras muitas razões)

Ponto 10, do Artigo 8º (Política de Investimento) do Regulamento de Gestão do Benfica Stars Fund:

" Sempre que o contrato de trabalho que um determinado atleta, relativamente ao qual o Fundo detenha direitos económicos, tenha celebrado com a Benfica SAD entre nos últimos 18 (dezoito) meses de duração, a Benfica SAD terá a obrigação de colocar o atleta em questão no mercado de transferências, por um preço a acordar entre o Fundo e a Benfica SAD."

(o negrito é meu)

Palavra do dia

Ascende.

2005; 2010; 2014

O mesmo de sempre. Os mesmos negócios "estranhos". Está vista a parceria: ganho 1, dou-te 3.

Basta!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma época notável

Quem julgava que, um ano depois, o universo benfiquista suspiraria pela não saída de Jorge Jesus?

Quem julgava que, uma ano depois, as teorias do Bayern de Munique aplicadas ao Benfica iam dar certo?

Muito poucos. E eu faço, e tenho de fazer, para manter a coerência que me tem moldado a escrita no Ndrangheta. Errámos. E errámos porque o que estava a ser feito e o que tinha sido feito na pré-época e após o final da anterior, não augurava nada de bom, no que à estratégia do clube diz respeito.

No entanto, vários factores contribuiram para que o Benfica fizesse uma das melhores épocas de sempre:
. A não saída de jogadores nucleares da equipa - mantendo a estrutura base de uma equipa que quase tinha ganho tudo
. Os golos de Cardozo no início da época, que permitiram à equipa respirar um pouco sobre a forma do jogo a adoptar
. A introdução de jogadores que vieram ainda dar mais qualidade à equipa, mas acima de tudo haver umas segundas linhas com qualidade sem afectar o rendimento da mesma
. A morte de Eusébio e Coluna, que permitiu agarrar o grupo numa vertente mais emocional, ainda por cima em semana de jogo contra o FC Porto (no caso de Eusébio)
. Um enfraquecimento do FC Porto, que com uma soberba fora do normal, caiu no erro de pensar que bastava não se esforçar muito para ganhar
. Uma estratégia de silêncio, que contribuiu para que a equipa tivesse a calma e segurança necessária para abordar os diferentes jogos
. A própria atitude de Jorge Jesus, que olhando finalmente para o grupo todo e não apenas para alguns, conseguiu ganahr todas as batalhas dentro e fora do clube
. E o próprio risco de Luís Filipe Vieira, que contra tudo e contra todos, arriscou em manter o treinador e ganhou

Esta época do Benfica é realmente para ficar na história. Cabe agora tentar todos os anos repetir e melhorar aquilo que foi feito. É esse o sentimento, é essa a História, são esses os valores do Sport Lisboa e Benfica.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Concurso de Verão

Com tempo, farei a minha crónica de uma época notável do nosso clube.
Para já, e como já entrámos na silly season, ali do lado direito, vai estar um coluna com a contagem dos jogadores que vão sendo apontados ao Benfica durante o defeso. Espero que o espaço chegue...