sexta-feira, 1 de agosto de 2014

E o Bi aqui tão perto... (I)

As pré-épocas são sempre assim: estados de alma, consoante o resultado prévio e o que pode vir do futuro. E se o resultado prévio é do melhor que se podia ter exigido a uma época do Benfica, o que pode vir do futuro é precisamente o mesmo que se tem passado em épocas anteriores, onde o planeamento da época tem de ter sempre uns tiros para animar as coisas.

Este ano, e após o Benfica ter feito uma excelente campanha nacional e internacional, era normal que as principais peças do plantel tivessem o Mundo a seus pés. O Mundo e o dinheiro que os faz mover e declarar amor e paixão ao clube até que chegue o próximo cheque chorudo respeitante a uma assinatura.

É óbvio que jogar contra os Aroucas e Paços de Ferreira desta vida, nos seus campos datados de 1980, onde as condições continuam a ser as mesmas de há 30 anos, não têm comparação com os estádios ingleses ou espanhóis, que apesar de terem a mesma idade e nalguns casos até mais, estão sempre cheios, porque as pessoas lá, gostam mesmo é de futebol.

Mas isso devia fazer parte da lógica sustentada do Benfica: tentar manter os melhores o maior tempo possível, completando com segundas linhas interessantes e de futuro retorno financeiro e com a formação a dar o suporte final a plantéis equilibrados e competitivos que possibilitem o clube voltar a fazer o mesmo brilharete da época passada a nível nacional e continuar a a enaltecer o nome da instituição a nível europeu.

Para além disso, e depois da época passada, com o descalabro do FC Porto (principal vencedor das últimas décadas), o Benfica deveria ter seguido a tal política sustentada de aposta num determinado número de jogadores, para que a conquista do bi-campeonato fosse efectivamente o principal objectivo da época que faça com que a "tal" hegemonia começasse a mudar de mãos.

Uma conquista do bi-campeonato por parte do Benfica, a continuada aposta e sustentação da BTV na transmissão dos jogos e no desenvolvimento de novos conteúdos agregadores de espectadores era um passo de gigante para a mudança de paradigma do futebol português e seria o verdadeiro ponto de partida para a tão esperada revolução no futebol português.

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