terça-feira, 5 de agosto de 2014

E o BI aqui tão perto... (III)

Voltando a 2010/2011, é fácil de depreender o que se passou. Muita euforia assente num futebol espectacular do Benfica na prímeira época de Jesus, que mesmo assim (de tão espectacular) só foi conseguido na última jornada, pelo suspeito do costume, que ontem nos disse adeus.

Fazendo o mesmo exercício do ano após Trapattoni, o Benfica do segundo ano de Jesus fez as seguintes aquisições: Gaitán, Fábio Faria, Jara, Roberto, Oblak, Salvio (por empréstimo), Jardel, Jose Luis Fernandez, Carole, Rodrigo e Élvis.

Olhando para a mesma lógica temos o seguinte:
  • Gaitán (contratado para o lugar de Di Maria por 8 milhões de euros ao Boca Juniors, ainda pertence aos quadros do Benfica e poderá ser considerado como um dos últimos moicanos, ou mesmo, dos últimos resistentes)
  • Fábio Faria (foi contratado ao Rio Ave, para voltar a ser emprestado ao mesmo clube, sem nunca se ter afirmado na Luz, nem a central, nem na esquerda. Um problema cardíaco fê-lo retirar-se do futebol profissional)
  • Franco Jara (anda há 4 anos a tentar ganhar um lugar no clube, entre sucessivos empréstimos. Custou 5,5 milhões de euros)
  • Roberto (É mesmo preciso contar a história do guarda-redes espanhol?)
  • Oblak (contratado com 17 anos, veio para jogar na equipa de juniores e depois na equipa A. Após dois empréstimos, voltou a Lisboa, mas não era opção para a baliza, porque Jesus preferia Artur. Após a lesão do mesmo, Oblak agarrou a titularidade e nunca mais a largou, mostrando ser aquilo que a maioria das pessoas sabia, menos o treinador do clube, que veio admitir este fim-de-semana a sua faceta de troca-tintas sobre um guarda-redes que no início da época não servia, mas que quando saiu, já se sabia que tinha de se substituir. Rendeu 16 milhões de euros ao Benfica)
  • Salvio (veio por empréstimo de uma época do At. Madrid, assumindo-se como uma mais-valia. Novamente, o discurso de não haver dinheiro fez o argentino voltar a Madrid, para duas épocas depois, o Benfica gastar dinheiro na sua aquisição sem se saber o valor. Pertence actualmente ao Benfica)
  • Jardel (contratado a meio da época à Olhanense, para colmatar a saída de meio da época de David Luiz para o Chelsea, tendo sido uma segunda linha de alguma qualidade. Não muita, mas alguma.)
  • Jose Luis Fernandez (o pino que qualquer treinador gostava de ter. Só pode ser essa a razão para a sua contratação)
  • Carole (mais um da infinidade de defesas esquerdos que passou pela Luz no consulado JJ. Mais um que saiu sem brilho)
  • Rodrigo (Envolvido no negócio Di Maria, na própria época que veio foi empretado para Ingalterra. Só na última época explodiu finalmente e viu um fundo gerido por Peter Lim dar 30 milhões por ele em Janeiro último)
  • Élvis (quem???)

De todos estes reforços, o planeamento estratégico do Benfica não conseguiu arranjar um substituto para aquele que tinha sido o verdadeiro pêndulo da época do campeonato: Ramires.
Conseguiu arranjar alternativas sólidas nalgumas posições que não tinha, como Gaitán, Salvio e Rodrigo, assim como a descoberta de Oblak.
Mas a estratégia desportiva do Benfica foi tão boa, tão boa, que a cagança que houve no período entre o final do campeonato ganho e o início da época contra um FC Porto de um Villas-Boas seria a "cereja no topo do bolo".

Aliás, para esse espaço temporal, aqui no Ndrangheta conseguimos perder tempo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Não vale a pena voltar a repeti-lo. Quem quiser, que perca o seu tempo.

O que agora nos leva a 2014/2015...

1 comentário:

luis disse...

O quinto acto tens uma caixa de comentários fervorosa. Tem o insubstituível "manel qualquer" e uma troca de galhardetes engraçada ;)
-valeu a pena repetir a leitura.

"...só conta os que cá estiverem para defenderem os interesses...mas qual interesses, eis a questão !!!"

Benfica Todos Tempos