quinta-feira, 14 de junho de 2007

Não seja por isso...

Para já, porque não acho de bom tom, em tão pouco espaço insultar as mentes mais fechadas e recíprocas que muitas vezes se babam sempre que há uma referência ao Porto (clube ou cidade).

Depois, porque para variar, todo o Mundo do Futebol, ao melhor estilo da Calábria, fez mais e melhor por Adriano Pinto do que o nosso Ndrangheta.

Desde Dias Ferreira, passando por Fernando Seara, Guilherme de Aguiar, todos os personagens insolentes que nos tentam passar estados de insanidade mental fizeram crer que Adriano Pinto lutou bravamente contra o sistema imperialista de Lisboa e fez da "sua" Associação uma das mais poderosas.

Mas tudo tem um fim, e não é por acaso que as imagens do funeral do ex-Presidente da Associação de Futebol do Porto foi digno de um episódio dos Sopranos. De Pinto da Costa a Reinaldo Teles, Adelino Caldeira e outros que mais, a parecença com o episódio em que Jackie Aprile é enterrado, em nada fica a dever a este momento no Porto.

Adriano Pinto foi uma das figuras mais emblemáticas do que se pode chamar "sistema" no futebol português. Apesar de trabalhar na sombra, era ele que ordenava as coisas e decidia por ele e pelas outras associações de futebol do país. Era o rosto daquilo a que Maria José Morgado já começou a ver e mandar cá para fora. Com a sua morte, fico convencido que uma boa parte desses problemas poderá ficar resolvido, ou então, entendamos como uma etapa do fim de um ciclo, que está para bem próximo.

No entanto, Lourenço Pinto é um nome que não agrada. Porque a questão das hierarquias continuar a mandar, ao bom estilo siciliano. Não é de admirar ver sempre as mesmas caras. As caras que poluem o futebol português há mais de 20 anos e que continuam impunes.

Não tinha nada contra a pessoa em si, mas a notícia da morte de Adriano Pinto a semana passada, confesso que foi uma situação que me agradou...

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