quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bom, bom era o Scolari...

Esse sim é que era bom, com ou sem a ajuda da santa...

Confesso que não vi o jogo. Apenas o resumo. Acompanhei os últimos 20 minutos via rádio e o que ouvia apenas servia para reforçar as minhas ideias.
Não simpatizo nem nunca simpatizei com Scolari. Apesar de ter colocado Portugal nas bocas do mundo e de apelar ao sentido nacional, o brasileiro (para mim) nunca foi capaz de disfarçar as enormes incapacidades que detinha e detém e que mais à frente veremos na Premier League.
Não simpatizo com Carlos Queiróz. A única altura em que simpatizei com Carlos Queiroz data de 1994, quando se lembrou de retirar Paulo Torres ao intervalo do jogo com o Benfica para colocar lá Paulo Sousa e aí, Toni (esse mesmo que é velho e caduco) aproveitou para canalizar o jogo através de Paneira e chegar aos 6-3 que nos deu o título.
No entanto, vejo capacidades no professor para revitalizar uma área onde Scolari falhou redondamente: a formação.

Porque o que se vê agora é o resultado de uma transição mal feita em 6 anos. Não fomos capazes de criar bases como a Espanha (por exemplo) para que o fim de figuras como Rui Costa, Figo ou João Pinto fossem substituídos com rigor e com a mesma qualidade. Esse sim, é um dos maiores problemas.

Empatar com a Albânia em casa é o mesmo ou pior do que empatar com o Liechtenstein fora (tal como Scolari fez). Esta crítica que agora começa a cair em cima da Selecção só porque o treinador não diz piadas na conferência de imprensa ou não exulta as pessoas a colocarem a bandeirinha não é significado para que se peça o retorno do gaúcho.

Esse é um dos nossos maiores males. Não ganhámos nada, mas pensamos que podemos sempre ganhar tudo, quando as condições não existem. Deixem a qualificação acabar e depois podem-se fazer as comparações que quiserem...

P.S. A capa d'A Bola de hoje em nada priveligia o jornalismo. Digamos até que para quem dizia que Scolari não era protegido pela imprensa, tem aí a sua resposta. O jornalismo desportivo português bateu no fundo há muito, mas hoje passa os limites da racionalidade...

7 comentários:

RA disse...

"Não simpatizo com Carlos Queiróz. A única altura em que simpatizei com Carlos Queiroz data de 1994, quando se lembrou de retirar Paulo Torres ao intervalo do jogo com o Benfica para colocar lá Paulo Sousa"

opá....

















HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

José Costa disse...

Mister D, não foi o Paulo Sousa, foi o Pacheco!

Anónimo disse...

foi o paulo torres foi

Cosimo Damiano disse...

Nem um nem outro... deixou o flanco esquerdo para o Capucho.
Só isso define um treinador. O homem é fraquinho. Como organizador, planeador, promotor do Cavaco... servirá. Para seleccionador nacional não.

Um pormenor:
Alguém me explique como é possível que se jogue 270 minutos com uma
nulidade tipo Hugo Almeida.
Agora que começa o aperto já sabemos quem vai ser chamado para salvar a honra do convento. O nosso capitão. É queimado desta forma desde 2000. Mas eu não vou deixar esquecer estes 270 minutos...

Anónimo disse...

tenho a certeza absoluta k ele tirou o lateral esquerdo paulo torres ao intervalo e foi por ai k paneira passeou a sua classe.

Cosimo Damiano disse...

Tirou o Torres e deixou todo o flanco ao Capucho.
Não há qualquer dúvida em relação a isso.

RA disse...

Em último caso vou ver a minha VHS que veio com o Público! :)

no memoriagloriosa.blogspot.com também há-de estar esse vídeo...