terça-feira, 21 de novembro de 2006

O que será?

Portugal é um país estranho. Demasiado estranho, até.
Uma carta anónima entregue na Polícia Judiciária gera, aparentemente, processos crime. Assim foi no apito dourado (em vez de carta, foi denúncia...), assim é no "Sporting Gate". Mas quem terá escrito a carta? Alguém da SAD leonina? Alguém da SAD benfiquista? A mulher de João Pinto? O próprio João Pinto? Ou outrém, também interessado no processo?
Vamos por partes. Quem tem mais a perder?
Objectivamente, o Sporting. Perante uma massa associativa exigente, teria de explicar como é que paga mais de 700 mil contos por uma transferência anunciada a preço zero. E, acima de tudo, porque é que paga a uma off-shore, sem requerer a anexação da Procuração, que, para quem não sabe, legitima a intervenção em nome da empresa off shore.
Sucede, como bem sabem os dirigentes leoninos, João Pinto e o denunciante, que se não aparecer a procuração, o processo crime cai ... não por não ter havido crime, mas porque não se prova qual o agente.
Ademais,
Para haver burla, tem de haver burlado. Quem terá sido no presente? O Sporting, que pagou e assume que pagou, não foi por certo... Além de que, ao não tomar em devida conta a representação da empresa, quase que comparticipou...
Sucede, porém, que o Sporting não actuou com ligeireza. Se tal fosse verdade, seria uma vergonha para a "alta finança" deste país... Então, se sabe quem representava a empresa, ou se tem provas, fica resolvido o assunto. Pior é se o burlado, que tudo aponta que tenha sido João Pinto, vem contar outra história...
Como disse Duque: "que se investigue..."

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