quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Como se fazem as coisas

Um presidente de um clube ou um empresário com poder chega perto de um Director de Jornal e diz:

"- Tenho aqui um jogador que está prestes a ser português e tem algum valor! Necessito de o vender por mais dinheiro e como tal, ele tem de ser internacional
nossa Selecção! Faça o que for necessário! Recebo eu, recebe você e recebe o jornalista, se ele se portar bem!"

O Director do Jornal vai ter com o jornalista e coloca-lhe a mesma questão, referindo o facto do pagamento adicional ao salário mensal que recebe.
Assim sendo, e num jogo sem qualquer sem polémica, o jornalista encarregado da pergunta faz a dita e abre-se uma janela para uma polémica, porque sem "sangue", não há vendas!

O assunto arrasta-se e arrasta-se por tempos indeterminados, sempre na procura de uma opinião do jogador, do presidente do clube, do seleccionador, de todos os intervenientes, inclusivé de quem não tem palavra na matéria como muitos paineleiros que andam para aí.

O jogador está naturalizado, é convocado, joga 5 minutos e consegue a sua primeira internacionalização. Resultado: inflação de pelo menos mais 20% no preço final de transferência inicial.

Ganha o Presidente, ganha o Director de Jornal que lançou a notícia cá para fora e ganha o jornalista que fez a pergunta. Multipliquemos isso agora por todos os directores de jornais desportivos e por cada jornalista que fez a pergunta.

Foi assim com Deco! Será assim com Pepe?

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