domingo, 3 de dezembro de 2006

Ser da casa

Carlos Garcia era, até esta semana, responsável pela acessoria de imprensa do Benfica. Era ele que fazia a ligação entre a imprensa e o plantel do Benfica, contribuindo muitas vezes para anular alguma fuga de informação e para proteger o plantel. Também era benfiquista e lamentava-se de ter saudades de ver os jogos que o Glorioso disputava fora sentado no sofá, em casa, a beber uma cervejinha.

No último domingo, Carlos Garcia ia ter a sua folga, como tinha também o plantel. Entretanto, apareceu uma acção promocional para um jogador do clube, e a única pessoa que "tinha" de estar disponível era ele, uma vez que não havia mais ninguém das Relações Públicas para tal.

Carlos Garcia recusou-se a ir à acção promocional porque estava de folga e já tinha situações combinadas. Lourenço Pereira Coelho não gostou e foi fazer "queixas" a Luís Filipe Vieira. Resultado: Carlos Garcia foi afastado das suas funções e saíu do Benfica!

Várias notas sobre o assunto:
1º Existem mais pessoas para estarem com os jogadores do plantel do que apenas o responsável da imprensa.
2º Existem departamentos de Relações Públicas e de Comunicação na SAD do Benfica que poderiam ter pessoas para acompanhar os jogadores em acções de promoção.
3º A mesquinhez também existe em cargos de responsabilidade elevada, como o de Lourenço Pereira Coelho.
4º Carlos Garcia dedicou muito da sua vida pessoal ao Benfica e à sua SAD, pelo que não deveria ter havido este tipo de comportamento.
5º Está mais do que visto que uma pessoa que é do Benfica, que sente o Benfica, que trabalha pelo Benfica e que gosta do Benfica, não pode trabalhar no Benfica.
6º Se for do FC Porto, como é José Veiga, ou do Sporting, como é Cunha Vaz, já pode trabalhar no Benfica, porque é profissional. O problema é que o profissionalismo tem de se fazer ver e valer e isso esses senhores não sabem, bem como a corja que têm dentro do Benfica.

Ser da casa é ser do compadrio. Não é ser do Benfica...

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