quinta-feira, 26 de julho de 2007

Uma questão de coerência

Luís Filipe Vieira disse no dia 12 de Julho a Judite de Sousa no programa "Grande Entrevista" que os jogadores mais cobiçados do Benfica tinham cláusulas de rescisão e que só pelos valores das respectivas cláusulas é que os respectivos jogadores saíam do clube.
Questionado sobre o valor de Simão, LFV foi peremptório:"25 milhões de euros!".

Se se confirmar a transferência de Simão Sabrosa para o Atlético de Madrid por 20 milhões de euros e pelo direito de preferência por dois jogadores do mesmo clube, vemos que o Benfica sai lesado na operação.

Não ponho em causa a vontade de Simão de ter querido saído de um clube que sempre o tratou bem e que ele sempre tratou bem o clube que o soube acolher em Portugal, depois de uma experiência falhada em Barcelona.

No entanto, só vejo neste momento dois jogadores do Atlético de Madrid que possam corresponder ao interesse do Benfica e que preencham os requisitos mínimos para envergar tamanho manto sagrado: Zé Castro e Maxi Rodriguéz.

Logicamente que os dois juntos valem muito mais do que os 5 milhões de euros que faltam para juntar aos 20 já mencionados. E também estou a ver o Atlético de Madrid a negar essa pretensão.

A coerência de LFV ficou uma vez mais provada.

P.S. A questão do "direito de preferência" é um termo que fica bem. Aliás, fica sempre bem. Só para os mais esquecidos, quando Geovanni foi "vendido" (dado) ao Cruzeiro, o SLB tinha "direito de preferência" sobre jogadores do Cruzeiro. Por isso, Eliézio e agora Gladstone vieram para Portugal, mas não ficaram nem no Seixal nem na Luz. Ao menos que usem agora o direito de preferência e vão buscar Kerlon. Porque para ter um Costinha ou um Pablo, dispenso...

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