Quando o Benfica de Fernando Santos recebeu o Porto, estava a um ponto de distância e tinha tudo para, ganhando, ser campeão. Entrou a medo, concedeu o domínio de jogo ao adversário e quando tentou ser feliz, já estava a levar uma batata no saco.
Poucos dias depois, na Catalunha, o Engenheiro lembrou-se de atirar João Coimbra às feras - quem sabe se não o queimou para sempre...-, preterindo o "pequeno bombardeiro". Quando acordou, já levava outras três... num instante o génio do italiano apareceu e reduziu a vantagem para um golo. Quando faltavam 15 minutos para o fim da partida, com o resultado desfavorável, estes olhos que a terra há-de comer viram o Engenheiro a mandar Rui Costa acalmar, porque o resultado estava feito. No jogo da Luz, a sorte nada quis com o Engenheiro. Pudera, a sorte, dizem, protege os audazes...
O Engenheiro, nas três vezes que treinou os grandes, provou três coisas:
1 - que, certamente, percebe mais de engenharia do que de futebol (o que não significa que perceba muito de engenharia...);
2 - que não bebe vinho do Porto (sim, daquele que dá audácia aos tímidos...);
3 - que não tem estaleca para aguentar o balneário e a pressão de um grande (os meus amigos andrades ainda estão para perceber como é que o Engenheiro não foi campeão com o Jardel...).
Agora, que foi (e bem!) despedido do Benfica, surjem as carpideiras do regime num elogio lúgrubre. Eu até nem queria bater muito no ceguinho. Mas pôs-se a jeito!
No GLORIOSO, teve todas as oportunidades. Até a de preparar uma época à sua medida, quando todo o terceiro anel estava exausto do ar pesaroso da própria vítima. Agora choram? Pois que o façam!
Selecção Nacional? Foda-se! Antes a petulância do Manuel José!
Benfica? Foda-se a duplicar! Só se for quando lá se deslocar acompanhado do grande amigo Jorge Nuno...
NB - O Rui Costa, na abordagem ao trabalho do Engenheiro, tem sido um cavalheiro. Um verdadeiro cavalheiro. Mesmo depois do Engenheiro ter proposto, no fim da época passada, a sua reforma...
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