domingo, 23 de setembro de 2007

Uma questão de extremos

Um clube como o Benfica não pode jogar para empatar! Isso é claro como água e quem diga o contrário não merece ser adepto do clube.

Ainda para mais, um clube que joga para empatar, arrisca-se mais a perder do que a ganhar.

Camacho surpreendeu em Braga com a chamada de Gilles, o tal que ia para o Estrela e que acabou na Luz. Acabou bem, embora que um pouco limitado de técnica, não deslumbrou, mas cumpriu e bem. Não fosse o altruísmo de Paulo Costa e o camaronês tinha saído com uma exibição imaculada na cidade dos Arcebispos.

Há casos crónicos nesta equipa do Benfica e que começam curiosamente na escolha dos extremos. A um extremo pede-se explosão, velocidade e repentismo, para além de uma boa dose de imprevisibilidade. Características que Maximiliano Pereira não tem de todo, comprovando ser uma escolha errada no lado direito do ataque do Benfica.

O que mais me custou de ver no Benfica em Braga são as inconstantes exibições da equipa. Se na Luz entra com vontade de ganhar, nos outros campos, a motivação e a vontade têm de ser as mesmas. E isso não aconteceu claramente hoje.

O treinador do Benfica é claramente lento a ler o jogo, para além de não gostar de arriscar. Pode ter carisma, umas frases bonitas para alegrar a massa associativa, mas no banco limita-se a fazer troca por troca e o risco que devia tomar, não o toma.

Com o empate em Braga e a clara manutenção do resultado, só resta um caminho a José António Camacho que é o de arriscar. Se com um plantel em posições mais bem apetrechado do que a primeira passagem por Portugal, o espanhol tem de arriscar mais no jogo da próxima semana contra o Sporting, caso contrário, a corda há-de começar a roer...

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