Hoje, ao fim da tarde, parto para Sul. De férias.
Entretanto, aproveitando um domingo, fui a Galapinhos, tomar uns retemperadores banho de mar.
Observei a inerte Arrábida, mãe de todas as Serras, que, tão bem, Sebastião da Gama promoveu a "Serra Mãe". A paisagem, apesar do mal dos homens, continua a ser a mesma de sempre: única e arrebatadora. Aproveitei para passear à beira mar - a única forma de reencontrar o início - observando as mesmas rochas que, em pequeno, dominei com destreza.
Na verdade, sob o olhar cândido do meu avô e a complacência do meu pai, percorri os primeiros passos nessas pedras - agora rochas. Imaginei que a ausência pudesse ser compensada na recordação, mas, silenciado pela realidade, percebi que não são só as rochas que não resistem ao tempo:
é que se ainda fosse menino, não tinha de, para esconder as lágrimas, ter entrado na água. E isso, definindo a idade, define a descrença no reencontro. Só lamento ter escondido. Ainda para mais, na água...
PS - No fim do mês, cá estarei outra vez...
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