segunda-feira, 8 de agosto de 2005

A incerteza permanente de mandar areia para os olhos...

Com mais de 90% de votos em 2003, Luis Filipe Vieira foi eleito Presidente do Benfica.

Com uma gestão considerada "exemplar" (por outros, naturalmente...) no Alverca, assumiu o risco de dirigir o maior clube português e levá-lo a uma conquista de um campeonato que fugia há algum tempo.

Apostou em José Veiga, conhecido Dragão de Ouro, ex-empresário de futebol e criador de negócios como a ida de Figo para Madrid, Jardel para Alvalade e outros...

José Veiga apostou em criar condições para que o Benfica pudesse chegar a tão almejado título.

No entanto, a maior aposta foi em Trapattoni (bem melhor que Camacho) e no esqueleto de uma equipa que tinha ganho a um FC Porto pré-Campeão Europeu.

Demais, os reforços foram anedóticos para uma equipa como o Benfica: Paulo Almeida ("recomendado" por Camacho), Rodolfo Lima, Manu, Zé Rui, Amoreirinha e Yannick (todos do Alverca), o regresso de Bruno Aguiar, e para completar o anedótico período, Karadas e Everson.

Destes todos, apenas Bruno Aguiar está no plantel do Benfica para esta época, que já conheceu as entradas de Beto, Anderson, Karyaka e Leo. Jogadores que não sendo foras-de-série, complementam mais a equipa-tipo do Benfica.

Se juntarmos a tudo isto, a dispensa de Sokota e o lítigio de Miguel, vemos que a impunidade destes dois senhores continua alta, uma vez que conquistaram o título, se bem que muito a custo do treinador italiano.

Este ano, a rábula prende-se com o ponta-de-lança. Ronald Koeman prefere actuar só com um avançado estático e para isso necessita de um jogador com as características de Koller (alto, forte e que prenda os defesas).

De todos os nomes ventilados, a direcção encarnada recusou ou não fez nenhum comentário, o que até abona em sua defesa, mas a espera asfixiante que provoca no TREINADOR e nos adeptos é constrangedora.

Argumentar que tem de haver respeito pelos atletas campeões, que as pessoas vão-se admirar com atletas que provavelmente não virão e a juntar a tudo isso, uma irresponsabilidade gritante na gestão da comunicação quando há uma Central de Comunicação a gerir esse Departamento torna de facto as coisas incoerentes.

Por isso mesmo, sou como S.Tomé e só quando vir quem é ou quem são as pessoas, se poderá emitir uma opinião. Até lá....

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