quarta-feira, 9 de novembro de 2005

O planeta (azul e) branco

Miguel Sousa Tavares apelida aqueles que lêem e comentam as suas crónicas de "trogloditas". Para além de ser um termo pouco simpático e próprio de quem se julga uma mente superior, é bastante evidente que a crítica não é aceite.

Sendo assim, apenas deixo um trecho da sua crónica ontem n'A Bola:
"A primeira questão tem que ver com o segundo golo do Rio Ave, julgado offside pela generalidade da crítica, pois que, quando a bola é cruzada para a área do Benfica, Gaúcho, que estava deslocado, vai passá-la a Chidi, que faz o golo. Se o lance se tem passado assim, não há dúvida de que há offside. Mas, se bem vi e julgo que sim, há uma diferença, que faz toda a diferença: quando a bola é cruzada, Chidi está em jogo e Gaúcho está, de facto, adiantado. Mas a bola não vai para Gaúcho e sim para Chidi, que depois a passa àquele, que entretanto já estava em posição correcta. Gaúcho devolve a seguir a Chidi, que faz o golo. Ou seja: enquanto está deslocado, Gaúcho não tem interferência alguma na jogada, e quando a tem, já está em posição correcta. Deve ou não considerar-se que tirou vantagem da posição inicial?"

Tendo em conta que o último livro do advogado/jornalista se chama "O Planeta Branco" e se enquadra no segmento infanto-juvenil, certamente a influência dos contos de fadas está a atormentar-lhe o espírito...

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