Contrariando (mais uma vez) o meu companheiro de blog, o futebol é simples, mas não é tanto. Há sempre uma Lei de Murphy que contraria isso e a prova evidente é a de que quem tanto vociferou contra o "sistema" também é beneficiado pelo mesmo. Ironias do destino!
Mas o post não é para falar de arbitragens, mas sim dos verdadeiros artistas, porque os de preto, amarelo e verde são artistas quando lhes interessa.
Vem a este caso a teoria dos jogadores todo-o-terreno que José Mourinho tanto sabe usar no seu Chelsea com Essien e Cole e Pellegrini faz no Villareal com Juan Pablo Sorin.
O argentino passou despercebido durante vários anos no Cruzeiro do Brasil, com empréstimos sucessivos a clubes europeus, até estagnar na pequena vila da comunidade valenciana.
A sua polivalência faz com que na Selecção Argentina e no Villareal desempenhe diversos papéis com a mesma eficácia, apesar da deficiência evidente em jogar com o pé direito. A sua actuação na Luz, na passada quarta-feira fez-me presenciar ao vivo aquilo que já tinha visto na televisão: sentido táctico irrepreensível, antecipação de jogadas, defesa agressiva e ataque continuado e estratégicamente pensado.
Sorin é um dos tais: Na direita, na esquerda, no centro, na defesa ou no meio-campo, a performance é sempre igual.
Há poucos jogadores como Sorin, e só se podem orgulhar aqueles que têm o privilégio de jogar com pessoas que são profissionais até ao fim.
Por falar em fim, Kieron Dyer pode ver a sua carreira chegar ao ponto terminal. Dyer era outro dos mesmos, à direita, ao centro ou ao meio, Dyer desenvolvia jogadas geniais que permitiram a Shearer marcar muitos dos golos que ostenta em Inglaterra...
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