terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A história das cebolas

Imaginemos que existe um conjunto de empresários que detém os passes de dois jogadores uruguaios. Um é jogador do Sp.Cristal, esse portento do futebol sul-americano e o outro está no Paris SG sem jogar. Surge a possibilidade de se valorizarem, indo para um grande clube europeu, que disputa nomeadamente a Champions League. O conjunto de empresários não se faz rogado e assim, consegue colocar os dois jogadores no dito clube. Fazendo bem as contas, um é um razoável jogador e o outro um medíocre jogador. O razoável jogador assina um contrato com a duração de um ano, na condição de emprestado, tendo em vista ou a execução do contrato ou a venda do passe para outro clube. O jogador medíocre assina um contrato com a duração de 5 anos.

Entretanto, já tinha chegado um treinador e a ideia passa pela valorização dos dois activos (que nome tão bonito para jogadores da bola) ao serviço do clube. Um para ser reconhecido e contratado, o outro para ser vendido. Ao fim de um tempo, o razoável jogador consegue convencer alguns de que afinal tem uma margem de progressão ainda possível de melhorar (afinal tem só 21 anos) e o outro confirma a sua mediocridade.

O conjunto de empresários, ávidos de quererem rentabilizar os jogadores, começam a fazer exigências, nomeadamente no caso do jogador razoável. Estipulam um preço mínimo, que muitos consideram exagerado. Mas também só compra quem quer estar disposto a pagar.

Surge o final da época e o jogador razoável procura outras paragens, ficando o jogador medíocre.

Chega um treinador novo e começa a avaliar o plantel que tem à sua disposição. Olha para o jogador medíocre e vê que o mesmo não tem espaço para estar no plantel. Ou é emprestado, ou é vendido, ou é dispensado. Se for emprestado, pode voltar ao país de origem. Se for vendido, é complicado porque não sei que irá comprar tal jogador. Se for dispensado, tem de se dar a indemnização respectiva. Uma indemnização que custará 4 anos de salários + prémios.

Quem fica a ganhar? Quem tem a comissão sobre o jogador, porque assim ganha sempre de duas maneiras. Sobre o jogador razoável e sobre o jogador medíocre.

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência...

7 comentários:

Pedro disse...

Pois...o q vale é q temos lá alguem q não negoceia com empresários e q não sei q mais...

Francis disse...

mas não foi sempre assim ?

Mister D disse...

E é bom ser assim? Dar indemnizações chorudas a quem não as merece??

E já agora, porque é que tem de ser no Benfica? Não há mais clubes onde fazer isso??

van_basten disse...

mas isto foi assim neste caso pq se tem um plantel para jogar num sistema tactico que um treinador gosta e depois passado uma jornada despede-se um treinador e contrata-se outro que nao tem capacidade para por uma ekipa a jogar em 1442 losangulo e precisa-se contratar jogadores a pressa para tentar remediar a situação. nakela altura ou nao se mudava de treinador ou entao contratava-se um treinador bom tacticamente.

Giuseppe Morabito disse...

Ou então não se fazem contratos de 5 anos com jogadores medíocres.. que venham a experiência com um ano de empréstimo mas com uma cláusula do real valor do jogador em vez de 5 milhões na opção de compra.. afinal é o Benfica que ajuda a valorizar o jogador.. que achas ?

van_basten disse...

mas axo k nem 5 milhoes tem a clausula axo k nem clausula há... o k é melhor para os empresarios pq se ele vingar ou pagas o k kero ou entao adeus e obrigado por me fazeres tripicar o valor deste marmelo(rodriguez)

Giuseppe Morabito disse...

Todos os jogadores emprestados ao Benfica têm cláusula de opção de 5 milhões, mas os que não prestam não aparecem emprestados mas comprados e neste caso por 2 milhões com 5 anos de contrato ( e foram 2 em vez de um - André Diaz e Maxi Pereira - 2 milhões cada), logo existe uma promiscuidade entre a gestão desportiva e os negócios privados dos empresários.