Só em Portugal é que existe o complexo da idade e faz-me confusão, porque pela Europa fora muito clubes renovam e fazem contratos com jogadores experientes. Paulo Ferreira renovou por mais 5 anos com o Chelsea e ficará por lá até aos 34 anos.
Aqui em portugal existe sempre a dúvida de renovar contrato com jogadores com mais de 30 anos mesmo que sejam titulares indiscutíveis (algo que o P. Ferreira não é) principalmente se não forem indiscutíveis.
O Benfica têm em mãos a situação de Léo, jogador indiscutível e empurrou um outro para fora do Benfica que nunca permitiu que lhe roubasse o lugar, mas existe o preconceito da idade, sendo que preferimos sempre jogadores inexperientes e jovens, talvez porque se vendem mais facilmente e por valores superiores em vez de manter a estabilidade de jogadores que ainda podem dar muito ao Benfica tal como o Rui que aos 36 anos (irá faze-los no mês que vem) parece jogar com a alma e o corpo de um miudo de 20, nunca pensando que são os experientes que permitem que não falhemos nos momentos cruciais ou que provocam infantilidades no estilo de jogo muito vezes mais bonito que eficaz.
A capacidade física terá de ser obviamente avaliada mas um jogador não se limita a isso, pois se assim fosse o Figo, o Patrick Vieira, Materazzi, Maldini, Nesta, Inzaghi, NedVed, Del Piero, Van Nistelrooy, Cannavaro, Thierry Henry e Thuram só para dar alguns exemplos nunca seriam titulares ou renovariam pelos seus clubes com a avançada idade, sendo que ao nosso nível teremos os nossos jogadores tal como Léo, Rui Costa, Nuno Gomes, Quim e Petit jogadores em final de carreira mas que deverão sempre jogar até que com calma e serenidade seja encontrado um substituto a altura, com algum tempo de Benfica, que não jogue regularmente mas que tenha a noção que estará a evoluir até que se tornará indiscutível tal como Kaká se tornou no lugar de Rui Costa.
A esta renovação lenta chama-se política de formação, estratégia na conjunção das camadas jovens com o plantel principal.
Este fim de semana Pele jogou a titular pelo Inter de Milão no lugar de Patrick Vieira, sendo que efetuou uma boa partida e sabe que tem um jogador da sua frente que não será titular para toda a vida, e terá de aprender com ele tal como o clube deverá preparar a sua substituição ao longo da temporada (esta e a próxima) é a penas mais um exemplo do fundamental dentro de uma estratégia, em que nunca se deve vender sem ter um jogador preparado para o substituir, tal como aconteceu com as vendas de Manuel Fernandes, Simão e Ricardo Rocha no ano passado que foram vendidos sem existir jogadores no plantel preparados para o substituir e esperando-se que um jogador que chega a velocidade cósmica seja milagreiro.
Só mesmo em Portugal...
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