segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Benfica!

Enquanto aguardo por vos contar outros episódios da recheada visita ao Porto, vai um pequeno comentário ao jogo.
O Porto, embora sem perigo de maior, dominou os primeiros 20 minutos de jogo. Tal como lhe competia, tentou sufocar o Benfica no meio campo, partindo, depois, para a ofensiva com 5 homens.
Durante esse período, Luisão, Anderson e Petit foram enormes, bloqueando, no momento certo, todas as triangulações, com cortes entusiasmantes.
Daí para a frente, foi tudo nosso!
A segunda parte foi vertiginosa. Primeiro o golo de Nuno Gomes, depois o domínio do meio campo, com um Karyaka absolutamente espectacular e Geovanni com um rigor táctico surpreendente. De seguida, o segundo golo de Nuno Gomes que, além de matar o jogo, quase me mandava para o Hospital de S. João...
Até ao fim do jogo, as claques do Glorioso trataram do resto. Desde olés a cânticos de guerra, passando pelo "campeões, campeões, nós somos campeões", de tudo se ouviu, sem resposta dos incrédulos adeptos azuis e brancos.
Entretanto, a confirmação daquilo que desconfiava há muitos anos: o Benfica levou ao Porto cerca de 35000 adeptos, que, com medo, se disfarçam de adeptos do Porto. A prova? As palavras de Co no fim do jogo foram elucidativas...
Por fim, a dupla tentativa de homicídio a Nuno Gomes, por parte de um sujeito chamado Bruno Alves. Luisão, que foi um assombro, imediatamente se abraçou ao colega de profissão, impedindo qualquer jogador benfiquista de reagir a quente, evitando, quem sabe, cenas dignas de um Western. Ao cabo e ao resto, quem sabe se a situação não foi planeada?
Quanto a essa matéria, sempre se dirá que Bruno Alves deve ser punido exemplarmente e sem atenuantes: aquilo que fez não tem desculpa!
Nuno Gomes, no entanto, devia saber que marcar 2 golos nas Antas tem as suas consequências, desde o tempo em que Pedros, grande jogador do Nantes, viu a sua carreira ser interrompida, num jogo em que deu um recital de futebol...
PS - hoje à tarde vou para Villareal! Dou notícias mal possa.

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