sábado, 28 de abril de 2012

A Verdadeira Vergonha

A verdadeira vergonha é o que este Governo, Nacional e Regional, estão a fazer ao Desporto Nacional. Pegue-se no caso do CAB.

 Têm os Atletas do CAB alguma culpa de na Madeira lhes terem prometido uma via profissionalizante? Têm culpa de dirigentes sem escrúpulos que lhes prometeram Mundos e Fundos?

O problema é muito mais profundo, assenta numa política de separação entre Continente e Ilhas (regressando aos anos do salazarismo).

O CAB? O CAB é a ponta do Icebergue.

 Na Natação, na Ginástica, no Atletismo- em todas essas modalidades fora da órbita conspiracionista e corrupta em que se tranformou o futebol- sofre-se com a falta de fundos para as deslocações ao Continente.

Esses Atletas- e sim, estes são Atletas- merecem que o seu esforço NÃO REMUNERADO seja premiado com a retirada das Competições Nacionais?

É este o Projecto de Desenvolvimento do Desporto Nacional?

Acredita-se sequer no Desporto de Competição? Ou ficamos apenas pelo Futebol? Se assim for...puta que vos pariu!

 Para os mais economicistas que vêm com a bandeirinha dos subsídios: As maiores mais valias geradas no Desporto Nacional foram à conta de um Madeirense(com quem eu não posso nem à lei da bala, mas a Verdade é a Verdade!)

Retirar a Madeira e os Açores do Panorama Nacional Competitivo é um retrocesso Cultural e Civilizacional, com o qual eu, piazzanuova- nascido e criado em Lisboa- sou frontalmente contra.

Por favor, não deixem que a crise económica traga ao cimo o pior de cada um. Uma coisa é estar miserável, outra é ser miserabilista- e isso meus caros, é a falência de um País enquanto Nação.

10 comentários:

Seismilhoesum disse...

Desculpe mas onde não há dinheiro não há vícios. É muito triste mas porque cargas de água temos que pagar (parcialmente)deslocações a clubes, cheios de estrangeiros ainda para mais, pseudo-amadores? Porque temos que pagar o policiamento dos jogos de futebol? Por que cargas de água o português de Freixo de Espada à Cinta não tem subsídios e os da Madeira têm? Não gostam, emigrem, desculpem lá. Eu não posso ser chulado mais. Tenho dois filhos a cargo e estou a ver que vão emigrar. E não estamos num país rico para ter estas mordomias. Campeonatos mais curtos, salários mais pequenos e menos viagens. Eu tenho (o banco tem) um caixote e ainda tenho que pagar IMI para além da carrada de impostos. O tal madeirense (presumo ser o CR) ganha e marca carradas de golos. O que ISSO me dá a mim? Um clube nosso é campeão europeu. O que ISSO me dá a mim? Para além de alguma satisfação mas ISSO não me aconchega o estómago nem paga as minhas dívidas. É triste? É, mas temos que começar a fazer uma limpeza logo na classe política e por aí fora. E o desporto (profissional e pseudo-amador) tem que ser autosustentável. Ou acha que é "bonito" aglomerar freguesias, fechar maternidades, encerrar escolas .... mas claro, temos que pagar as viagens aos estrangeiros do CAB Madeira e semelhantes. Vai trabalhar malandro!

Manuel disse...

Concordo com o seismilhoeseum.. Isto de utilizar, ou de gerir, dinheiro dos outros (contribuintes) é muito fácil...

Principalmente quando se trata de pessoas (políticos) quase todos corruptos e incompetentes (a corrupção também é uma forma de incompetência!).

O país para andar para a frente tem de acabar com os subsídios, com os interesses economico-partidários, com os "tachos" que são todos esses poleiros alimentados a dinheiro dos contribuintes.

A Madeira é um exemplo assustador da chamada regionalização que não tem pernas para andar, a não ser quando houver políticos no pais que considerem a carreira política como uma missão de servir a nação e as populações e não como uma maneira de subir na vida e de enriquecer. E isso vai levar gerações!

As pessoas têm de aprender a viver com o dinheiro que têm e com a riqueza que criam.
Neste aspecto a crise é uma benção para o futuro do país! Abriu os olhos a muita gente! E vai abrir mais!

MS disse...

Que joguem ao que quiserem; mas sem condicoes nao pode haver profissionalismo. Espero que os dirigentes comecem a ter os pes assentes na terra e que quem nao pode ser profissional tenha a lucidez de o reconhecer e ser amador com alegria.

No cenario economico actal, brincar aos profissionalismos deixa de ser possivel. Uma boa noticia.

piazzanuova disse...

Alguém leu a parte sobre o desporto AMADOR da Madeira? Que no fundo é o enfoque do texto.

Seismilhoesum disse...

O CAB Madeira é desporto amador?

piazzanuova disse...

O texto versava o CAB cm argumento inicial e expandia para o desporto amador cm argumento principal.

Já percebi que me expressei incorrectamente e não passei a mensagem como desejava.

Seismilhoesum disse...

Um País que se quer desenvolvido culturalmente, apoia o desporto amador e escolar, como parte integrante da formação do indivíduo. E apoia vários desportos, não apenas um. Mas não confundir com apoios excessivos a equipas profissionais ou pseudo-amadoras. Este apoio, pode existir, mas de forma a potenciar o emprego que estes clubes geram. Mas tem que haver SEMPRE parcimónia na gestão de dinheiros públicos, que saem dos nossos bolsos. Nada contra o CAB. Nada contra os clubes da Madeira e Açores. Nada contra os clubes profissionais de futebol. Mas há limites que têm que ser respeitados. E no momento de aflição por que estamos a passar, com altíssimas taxas de desemprego, sub-valorização da mão de obra e impostos altíssimos, com certeza, não é o pagar as viagens a equipas pesudo-amadoras que nos deve de afligir.

xirico disse...

Por exemplo acabar com os subsídios ao Maritimo e Nacional que saiem do orçamente geral do estado.E são muitos milhões.

artnis disse...

ceca |é|

s. f.



1. Muitas terras indeterminadas. (Usada na expressão Ceca e Meca.)

correr Ceca e Meca: andar por muitas terras.

por Ceca e Meca: em muitos lugares.

****

O resto está tudo comentado pelo 'seis'.

Nada a acrescentar por este convicto 'cubano',nascido em Trás-os-Montes.

Aí, também criado, a meias com Lisboa.

Crente numa séria e honrada (de que hoje, duvido, até pelo exemplo da Autonomia ajardinada...!) Regionalização, que apoiei com o meu voto, em Lisboa.

piazzanuova disse...

Obrigado, artnis. Detesto mandar calinadas ortográficas. Abraço.