terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ainda não vi os golos do Benfica - Gil Vicente

Eram 9h58. Acabara de deitar o meu filho depois de lhe ter dado o pequeno-almoço e passado uma boa hora em brincadeiras parvas no tapete da sala. Liguei a televisão e procurei a RTP Informação para ver os 5 golos com que o Benfica brindara o Gil Vicente num jogo que não tive a oportunidade de acompanhar. Mas não houve resumo. E também não tive vontade de procurar os golos nos sites habituais. Nada nem ninguém é maior que o Benfica, mas há sempre um ou outro dia em que se instala a excepção.

Não me sinto capacitado a homenagear o Eusébio e tenho amigos como o JG e o Diego que já o fizeram de forma bem melhor do que eu alguma vez conseguiria. Limito-me a recordar o meu falecido avô, sportinguista, que nas suas visitas à Metrópole sempre desprezou Alvalade, preferindo cheirar na Luz o perfume de Eusébio. Esforço-me por me convencer que vi mesmo Eusébio jogar, que aqueles 20 ou 30 minutos a passo na celebração dos seus 50 anos foram competição ao mais alto nível e que Jean-Marie Pfaff foi incapaz de suster um golo histórico. E fico a pensar que ontem, na Luz, mais uma vez se provou que é muitas vezes na tristeza que se encontra a maior alegria em ser do Benfica.

Passaram mais de 60 horas desde que o apito soou na Luz. Foi o último jogo que o Eusébio teve o privilégio de assistir. Eu ainda não vi os últimos 5 golos que o Rei festejou.

Até já King!



foto L'Equipe

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