Não me sinto capacitado a homenagear o Eusébio e tenho amigos como o JG e o Diego que já o fizeram de forma bem melhor do que eu alguma vez conseguiria. Limito-me a recordar o meu falecido avô, sportinguista, que nas suas visitas à Metrópole sempre desprezou Alvalade, preferindo cheirar na Luz o perfume de Eusébio. Esforço-me por me convencer que vi mesmo Eusébio jogar, que aqueles 20 ou 30 minutos a passo na celebração dos seus 50 anos foram competição ao mais alto nível e que Jean-Marie Pfaff foi incapaz de suster um golo histórico. E fico a pensar que ontem, na Luz, mais uma vez se provou que é muitas vezes na tristeza que se encontra a maior alegria em ser do Benfica.
Passaram mais de 60 horas desde que o apito soou na Luz. Foi o último jogo que o Eusébio teve o privilégio de assistir. Eu ainda não vi os últimos 5 golos que o Rei festejou.
Até já King!
foto L'Equipe

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