terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um vintém é um vintém

Tem o dom da palavra o verborreico responsável da preparação técnico-táctica do Grupo Desportivo Nacional. Para si dirijo esta missiva que, obviamente carece de uma riqueza vocabular apenas ao alcancee dos argonautas da literatura.
Creio-o quezilento, meu caro Machado. Será porventura que as condicionantes estratoesféricas do éter futebolizado não lhe permitam uma aquilatação factual do estado da matéria?
Ou tratar-se-á de um mero processo de tranferência de angústia de um "indeterminado" círculo determinante e condicionante de toda a atmosfera, que o trazem num sobressalto que é perene analisar?

Perniciosa dúvida que me cerceia uma lucidez clarividente para aferir todos os seus quesitos biliares, mas que sem dúvida alguma abordagem terapêutica mais forte será capaz de mitigar. Atrevo-me a recomendar-lhe uma posologia que seja acima de cinco unidades e sempre inferior a sete da dita panaceia.

Quero afiançar-lhe, caro Machado, que ressoam em mim as suas celestiais e iluminadas palavras quando munido de uma verve inaudita expurga as pústulas emocionais que antecipam um som oriundo de um moderno aparelho portátil de comunicação, que decerto não trará consigo ideais conversativos quer de ânimo quer de bem aventurança.

"Um vintém é um vintém"...

Caro Machado, se a sua excelsa individualidade fosse passível de ser quantificada em moeda corrente, afianço-lhe que não renderia metade disso...

Cordial e atenciosamente observador das suas actuações no Concurso Nacional da Língua Portuguesa,

Piazzanuova.

4 comentários:

Nuno Martins disse...

Caro Machado,
Para ti que as partidas têm sempre duas partes distintas, ontem também não fugiu à regra:

Na primeira levaste 2 no pacote e na segunda 4

E não foram mais porque o árbitro vinha com a lição bem estudada....

Carrega BENFICA!

/LL disse...

O Sr Machado nem merece esta atenção!
Critico a forma violenta como estes jogadorzinhos destes clubes pequeninos continuam a ir à Luz fazer mossa quando se vêm se pernas para nos acompanhar!
Mais amarelos e mais vermelhos directos Sff!

R. disse...

Percebe-se que o homem tenha ficado perturbado... Chegar de autocarro e ainda sim ser atropelado tem esse efeito...

Coglionne disse...

Um vintém será um vintém e diz o povo sábio que três vinténs não são o triplo dessa moeda. É a qualidade que distinguia as virgens das putas. Ou a qualidade que distinguia as putas que usavam todos os orifícios, das putas que usavam todos menos um.

Mas o Machado, qual velha puta matreira e sabida, gosta de se armar em virgem casta, ostentando três vinténs linguísticos mas fazendo uso e abuso de metáforas de bordel, conforme mais lhe convém.

Mas faz pior ainda quando, na hora das vitórias de Pirro, lança alfinetadas em quem não foi capaz de o superiorizar, tecendo loas à sua própria competência, e aos milagres que alcança apenas com um lápis e um bloco de notas.

Esquece a enfatuada figura que, como tão bem diz o povo, há mais marés que marinheiros e que não basta invocar vinténs para se ser séria e casta.

Porque os vinténs (seja um ou três) já não servem para nada. Nem para achincalhar ninguém.

Por isso ó Machado, vai pró caralho ou para um sítio qualquer onde os vinténs sirvam para alguma coisa.


Já agora, também lhe deixo umas quantas máximas:

Uma puta é uma puta

Uma bosta é uma bosta

Um pateta é um pateta

Um palhaço é um palhaço

E uma besta será sempre uma besta, mesmo que tenha um diploma. Mas será, é claro, uma besta diplomada.