domingo, 12 de agosto de 2012

Uma questão de psicologia

Quando Jorge Jesus chegou ao Benfica, na sua primeira conferência de imprensa, disse ao que vinha: "Comigo, os jogadores vão jogar o dobro!". Uma frase típica da cagança própria de uma pessoa, que na história da sua vida, nem sempre foi bem visto entre a classe e onde a teimosia e a falta de ouvir algusn conselhos de outras pessoas o afastaram da realidade, porque segundo ele, sempre subiu a pulso a sua própria vida.

Mas Jesus, quando chegou ao Benfica, não só exigiu aos jogadores para que eles jogassem o dobro, como ainda se deu ao trabalho de dispensar o psicólogo de serviço, dizendo que quem tratava da psicologia dos jogadores era ele.

Quem vê Jesus no banco, vê tudo menos um treinador calmo. Exposto ao jogo, esbraceja, grita, insulta, dá instruções, mastiga a pastilha como se não houvesse amanhã, quando deveria ser ele o primeiro, numa situação de conflito dentro do campo (e há tantas, em todos os jogos), que mantivesse a calma e reconhecesse, que muitas vezes, "chegar depressa e bem, não há quem!".

Este tipo de comportamento foi facilmente transmitido aos jogadores, inclusivamente aos mais experientes. Protestam sempre com o árbitro, levam amarelos por esses mesmos protestos e não há ninguém que durante a semana, os prepare para o que está todos os anos a ser preparado, sempre da mesma forma, sempre do mesmo jeito. É preferível esbracejar, gritar, insultar, questionar, em vez de manter a calma e continuar o jogo, com as ideias pré-concebidas para tal.

Com tanta psicologia assente no grito e no insulto, Jesus tem-se esquecido de uma das partes fulcrais em qualquer equipa de alta competição que se preze: no papel do psicólogo.

O psicólogo não trata as pessoas. Ajuda-as a manter um nível alto de concentração, um nível alto de motivação, ajuda-as a encontrarem soluções para as diferentes situações que acontecem quer nos treinos, quer nos jogos, quer até na vida pessoal e que podem influenciar o alto rendimento a que os atletas estão sujeitos em clubes de alta competição, em qualquer disciplina. O psicólogo não serve para receber os jogadores quando estão "doentes" ou quando a massa popular os massacra. O psicólogo está lá para ajudar os atletas a atingir nivéis de excelência e maturidade, para saber responder às diferentes situações.

O exemplo de ontem, em Dussedorf, já vem a repetir há vários anos no clube e na equipa. Jogadores como Aimar, Maxi, Javi e Luisão protestam, esbracejam, refilam e pedem explicações aos homens do apito, seja cá ou lá fora. Se acham que esse tipo de pressão resulta, creio que estão a pensar ao contrário. E ontem, uma vez mais, a prova foi que correu mal. Muito mal, mesmo.

8 comentários:

Manuel disse...

Mas o que é que tu percebes de psicologia? Quem és tu para estares a dizer que o JJ deve fazer assim ou assado? Não passas de um presumido, enfatuado, presunçoso, inchado e convencido a dar sermões para pessoas que sabem mais a dormir do que tu acordado!

Que triste pessoa! Vai dar sermões para tua casa, pá!

JediVermelho disse...

Manuel, o Superintendente da Polícia do Benfiquinha!

Irons disse...

Concordo, Mister D! Ainda não se aprendeu que quem tem o apito é que manda e desmanda, andar a refilar só faz com que estes ainda piorem mais!Não se deve ignorar o árbitro, mas deixa-lo a distância que não nos prejudique e fazer com que os erros desse não influencie o nosso jogo, ora se marcarmos as ocasiões que temos, muitas das vezes não daremos azo a que esses nos prejudiquem!Ganhemos os nossos jogos com erros ou sem erros dos árbitros, porque desses já nós sabemos com o que contar! Basta o cheiro de um nosso, para que eles nos façam algo, o melhor é evitar!

Manuel disse...

Palavras sábias de um verdadeiro benfiquista,

"...depois de ter lido tudo aquilo que se escreveu na blogosfera vermelha, cheguei à conclusão que se está instalando um divisão no seio dos benfiquistas como eu nunca vi em 60 anos de benfiquistmo puro e duro.
E se mais provas necessitasse,esta situação com o capitão da nossa equipa de futebol, vem comprovar que dentro do nosso seio existem benfiquistas que tentam a qualquer preço provocar uma cisão que leve o "poder a cair na rua" e isso é completamente intolerável".

Isso é um facto! !No pasaran!!

Shadows disse...

Nenhum jogador do Benfica devia encostar um dedo num árbitro. O capitão muito menos. Isto apenas demonstra como tudo no futebol do Benfica é feito sem rumo.

chi dura vince disse...

Eu sou psicólogo, e se há uma coisa que não ensinamos e nem treinamos as pessoas é na área da educação e das boas maneiras. Podes meter os psicólogos que quiseres, e já existem, na estrutura do Benfica, que se não houver quem dê umas "rebocadas" aos meninos quando se comportam mal, bem podes falar de motivação e de concentração que fica tudo na mesma.

Mister D disse...

Chi dura vince,
A boa educação e as maneiras de que falas são só para os jogadores ou também englobam o treinador?
É que sendo assim, TODOS são responsáveis.
E os psicólogos que existem na estrutura do Benfica foram todos relegados para a formação...

chi dura vince disse...

A educação e boas maneiras são para odos, dirigentes, treinadores, jogadores bloggers e etc