sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

25 anos - Pena máxima (III)

Pinto da Costa falou a Pedroto, como se estivesse a falar com Deus, ou não fosse ele o Papa.

E até agora tem resultado. Elmano Santos viu uma mão onde Djuricic tinha a cabeça. Deu jeito. O guarda-redes do Leiria estava a defender muito...

ADENDA: Na semana em que se falou dos roubos de catedral e afins, a RTP Memória brindou-nos ontem com a transmissão do FC Porto 3-3 Benfica, de 1993, que foi o primeiro jogo que nos levou ao título nesse ano, que foi dos mais difíceis da vida do nosso clube. Com a arbitragem dos manos Calheiros, foi possível ver que afinal, a Catedral era outra e jogadores banais como André, João Pinto e Jaime Magalhães eram verdadeiros ídolos à conta do uso de cotovelos, braços e outras artimanhas que o "Mestre" Pedroto lhes tinha ensinado. A eles, tudo era permitido naquele estádio, onde o medo era imposto.
José Nicolau de Melo e Pedro Figueiredo eram os repórteres de serviço, sempre complacentes com o esquema ainda implantado. Fez bem ontem ver que afinal, o sistema e o centralismo eram e foram outros nos últimos 25 anos.

Mas uma coisa também é certa e mostra que há algo a mudar: Há quanto tempo não era assinalado um penalty no estádio do FC Porto no último minuto contra a equipa da casa? Algo está a mudar...

4 comentários:

Pedro disse...

É contra estes roubos de sé catedral que temos de lutar.

TODOS À LUTA!

TODOS PELO BENFICA!

Manuel disse...

Além disso o 3º golo devia ter sido anulado, pois o Farias fez falta na pequena área sobre o guarda-redes do Leiria. Enfim, o costume!

Pedro disse...

Aquele penalty foi só para enganar...

Como é q o Ronny marca daquela forma!?!?!?

Dylan disse...

Aquilo que parecia ser uma homenagem a José Pedroto, 25 anos após a sua morte, pelo presidente do FC Porto, transformou-se num discurso incendiário com sinais de sobrenatural, desrespeitando a presença de amigos e familiares do antigo treinador em prol do odioso inimigo vermelho. Temo, porém, que o discurso perante tão estimado auditório serviu para expurgar pecados passados em que ambos foram unha com carne: a insubordinação perante Américo de Sá, no famoso "verão quente", os ataques insultuosos a Mário Wilson, a vergonhosa intimidação da Selecção Nacional, na estação de Campanhã, utilizada como arma de arremesso numa ridícula guerrilha Norte-Sul. A constante diabolização de "Lisboa a arder" valeu a união e o apoio mútuo entre sportinguistas e benfiquistas, na temporada de 79/80, onde venceram campeonato e taça, impensável nos dias de hoje. Porque movimentos descentralizadores, regionalistas, apesar de terem razão de existirem numa perspectiva de desenvolvimento, não são consentâneos com discursos brejeiros, revanchistas, que se traduzem num complexo de inferioridade bolorento.

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