domingo, 21 de outubro de 2012

Passivos

Nuno Gaioso n'A Bola: "O passivo bancário do clube é zero e na SAD é de cerca de 243 milhões de euros, isto consolidando todas as sociedades do universo e desde a última informação disponibilizada à CMVM"

Luis Filipe Vieira no Correio da Manhã: "O passivo exigível consolidado é inferior a 370 milhões de euros, e destes 237 milhões correspondem ao passivo financeiro. Por muito que alguns pensem o contrário, uma mentira muitas vezes repetida não deixa de ser uma mentira."

Domingos Soares de Oliveira no Record: "Se falarmos no passivo consolidado, que é o que interessa aos benfiquistas, existem duas vertentes: o passivo financeiro, que se situa em 237 milhões no final do último exercício, portanto muito abaixo dos 500 milhões falados por alguns, e o passivo não financeiro, que tem a ver com dívidas a parceiros e que se situa nos 119 milhões. Portanto, estamos a falar de um total que não chega a 400 milhões.



Rangel tem atirado para o ar um valor de 500 milhões. Para quem fala em rigor e exige transparência, atirar um número para o ar sem concretizar o que corresponde ao quê é mau. Mas apesar das falhas está tão próximo de anunciar a verdade aos Benfiquistas quanto os actuais gestores e seus defensores que, jogando com as palavras, indicam valores parciais nas suas declarações públicas, tentando passar a ideia que as coisas não são tão más quanto parecem ser.




Valores apresentados no Relatório & Contas entregue aos sócios na Assembleia Geral de 27 de Setembro de 2012:

Passivo do Sport Lisboa e Benfica a 30 de Junho de 2012: 113.404 milhões
Activo do Sport Lisboa e Benfica a 30 de Junho de 2012: 15.811 milhões

Passivo consolidado da Sport Lisboa SAD a 30 de Junho de 2012: 426.073 milhões
Activo da Sport Lisboa SAD a 30 de Junho de 2012:  411.921 milhões

4 comentários:

Manuel disse...

Ignorantes sobre contabilidade é o que se vê mais na blogosfera. Mas isso não os coíbe de dar opiniões na esperança vê que a realidade se transforme naquilo que desejam. Wishful Thinking, someone?


"Balanço do Benfica Clube

Sem medo nem rodeios, mas também sem asneiras de demagogos, vamos lá todos analisar a parte do Passivo do Benfica Clube - Sport Lisboa e Benfica, nas últimas contas. Damos de barato para próximas núpcias, o Activo...

Quem reparou com atenção nos números à frente das diversas rubricas que constavam do relatório e contas original, facilmente percebia que, para interpretar esses mesmos números tinha de se ir mais à frente, para os mais incautos, págs.60 e segs. e ler as explicações, numa coisa que se chama 'Notas de Anexo às Demonstrações Financeiras'.
Por isso, para o que nos interessa, tínhamos as notas números 19, 21, 9, 14, 22, 23, 12, 20, 24 e 14. Ora, nem o famigerado jornal matutino se deu a este trabalho, nem ninguém quis saber disto!

Da nota 19, resulta afinal que o montante de €43.880.425 é resultante do Método de Equivalência Patrimonial (questão técnica a ver com as participadas). Nada que um aumento de capital ou a reavaliação do Estádio em termos contabilísticos não resolva logo. Ou seja. É ZERO de relevância real financeira como Passivo.

Da nota 21, resulta que as responsabilidades por benefícios pós emprego são afinal complementos futuros de reforma, sabe-se lá a quantos anos. Por este andar, se as pessoas se reformarem aos 70 anos, serão responsabilidade daqui a 30 anos e se os sócios não querem que os seus funcionários recebam complementos de reforma no futuro, aceitam-se sugestões!

Da nota 9 resulta que a rubrica de impostos diferidos afinal não é nada de nada. É meramente um movimento contabilístico derivado do Benfica Clube estar isento e tal reconhecimento ser exigido pelas normas contabilísticas de relato financeiro. Influência financeira real - ZERO!

Da nota 14, resulta que estamos perante mais diferimentos, ou seja, perante a aplicação do método de que um custo se regista pela factura e não pelo recibo. Contabilizaram-se nessa conta, essencialmente custos de movimentos entre o grupo, mas que não tem em atenção os proveitos, que poderão gerar, pois são diferidos. Daí que influência financeira real - ZERO!
Da nota 22 resulta que afinal o montante de fornecedores corresponde a €12.057.088 de dívidas entre empresas do grupo, restando €2.543.294 de fornecedores gerais. Por isso, influência financeira real - ZERO!

Da nota 23, resulta que o adiantamento de clientes aí previsto resulta afinal de um adiantamento do Sport Lisboa e Benfica Multimédia S.A. Por isso, influência financeira real - ZERO!

Da nota 20, resulta que o valor de empréstimo do Benfica Estádio. Por isso influência financeira real - ZERO! (€5.800.000)

Da nota 24, resulta que o valor correspondente é maioritariamente respeitante ao posto de abastecimento e a empresas do Grupo. São ambos resultantes de obrigatoriedades de movimentações face às normais contabilísticas de relato financeiro. Por isso, influência financeira real - ZERO!

Por último, da nota 12, será a única de jeito. Mas, logo para azar dos críticos, o valor de €2.470.619 corresponde a uma fiscalização efectuada aos exercícios de 1998 e 1999, repito, 1998 e 1999 (lá vem o Vele e Azevedo novamente). A dívida está impugnada mas o Benfica relevou-a por uma questão de prudência. Mais um 'bife' do Mestre das Fotocópias. Curiosamente, é a única que poderá obrigar o Benfica a desembolsar dinheiro, ou seja, a única com influência real financeira. Uma dívida do Vale e Azevedo! Quem diria?"


As dividas entre empresas do mesmo grupo não se contabilizam na consolidação. Sabem o que isso é?





Manuel disse...

Do Record e apra quem estiver interessado em saber a verdade:

"O administrador encarnado quebra um silêncio de mais de dois anos para fazer um ponto de situação nas finanças das águias, lembrando o passado, elucidando sobre o presente e apontando metas para o futuro. Garante que o passivo está abaixo dos 400 milhões, que existem menos de 95 atletas com contrato profissional e que emprestados não custam um cêntimo.

RECORD – Uma das críticas mais fortes que se tem feito neste período pré-eleitoral tem a ver com os números do passivo do Benfica. Na realidade, qual é o passivo neste momento?

DOMINGOS SOARES OLIVEIRA – Se falarmos no passivo consolidado, que é o que interessa aos benfiquistas, existem duas vertentes: o passivo financeiro, que se situa em 237 milhões no final do último exercício, portanto muito abaixo dos 500 milhões falados por alguns, e o passivo não financeiro, que tem a ver com dívidas a parceiros e que se situa nos 119 milhões. Portanto, estamos a falar de um total que não chega a 400 milhões.

R – Elementos da lista de Rui Rangel insistem no passivo não bancário. O que é isto em concreto?

DSO – É aquilo que normalmente tem a ver com compras que se fazem e cuja parte essencial se refere a compra de jogadores. A maioria dos nossos parceiros aceita que o Benfica possa fazer esses pagamentos ao longo de determinado período."

Manuel disse...

Da Tertúlia Benfiquista, para quem se quiser rir um bocado. De Carlos Miguel Silva:


"Lamento, mas não consigo evitar. Aqui vão os momentos ‘Rui Oliveira e Costa, és tu disfarçado de juiz, meu malandrim?’ da entrevista de Rui Rangel na RTP, devidamente comentados:

- “O Passivo bancário do Benfica anda na casa… portanto… tem um passivo total de cerca de 500 milhões de euros…”

Vamos lá, devagarinho, para gente que acha que é boa ideia levar uma gravata cor de cocó, em vez de uma gravata vermelha, para uma entrevista como candidato a presidente do Benfica, poder acompanhar: Passivo é diferente de passivo bancário (já agora, em complemento: passivo bancário não é um indivíduo com menor iniciativa numa relação homossexual, e que por acaso trabalha num banco). O passivo bancário consolidado da SAD – o total, dado que o clube não tem passivo bancário - no último exercício é de EUR 243 milhões (cerca de EUR 255 milhões a 31 Março 2012). Ainda assim, 243 milhões é diferente de ‘cerca de 500 milhões’. Mais propriamente, é ‘cerca de 257 milhões’ a menos. Parecendo que não, é dinheiro. Dava para comprar, por exemplo, um manual de contabilidade ou de finanças. Ou uma gravata.

- “Esse passivo bancário é um passivo com a estrutura financeira…”

Podia tecer alguns comentários sobre esta afirmação, mas deparo-me com um problema mais ou menos inultrapassável: não sei o que aquilo quer dizer. Ninguém sabe. Nem ele. É daquelas coisas que se diz quando não se tem nada para dizer mas uma pessoa se sente obrigada a dizer qualquer coisa, sob pena de se gerar um silêncio incómodo ou de se soltar um ‘aaaaahhhhhh’ de 5 minutos à Dias da Cunha. Ou seja, faz tanto sentido como dizer que ‘Esse furão é um furão com a estrutura financeira’. Parece de loucos? É porque é.

- “O passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas”

Se falarmos em stricto sensu, é capaz de ser verdade, no sentido em que duvido que o passivo não bancário tenha promovido uma conferência de imprensa para se apresentar aos benfiquistas, ou que ande por aí, nas redondezas do Estádio da Luz, a cumprimentar benfiquistas incautos e a dizer ‘muito prazer em conhecê-lo, eu sou o passivo não bancário’. Já se estivermos a falar de conhecer o passivo não bancário no sentido de ler os relatórios e contas auditados, onde lá está escarrapachado em toda a sua glória, qualquer pessoa não analfabeta (ou que não seja apenas uma caixa de ressonância de coisas parvas que se dizem pela internet) pode comprovar que integra, como tipicamente qualquer passivo não bancário integra, as provisões, os fornecedores, os acréscimos de custos, os proveitos diferidos, e outros credores (e todos estes items completamente discriminados nas notas anexas às demonstrações financeiras, para quem tenha vontade de os ler, ficando a perceber quem são os fornecedores, os outros credores, ou os montantes a pagar ao Estado, por exemplo). Neste sentido, portanto, dizer que o passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas é verdade, mas apenas se estivermos a falar dos benfiquistas que decididamente não o querem conhecer. O que pode ser visto como falta de educação."

(continua)


Manuel disse...

(continuação)


- “Se for eleito, vou fazer uma auditoria às contas do Benfica”

Já isto é a mesma coisa que dizer que, se for eleito, vai colocar cadeiras no Estádio. Prometer que se vai fazer uma coisa que já é feita é, na verdade – e isso pode escapar à maioria dos analistas -, uma manobra eleitoralista de um alcance notável, na medida em que cativa os apoiantes da candidatura oposta, que gostam do que já está a ser feito. De forma mais cândida, também pode ser vista como outra afirmação desconcertante se não induzida pela ingestão de substâncias psicotrópicas, o que quero acreditar que não foi o caso (se bem que explicaria a diatribe circular acerca de como ‘se deve consolidar a consolidação orçamental’ e o olhar distante em cerca de 75% da entrevista). O Estádio já tem cadeiras (não vá algum mandatário ler isto e achar que é boa ideia) e - o que pode constituir uma novidade bombástica para 1 ou 2 pessoas que vivem em buracos no meio do mato - o Benfica, a Benfica SAD e o grupo Benfica são auditados semestralmente pela KPMG, que é apenas umas das Big Four (não, não é um departamento do SAD) empresas de auditoria a nível mundial e que audita coisas pequenitas, como uma pazada de empresas das Fortune 500. É particularmente evidente que de outra forma nem se poderia ter a relação com a banca e a credibilidade no mercado que se tem a nível financeiro.


Olhando para tudo isto, chiça penico, até parece que o consultor financeiro do Veiga Juiz é o João Carvalho, ah ah ah.


Ah, espera…afinal, é mesmo.


Ups.


Sinceramente, isto diz-me tudo o que preciso de saber sobre a 'alternativa'. Nem é preciso esmiuçar mais (e, caramba, se há mais material).


Continue a mandar postais, caro Juiz. Conselho: não deixe é que sejam os maluquinhos da blogosfera e redes socias a escrevê-los"




Capiche?????????????


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