terça-feira, 24 de março de 2009

Só podia dar nisto...

Uma competição que nasceu torta jamais se endireita. Depois do desprezo a que foi votada pelos grandes na última época (Paulo Bento acordou quando percebeu que podia ser o único a beneficiar da prova), fez-se uma operação cosmética que em nada a beneficiou. Calendário absurdo, regulamento mal elaborado e, pior, esquecido quando violado, esta taça, assim mesmo, com letra minúscula, tinha tudo para dar para o torto. E deu! Parecia ter ganho algum alento com o derby, apesar de desvalorizada pelos capitães das equipas envolvidas, mas Vitor Pereira, coerente na sua incoerência, tudo estragou com a nomeação daquele que é porventura o mais sobrevalorizado dos árbitros nacionais. Lucílio Batista para os tugas, Cardoso para aqueles que bem recentemente desceram de divisão à custa de falcatruas (só nacionais porque a UEFA não teve os tomates para ir mais longe). A taça era, na minha opinião, secundária, mas um derby é sempre para ganhar! O que vimos não foi vergonhoso por uma razão simples: é o que temos! O jogo foi mal disputado, os jogadores demasiado agressivos e a arbitragem uma miséria. Uma mão cheia de expulsões perdoadas e um penalty incompreensível. Não retiro nada de positivo deste jogo, exceptuando a prestação de Quim nas grandes penalidade, que bem merecia este confidence boost. A polémica está instalada e irá perdurar. Espero que sirva para debater o essencial (Vitor Pereira) e não o acessório (o penalty). E aguardo desenvolvimentos com alguma ansiedade. Há um segundo lugar em disputa (e temo o que o circo mediático possa causar) e não me esqueço de Katsouranis. Aos lagartos deixo um voto de solidariedade. Por um único motivo! Eu sei o que eles sofreram porque há 15 anos que Lucílio me faz sofrer o mesmo.

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