sábado, 22 de agosto de 2009

Saudades dos bons tempos



Como sou um benfiquista daqueles que está sempre a falar mal, eu dou então a minha ideia de como fui ensinado a ver o Benfica. Com o estádio cheio, nas alturas decisivas das competições europeias e com uma equipa a suar as estopinhas, comandadas por quem sabia da poda, mas que, e mais importante de tudo, sabia o que era o clube e sentia-o como ainda o sente hoje.

É este Benfica que eu quero ver no campo, contra os grandes da Europa e contra os pequeninos de Portugal. Não é preciso saber de basculações, transições, coberturas e afins, porque os jogadores sabem isso desde pequenos. Faz parte da sua formação.

É preciso é saber gerir o esforço e as equipas com as competições que têm. E é preciso saber entender as palavras. O Benfica massacrou o Marítimo no passado Domingo e não conseguiu vencer. O Benfica tem ido a Guimarães e tem ganho, e por isso fico encantado da vida. Mas e se não conseguir? Temos de ter sempre em perspectiva a possibilidade de vir com outro resultado. Quem sabe se os jogadores principais não estão inspirados para jogar e não conseguem ganhar? ninguém consegue prever isto. E por isso, pelo simples facto de questionar outro resultado, já não sou o adepto que gosta do Benfica.

É com essas teorias que o treinador de 1993/1994 foi sempre tão criticado. Porque não sabia isto, porque não sabia aquilo e porque era sempre antiquado. Não entendia o futebol moderno.
Lembro-me de no primeiro jogo da selecção no Mundial da Coreia contra os Estados Unidos, onde tínhamos a melhor selecção de todos os tempos, Toni ser o comentador de serviço da Sport TV. Avisou no início do jogo que na equipa norte-americana havia dois miúdos chamados Landon Donovan e DeMarcus Beasley, que eram perigosos e que poderiam dar problemas. Coincidência das coincidências: Foram eles que marcaram os golos com que Portugal perdeu.
Posso ainda dar outro exemplo, que quando Toni foi para o Bordéus, teve a sorte de treinar Zidane, Dugarry e Lizarazu. Recomendou-os ao Benfica 3 meses depois da época começar, porque senão depois ia ser tarde demais. E foi, efectivamente, quando o Bordéus chegou às meias-finais da UEFA e Autuori na altura, não os queria. Donizete e Jamir eram melhores. O resto da história é conhecida.

Por isso, quando eu tenho confiança para esta época, que não é o mesmo que euforia, tenho que optar pelo discurso mais racional do que emocional. É assim que vejo as coisas.

Não sou como muitos, como os que foram ontem ao Seixal (e eu estava lá), que passaram uma hora a assobiar e quando a equipa entrou no relvado para treinar, já batiam palmas. Duas faces da mesma moeda que têm prejudicado o clube.

A confiança é grande, mas ainda só vamos no início.

Viva o Benfica! E claro que amanhã em Guimarães, se nada de anormal se passar, vamos calar os vitós... :)

5 comentários:

LC disse...

Foda-se, fizeste um testamento maior que o Hilton (o dos Hotéis) e depois pões um vídeo de um jogo que podíamos ter dado 5 ou 6 mas foi só falhar golos feitos.

Qual a diferença desse jogo para o do Marítimo?

Entrou-se a ganhar e marcou-se mais um golo, e os 8 ou 9 que se falharam de baliza escancarada?

Toni, esse mestre da bola... antes do Benfica-Marítimo, na bancada eu também disse que era preciso cuidado com o Alonso, hehehe... logo por azar ele marcou... qual a diferença do Toni para mim?

Ele bebe muito e eu não.

Mas, além do mais, com certeza que não viste esse jogo, pois disseste disparates enormes, porque nem Donovan nem Beasley marcaram a Portugal, mas tu és o entendido (ou assim te julgas) e gostas de inventar, para que fiques esclarecido de uma vez por todas e deixes de fazer figuras tristes, até porque é muito fácil com os meios tecnológicos existentes saber muitas coisas, quem marcou os 3 golos a Portugal foi o Jorge Costa (pb), McBride e O'Brien, não sei a sequência exacta.

As tuas teorias caem como tordos, por muito bem que escrevas, não consegues dar um tiro acertado, passam todos ao lado.

PS: Já te pedi para tirares férias, vão fazer-te bem e a nós que frequentamos aqui o tasco também... andas possuído com qualquer vírus e ainda não percebeste.

jose disse...

Eu tambem me lembro do jogo da segunda mao em Italia, da exibicao miseravel desde o principio, a expulsao do Mozer...pois e, nem tudo foram rosas. E era tao facil naquele ano somar-mos mais uma final Europeia...

APLANE disse...

Já não me lembrava do Yuran...

Que jogador. Compensava em garra, o que os outros tinham em tecnica, mas que ele tinha garra, lá isso tinha...

Capo Rosso disse...

Deste jogo, lembro-me da grande exibição do Rui, da cacetada do Mozer ao Asprilla e do penalty falhado.
A segunda mão, que vi no Alves, foi miserável e a expulsão do Mozer deixou-me, na altura, cheio de dúvidas quanto à sua seriedade...

RA disse...

Tenho o bilhete deste jogo que o meu pai foi ver.

O Rui Costa fazia anos... 29 de Março de 1994.