quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Benfica x Twente

Chegado mesmo em cima do início do jogo, e tendo ouvido a constituição das equipas, preparava-me para ver, mais uma vez e como veio a suceder, que este Benfica, com o esquema de maior sucesso, é um caso sério.


Foram várias as oportunidades na primeira parte, à qual só faltou mesmo balançar as redes. Mas na segunda parte, com mais espaço dado à equipa, foi mais fácil chegar ao golo. As duas primeiras vezes em lances de bola parada, que podem voltar a ser uma mais-valia este ano, como na época de 2009/2010.


A mesma turma do assobio é aquela que ontem se lembrou dos "olés". Realmente, é uma doença bipolar, só pode. Ou se assobia ou se toureia. Raramente vejo, por exemplo, os adeptos do Barça a dizerem olé quando a equipa faz em 70% do jogo aquilo que o Benfica ontem fez, pela primeira vez, esta época, ou seja, a posse de bola.


Vitória justíssima sobre um Twente que estava à espera de melhor.


Pequenas notas:

- Bryan Ruiz é jogador da bola. É impressionante a força física aliada à sua técnica. Se custar efectivamente 8 milhões, são 8 milhões muito bem gastos.

- Pablo Aimar é de outra dimensão. Antes de receber a bola, já sabe o que fazer com ela. Claramente, um jogador de dimensão mundial, ou seja, um jogador à Benfica.

- No final do jogo, duas declarações que merecem reparos:

Jesus disse que era com ELE que o Benfica ia duas vezes seguidas à Champions League. Ele está certo, mas se for para fazer a mesma figura que fez o ano passado, dispensamos este tipo de narcisismos. Para além de que um treinador sem equipa não é nada...

Luisão veio alimentar uma polémica que já estava esquecida, por causa do seu profissionalismo. Como já aqui disse uma vez, o capitão do Benfica está a pequenos passos de entrar definitivamente na história do clube como um dos maiores de sempre. Basta ele querer...

4 comentários:

Barrotes disse...

Podes meter este nos "comentarios do dia":

Viram o Benfica jogar a bola sem o Saviola ?

Jose disse...

o Bryan Ruiz vai para o Tottenham

L. disse...

luisão já é dos maiores. se jogasse no tempo em que o polvo não mandava também tinha os títulos todos de um humberto, ou mais alguns.

jesus, narciso ou não, é do melhor que se pode ter. mesmo com teimosias. e figuras tristes... tu viste... eu não. figura triste para mim é outra coisa. é a batota ou a desistência.

a malta dos olés e a do assobio... epá, concordo, a paciência é pouca para ambos.

Rui disse...

Acima de tudo importa destacar a qualidade do jogo do Benfica e o ambiente vivido no estádio, absolutamente magnífico, mesmo nos aplausos reconhecendo a excelente primeira parte da equipa, apesar do 0-0. Acho que os olés nem nota de rodapé merecem, tão pouco significativos me pareceram - e eu estive no estádio.

Absolutamente de acordo no elogio a Aimar.

Tenho de concordar também com o comentário sobre JJ. Com desgosto o confesso, JJ é o maior risco em termos do sucesso desportivo para o Benfica este ano, se não demonstrar capacidade para a auto-contenção, se não controlar a persistente necessidade de se mostrar como o melhor entre todos. A visão dele, no banco, literalmente a gesticular e a falar sózinho, também não são nada tranquilizadores.

É com pena que escrevo isto sobre o treinador do Benfica. A exibição de ontem, onde há, obviamente, também mérito do treinador, mostrou que o Benfica, com este plantel - e onde se estranha a ausência do melhor jogador para jogar na posição que tem sido dada a Gaitán - pode aspirar a discutir todas as competições internas e a atingir, como objectivo mínimo, os oitavos da Champions.