terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Adivinhem quem vem jantar

A asneira é livre. É, aliás, democraticamente livre. Contudo, não podemos confundir, como ensina o Direito e, mais recentemente, a Ciência Política, liberdade com irresponsabilidade.
Escrever "não acho que tenha razão jurídica, mas não deixa de ter esse direito, com base na asneira efectuada", é o mesmo que escrever que não se percebe nada de Direito, ainda que se tente escrever sobre o assunto.
O dislate é tão mais grave quando o meliante passa a vida a escrever sobre regulamentos, interpretando leis e normas jurídicas - ainda que, assumo, escritas por ignorantes -.
Das duas uma, ou o meliante não é licenciado em Direito e, portanto, não sabe sobre o que se escreve, querendo passar por sabendo o que diz, ou o homem é licenciado em Direito quando, a bem da verdade, não devia ter passado do primeiro ano da Faculdade - se é que devia ter sido admitido.
A vingar a segunda hipótese, o que é bem plausível, os meus amigos não licenciados em Direito que aqui passam - porque também os há... - passam a saber porque é que, de quando em quando, vinga o ignóbil perante a justiça!
NB - por ora reservo a minha opinião, já fundamentada, sobre a polémica do momento, para outras núpcias. Saliento, no entanto e desde já, que se a Lei diz A, quando podia dizer B e se B é o inverso de A, a Lei diz mesmo A!

2 comentários:

Kaiser disse...

É só ler o Código Civil, que, tanto quanto julgo saber, não foi alterado.

Capo Rosso disse...

Eu então, como não licenciado em direito... não percebi um boi do que disseste.

Mas, como sempre (ou quase), concordo contigo.