quarta-feira, 27 de maio de 2009

Comunicação II

Depois de ontem ter colocado "mordaças" nas bocas dos jogadores, hoje é a vez dos directores. E é a vez dos directores porque é necessário o Benfica criar condições para não se passar o que se passa no dia-a-dia, com tanta informação, contra-informação, diz que não diz e outras coisas mais.

Que o Presidente do Sport Lisboa e Benfica é uma pessoa que não sabe empregar as palavras de forma mais escorreita (e não estou a falar do alcóol) é uma verdade insofismável, e por isso, desde o início do seu périplo pela liderança do clube que tem andado acompanhado de quem perceba (??) de comunicação.

Primeiro foi Cunha Vaz, conhecido sportinguista, que era detentor de uma agência de comunicação, e que motivou a saída de Leonor Pinhão da estrutura de comunicação do Benfica. Com Cunha Vaz, entraram uns quantos moços e moças que por lá ainda andam, tendo actualmente vínculo contratual com o Benfica, depois de terem saído da agência de comunicação.

Vieira e Cunha Vaz chatearam-se (ou noutras palavras, ficaram os favores pagos) e o Presidente andou uns tempos sem ninguém concreto a assessoriá-lo sem ser Ricardo Maia, que ainda se mantém nesse papel, para além dos jogadores.

Com a chegada de Rui Costa, João Gabriel foi o escolhido para assumir um departamento que se iria profissionalizar com a experiência do ex-assessor de imprensa da Presidência da República e do Grupo Amorim. Mas apesar de serem ambas insitituições de elevada responsabilidade, o meio em que o Benfica se encontra e se movimenta é bastante díspar das mesmas.

João Gabriel entrou com entrevistas aos jornais desportivos, querendo marcar uma posição numa área diferente da que ele estava envolvido, mas que tem sempre os mesmos jogos de bastidores. Aliás, não é à toa que o futebol e a política andam quase sempre de mãos dadas...

Neste ano de avaliação, nota-se que o Departamento de Comunicação do Benfica demonstra fragilidades que não podem ser escamoteadas e que muitas vezes colocam em perigo a própria instituição. Exemplos não faltam: jogadores sem estarem acompanhados de alguém do clube em eventos sociais, respostas informais a pedidos institucionais, conferências de imprensa sem sentido ou fora de tempo, ausência de um comunicado diário, enfim, poderiam ser mais exemplos, mas estes chegam.

E chegam para quê? Em termos de comunicação, uma instituição como o Benfica tem de se dar ao respeito e ser ao mesmo tempo respeitada, para que se posicione de uma forma clara a não haver dúvidas nem especulações.

O episódio mais caricato que pode traduzir este ano de João Gabriel à frente do Departamento é a vergonhosa (no meu entender, atenção) conferência de imprensa da Carlsberg Cup, em que aparece com a Taça ao lado durante a conferência toda, disparando em todos os sentidos. Esse exemplo é o do que não se deve fazer.

Para além disso, muita da fuga de informação sai do próprio departamento, o que não abona em nada no profissionalismo e dedicação que algumas pessoas por lá andam merecem da parte de quem lhes paga o ordenado.

Eles não merecem e o Benfica não merece...

3 comentários:

Vladimir Kaspov (NãoSeiDaNave) disse...

NDRANGHETTA

"A 10 de Maio, a polícia deteve Salvatore Coluccio, chefe de um clã da Ndranghetta (máfia siciliana), um dos fugitivos mais perigosos."

(merda do) Correio da manha, quinta, 28 de Maio.

LOL!


PS - desculpem lá o off topic, mas já ando farto de sofrer com o Benfica todos os dias, pá!

piazzanuova disse...

Estamos a tratar disso...

Capo Rosso disse...

Eu, por acaso, tinha dado pela falta dele...