sexta-feira, 4 de março de 2011

O Sporting vai acabar?

Pode parecer estranho que fale do Sporting após tão longa ausência, mas apetece-me sublinhar o empenho daquelas 1000 almas que se deslocaram até ao nosso Estádio para apoiar a agremiação deles. Numa meia-final de uma competição, disputada na mesma cidade, apenas 1000 adeptos tiveram força para ir apoiar o seu clube. Impressiona. Por pior que seja o momento, esta manifestação de abandono de um símbolo dá que pensar. Acabei por recordar imagens recolhidas nas minhas férias. Se há símbolo português que persiste por terras moçambicanas, esse é o antigo símbolo do nosso rival (igualmente feio mas mais respeitável que o substituto ditado por questionáveis opções de marketing). E também por isso Moçambique ilustra o declínio lagarto. Seria de esperar uma maior implementação sportinguista por aquelas terras, pois rara é a cidade em que não tenha sido criada uma filial daquela gente, onde não sobreviva um velho relvado, um velho pavilhão ou uma velha sede. Mas fora desses espaços, que alguns ainda mantêm alguma actividade, lagartos nem vê-los. Encontrei dois no Tofo, na noite do derby, um deles dono do boteco onde uma pequena televisão sintonizada na TVM permitia a cerca de dezena e meia de locais acompanhar o jogo. E estes dois senhores, que além dos vizinhos Benfiquistas ainda tiveram que gramar com 4 branquelas equipados a preceito, representam dois terços dos sportinguistas que reconheci em Moçambique. Dois terços! Isto enquanto as camisolas do Benfica, principalmente, e daquela outra associação com sede na Invicta se passeavam diante dos meus olhos quase diariamente.

No meio disto tudo quase não vibrei com o jogo de ontem. Foi, sem qualquer dúvida, o derby que acompanhei com maior desinteresse, a vitória sobre o rival que menos festejei, e só o facto da decisão se ter arrastado até aos últimos segundos me conseguiu ligeiramente empolgar. Isto também me dá que pensar. Se os momentos negativos do rival sempre nos proporcionam algum jubilo, a sua perpetuação acaba por tornar-se um pouco deprimente. Há uma banalidade nestas vitórias que assusta. Como se por instantes nos víssemos numa ilha deserta, sem ninguém com quem interagir. E isso tem alguma graça?

3 comentários:

João"Bo0geyman"Silva disse...

Se tem graça ou não depende de cada um agora eu encontro-me bastante entretido com a novela que se passa do outro lado da segunda circular, que teve ainda a pouco lançado o mais recente capítulo onde os jornalistas avençados do Record dizem que não lhes bastando o facto de terem uma coligação com a podridão dos andrades o chamado Lol de Portugal na pessoa de Baltazar candidato à presidência do mesmo vem hoje dizer que caso seja eleito, já tem quoto "Acertada parceria com clube de top Italiano para enriquecer plantel", como se de algum Boavista se trata-se aquele clube.

RIR

Desta forma dada a preferência deste "novo BOAVISTA" por clubes corruptos eu arrisco um nome, Juventus.

ainda a RIR

Não fosse eu ter sofrido na pele o achincalhar por parte dos Sportinguistas na negra época do nosso clube aquando da presidência de Vale e Azevedo, conseguiria ter alguma pena da pequinês a que o Verdadeiro clube do regime chegou mas, ESTÃO A TER O QUE MERECEM!

KARMA IS A BITCH.

os melhores cumprimentos de um sócio e adepto encarnado.

EK disse...

Moçambique :)

Paula disse...

Engraçado que tenho visto dezenas de benfiquistas, alguns até na Benfica TV, por exemplo, falar isso, que é uma pena este declínio do zmerding, que um zmerding forte iria fazer um Benfica mais forte, etc.
Já dos lagartos, só os vejo preocupados em perdermos este campeonato nojento, e só isso é que lhes dá alegrias.
Resumindo, os benfiquistas preocupam-se mais em ver o degradante declinio na outrora algo honrada agremiação verde-escarreta, que os próprios lagartos, hehehe. Bizarro!
Entendo o pensamento, até concordo em parte, mas neste estado de corrupção do nosso futebol, eles mais fortes só nos iam prejudicar mais. Nunca nos apequenámos porque eles já não dão tanta luta. E com o fim desses m*****, mais benfiquista vai ficar Lisboa, e muitas regiões do país.
Apenas mais uma prova de que somos diferentes.