sexta-feira, 15 de abril de 2011

Carta aberta aos Benfiquistas

Meus caros,


Ontem passei o dia todo com nervoso miudinho, crendo que a eliminatória estava em disputa. Este nervoso adensou-se à medida que falava com amigos e todos festejavam a passagem às meias como se isso fosse um dado adquirido. Enervei-me e cheguei a ser bruto com alguns amigos. Peço que me perdoem, mas compreendam que eu tinha razão...


Sucede que um grande amigo, que amiúde aqui passa, convidou-nos para vermos a bola na sua casa, comendo umas "negritas" - e que "negritas", meus caros, que negritas...


Ao entrar em sua casa, não pude deixar de encontrar uma conjugação cósmica que me encheu de confiança e alentou, acabando com o nervoso miudinho: esse meu grande amigo falava com a sua filha, dizendo-lhe que hoje à noite o Tate Modern estaria aberto; como eu estava no Tate Modern quando o piazza e o desaparecido manini me informaram que o sorteio nos dava em sorte o PSV e, depois, o Braga ou o Kyev, vi logo que as estrelas não me enganariam!


E foi assim que me apercebi que a eliminatória estava no papo...


Porém, essa euforia incontida dos meus amigos, que durante a tarde pude confirmar sempre que telefonei para a Holanda, podia ter-nos pregado uma partida. Não pregou, é certo, mas podia...


É com base nessa regra - de tudo ser possível - que devemos partir para Braga, apesar de não podermos abdicar da confiança!


Por isso mesmo, a minha viagem para Dublin está comprada, apesar de não dar como garantida a presença na final!


Por isso mesmo, a minha crença na vitória é tão grande, apesar de saber que para o alcançarmos temos de dar tudo por tudo, cumprindo, cada um de nós, o papel de um guião crepuscular, que nos guiará à época das nossas vidas!


Por isso mesmo, enfim, o demiurgo da dialéctica não nos abandonará e levar-nos-á, com confiança, à vitória perante o mal!


Meus bons amigos,


o Benfica não se fez de grandes complicações, nem adensou a sua essência de grandes complexos: nascemos para ganhar e vivemos para lutar. Sabemos de que lado estamos e para onde caminhamos!


Rumo a Dublin...


9 comentários:

ad.eternum SLB disse...

http://adeternumslb1904.blogspot.com/2011/04/objectivo-cumprido.html

Saudações Benfiquistas

antoniomaia disse...

gostei!
e pluribus unum!

Edgar disse...

Et pluribus unum: só me apetece gritar... BENFICAAAA!!!

Juntos, com este futebol e esta mentalidade, venceremos tudo o que resta disputar.

Não resisto deixar de dizer que, ontem, Roberto ajudou. E, hoje, os arautos da desgraçam criticam baixinho (como sempre acontece).

Passaralho disse...

Aí vem um dos 'arautos'...

Se formos para Braga com a 'cagança' do costume, armados em parvos e 'organizados'(?) como ontem entramos, bem podem dizer adeus à final.

Se formos humildes e honrarmos a nossa história, não com 'cagança' mas com trabalho, suor e respeito pelo adversário, estaremos em Dublin.

Cumprimentos,
Benfica Sempre!

pcm disse...

Ainda bem que gostaste e que essa conjugação cósmica se verificou. Foi um prazer. E ainda sobraram algumas, que não posso voltar a congelar... (À falta de um jogo realmente importante, só se forem para acompanhar o Real-Barça...)

inespugnabile disse...

Estavam mesmo boas...

Ginha disse...

http://www.youtube.com/watch?v=w0iPnVs2lVw&feature=share


Aqui fica uma grande banda, com um nome de musica GLORIOSO, numa cidade que se espera, se venha a tornar mitica!

MS disse...

Esperemos que sim.

Infelizmente temos um presidente da assembleia geral que pensa com o dedo mindinho do pe e nao resiste a falar sempre que ve um microfone. Obrigadinho por espicacar o adversario e uma vez mais preparar o cenario para cair no ridiculo.

Tantos surdos-mudos que tanto teriam para dizer e cai um micro em frente ao presidente da assembleia geral.

Edgar disse...

Passaralho, não deixes que a carapuça te sirva. Não é "cagança"; é confiança. Não é "organizados" como entrámos que interessa; mas a reacção que tivemos na adversidade. Não é falta de humildade, trabalho ou suor; é crença na capacidade desta equipa: no seu futebol e mentalidade. É não me borrar perante o Braga e o Porto. É acreditar e apoiar. E não assobiar o Roberto quando estava 3-1, na 1.ª mão.